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Sócio da Prado & Prado diz que Mokva merece segunda chance

Imagem:Arquivo

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A COLUNA ESTÁ DE FÉRIAS. VOLTA A PUBLICAR TEXTOS INÉDITOS EM 1º DE FEVEREIRO DE 24. ATÉ LÁ, TEXTOS DE 2023 SERÃO DESTACADOS COMO ESTE, POSTADO ORIGINALMENTE EM 30 DE MAIO

Depoimentos desta terça focaram na relação de Chrystian Mokva com casa lotérica

QUANDO A CASA CAI

Para um sócio da Prado & Prado, o empresário Chrystian Mokva “merece uma segunda chance”. Essa declaração foi feita na manhã do segundo dia de audiências da Operação Maus Caminhos, um dos anexos da Et Pater Filium em Canoinhas. As declarações ocorreram em audiência na manhã desta terça-feira, 30, no fórum de Canoinhas.

A defesa de Renato Pike tentou impugnar o depoimento do sócio da empresa dizendo que ele seria suspeito por saber do esquema e não ter denunciado. O empresário da Prado & Prado, porém, afirmou que só soube do esquema “quando a casa caiu”.

Questionado se rompeu relações com Chrystian Mokva quando soube do esquema criminoso delatado por seu parceiro de negócios, o empresário disse que não só manteve contato com Mokva como os dois já estão juntos em novos projetos.

Além disso, a Prado & Prado ainda tem obras a concluir em Canoinhas e Papanduva, mas isso só será feito, de acordo com o empresário, quando for resolvida a questão judicial que envolve as empresas.





SUPORTE TÉCNICO

De acordo com as declarações do sócio da Prado & Prado, sua empresa vencia as licitações, mas quem executava as obras era a empresa de Mokva. Desse modo, a Prado & Prado apenas oferecia o CNPJ para disputar a licitação e o suporte técnico exigido nos editais. Em troca, ficaria com 3% do valor total dos contratos.






DIOGO SEIDEL E OS PAGAMENTOS

O secretário de Administração do governo Passos, Diogo Seidel, foi citado por testemunhas que trabalham na prefeitura de Canoinhas. Segundo elas, Seidel seria o responsável por garantir que a prefeitura realizasse os pagamentos às empresas que pagavam propina o mais rápido possível, mas sempre com justificativas para isso.

De acordo com testemunhas ouvidas no primeiro dia de audiências, os repasses da prefeitura para as empresas envolvidas no esquema aconteciam da forma mais rápida possível, pois assim o fluxo de propina também era agilizado.

Embora a prefeitura tenha até 30 dias para depositar o dinheiro devido às empresas contratadas, Seidel encaminhava os empenhos assim que as notas eram emitidas. Ele teria dito aos servidores que os repasses a Mokva seriam necessários para que a empresa tivesse liquidez e pudesse comprar os materiais necessários para concluir as obras o mais rápido possível.





PRIMA SECRETÁRIA

Outra pessoa ouvida foi a secretária de Mokva, que também é sua prima. Embora a defesa de Pike tenha protestado dizendo que ela poderia tentar proteger seu primo e incriminar o ex-vice-prefeito, seu depoimento foi tomado normalmente.

A secretária revelou que fazia serviços bancários para Mokva e ia com frequência à lotérica de Marcos Granemann, onde retirava envelopes com dinheiro. Ela diz que não contava o dinheiro que estava nos envelopes, mas revelações de testemunhas policiais do primeiro dia de audiências revelam que valores de até R$ 50 mil eram retirados na casa lotérica mediante cheques.





FAVORITAS

Uma das funcionárias do setor de pagamentos da prefeitura listou pelo menos cinco empresas que tinham preferência em receber da prefeitura. Além da Prado & Prado, o Coletivo Santa Cruz estava entre as empresas.




TESTEMUNHAS

Wilson e Rodrigo Dams deveriam depor nesta terça-feira na condição de testemunhas dentro da Maus Caminhos. Porém, foram dispensados pelo advogado que requereu a presença deles. A fase “transporte escolar” da Et Pater Filium será abordada adiante.





NO MEU NÃO

Quem ouviu o depoimento de Beto Faria, tem certeza. Ele jogou a responsabilidade por supostos ilícitos no seu governo nas costas de Diogo Seidel.





DIA D

Nesta quarta, 31, vão depor os cinco réus da fase Maus Caminhos da Et Pater Filium. Pela ordem: Diogo Seidel, Chrystian Mokva, Beto Passos, Marcos Granemann e João Lizmeier.





SEQUÊNCIA

Já na quinta-feira, dia 1º, começa uma nova fase de depoimentos dentro da Et Pater Filium. Esta fase envolve Canoinhas e Bela Vista do Toldo e se refere a pagamentos de horas/máquina e transporte de cascalho e brita superfaturados que seriam feitos por caminhões que pertenciam de fato a Beto Passos, mas que eram usados por um laranja do ex-prefeito, o empresário Joziel Dembinski.






MENSAGEIRO

Nesta semana também estão sendo ouvidos arrolados na Operação Mensageiro. Os depoimentos foram centralizados em Joinville.

Nesta terça, uma funcionária da Serrana afirmou que existia um “setor de propinas”, com servidor próprio, para emitir relatório dos lançamentos de notas fiscais frias de verbas ilegais pagas aos beneficiários com o suposto esquema de corrupção. Ela ressaltou que alguns funcionários cuidavam somente do esquema de corrupção.



QUASE MEIO MILHÃO

Investigação encontrou dinheiro em caixa com logotipo da Serrana durante prisões da Operação Mensageiro em Itapoá/Divulgação MPSC

O prefeito de Itapoá, Marlon Neuber (PL), preso na primeira fase da Operação Mensageiro, em dezembro de 2022, confirmou o recebimento de propina da empresa investigada a Serrana Engenharia. Segundo ele, os pagamentos teriam ocorrido entre 2017 e 2022 e chegaram a R$ 460 mil ao longo de todo o período, conforme cálculos próprios.





AMPLITUDE

O dono da empresa Serrana Engenharia, pivô da Operação Mensageiro, disse que a empresa teve problemas em “30 ou 40 cidades” em que atuava, número que representa cerca de 25% dos contratos com os municípios.





PLANO 1000

O repasse de recursos prometidos pelo Plano 1000 será feito, em um primeiro momento, para obras consideradas prioritárias pelo governo estadual. O anúncio foi feito pelo secretário da Casa Civil, Estêner Soratto, durante audiência pública na manhã desta terça-feira, 30, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), que discutiu o repasse, transferências especiais e convênios às cidades catarinenses.

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