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Onde foi parar o inquérito de veículos clonados encontrados em Bela Vista do Toldo?

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Pai do ex-prefeito Adelmo Alberti é acusado de incendiar uma caminhonete

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Uma caminhonete encontrada totalmente incinerada sete dias depois da prisão do ex-prefeito de Bela Vista do Toldo, Adelmo Alberti, teria sido queimada pelo pai do ex-prefeito, Lino Alberti. Foi o que contou uma testemunha conforme boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Canoinhas a que a reportagem teve acesso.

A mesma caminhonete foi encontrada intacta por integrantes do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no dia da prisão de Adelmo (6 de julho de 2021). Na ocasião, um suposto funcionário de Joziel Dembinski, empresário acusado de integrar esquema com Adelmo, disse que o veículo pertencia ao patrão. Contudo, a Polícia descobriu que a placa do veículo estava registrada em nome de uma empresa do Paraná.

No dia em que a caminhonete foi encontrada queimada, a Polícia consultou dados da placa e descobriu que o veículo estava em trânsito pelo Rio Grande do Sul, o que comprovou que se tratava de veículo clonado. A Polícia acredita que Lino tenha tentado ocultar provas contra o filho.

O denunciante disse que no mesmo dia da operação que prendeu o então prefeito, a caminhonete foi escondida em uma mata na localidade de Rio da Areia de Cima, interior de Bela Vista do Toldo. No dia 12 de julho, Lino teria ido até o local e ateado fogo na caminhonete. Segundo relatos de alguns moradores, Lino queria eliminar provas que pudessem vir a ligar o filho ao veículo. Uma equipe de policiais de Bela Vista do Toldo localizou a caminhonete queimada, mas com a placa ainda legível.

Próximo da caminhonete estava uma máquina retroescavadeira abandonada. Esta máquina tinha registro de roubo na cidade de Ascurra (SC) em abril de 2021.

Pouco depois, um caminhão trator Mercedes-Benz Axor 2540S, que estava no barracão que era alugado por Dembinski foi encontrado abandonado em Três Barras.

Nesse barracão também foram encontradas quatro máquinas pesadas, dentre as quais,  no caso de três não foi possível identificar qualquer indícios de propriedade. A única que possui identificação é uma motoniveladora (patrola) marca Volvo, modelo G930, ano de fabricação 2014, com adesivo da empresa União Prestadora de Serviços LTDA, com sede em Porto União.

Duas caminhonetes com registro de roubo ou furto foram encontradas nas casas de Adelmo e do empresário Josiel Dembinski, um dos suspeitos presos.

Um dos veículos estava na garagem da casa do prefeito e o outro na casa de Dembinski. Por essa suspeita, a Justiça da comarca arbitrou fiança no valor de R$ 11 mil, o que já foi revisto. Por isso, caso consiga liberdade provisória com relação à denúncia de corrupção, Alberti não precisará mais pagar esta multa. Segundo acordo de colaboração premiada assinado entre Alberti e o Ministério Público (MPSC), por mais alta que seja a pena que ele receba da Justiça, ele não passará dos 12 anos preso. Com todas as remissões que a lei permite, ele deve deixar a cadeia em 2024.

SEQUÊNCIA

Todos esses episódios relacionados a veículos clonados motivaram a abertura de um inquérito pela Polícia Civil de Canoinhas.

Delegado da Divisão de Investigação Criominal (DIC) de Canoinhas, Darci Nadal Junior conta que instaurou o inquérito na esteira de outra investigação relacionada a um suposto roubo forjado que teria ocorrido na casa de Lino. À época,  a suposta caminhonete roubada já era clonada. O inquérito pós-Et Pater Filium deu sequência a investigação. “Ouvimos testemunhas e montamos o inquérito, mas como os fatos estavam relacionados ao investigado pelo Gaeco, remetemos o material para eles e, então, não tive mais conhecimento do andamento do caso”, explica.

O Gaeco cita o caso na denúncia oferecida pelo Ministério Público (MPSC) à Justiça, mas com o acordo assinado entre Adelmo Alberti e o MPSC,  a questão não andou e voltou a ser citada na denúncia que versa sobre fatos relacionados à sétima fase da operação, que prendeu Beto Passos e Renato Pike. Aparentemente, o ex-prefeito e o vice-prefeito de Canoinhas nada têm a ver com caso, mas como Adelmo está arrolado na denúncia a questão foi relembrada.

Advogado de Adelmo e Lino Alberti, Paulo Glinski conta que Lino foi ouvido como testemunha no inquérito dos veículos clonados. “Não há nada que o aponte como réu. Se existir algo nem eu como advogado, muito menos ele como possível réu têm conhecimento”. Ele ressalta, contudo, que pode ser que a investigação esteja sob sigilo. Esta é, justamente, a justificativa do Gaeco para não falar sobre o caso.

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