O comércio não pode arcar sozinho com as consequências da covid-19


Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fechar o comércio nos fins de semana é o mesmo que assoprar pra apagar incêndio

 

 

 

EM DEFESA DO COMÉRCIO

Na semana passada a coluna polemizou ao defender a suspensão das aulas presenciais considerando que há a alternativa – não ideal, porém diante da excepcionalidade da situação é o que temos – das aulas online. Muitos pais valorizaram o convívio saudável entre os pequenos e exaltaram o baixo índice de contaminação entre eles. Ok, que sigamos com as aulas presenciais então.

 

 

 

Decreto municipal assinado por prefeitos de todo o Planalto Norte, publicado no meio da semana passada, proibia qualquer celebração religiosa presencial. Pastores pressionaram e conseguiram. Contrariando a máxima de que Deus é onipresente, convenceram os prefeitos que orando na igreja a pandemia terminará antes do que em casa.

 

 

 

Os restaurantes e bares, mediante o mesmo decreto, só funcionariam até 19 horas. A medida fazia sentido porque a maior aglomeração de pessoas em busca de um happy hour, claro, ocorre quando a noite cai. Os empresários do setor chiaram e os prefeitos estenderam a medida para 22h30.

 

 

 

Supermercados, postos de gasolina e farmácias, coerentemente, podem abrir sem restrições. Imagine o caos que seria se se fechasse supermercados e farmácias.

 

 

 

Sobrou, então, para o comércio considerado não essencial. São as lojas de vestuário, calçados, utensílios domésticos, materiais de construção, revendas de carros, etc. Simplesmente a maior fonte de geração de riquezas para Canoinhas. Isso mesmo. O comércio e o setor de serviços respondem pela maior fatia do Produto Interno Bruto (PIB) de Canoinhas. Fechados nada geram. Porém, não  é sobre essa guerra burra de saúde x economia que quero tratar. Abertos, os comércios atraem um número razoável de pessoas, nada perto do que ocorre nos supermercados. Não se trata de, como muito se faz nas redes sociais, apontar o dedo para um a fim de exaltar a qualidade que há em outro. O supermercado não pode fechar por ser essencial, mas é fato que atrai mais gente que uma loja de roupas, por exemplo. O vírus não escolhe onde circular, pode estar em todos os lugares. O comércio, maciçamente, aderiu às regras de proteção como disponibilização de álcool em gel na porta, funcionários com máscaras e marcações no chão para evitar que as pessoas se aproximem menos de 1,5 metro. Ademais, são, na maioria, ambientes amplos e arejados. Salvo coloquem todo o estoque com 99% de desconto, não vão atrair aglomerações.

 

 

 

 

Não justifica, portanto, fecharem, ainda mais somente nos fins de semana. Essa medida equivocada do Governo do Estado pode, sim, provocar aglomerações. Se todos que pensavam em frequentar determinada loja no sábado decidirem adiantar a compra para a sexta, o tiro sai pela culatra.

 

 

 

 

Especialistas apontam que lockdown total é a única saída diante da situação de colapso do sistema de saúde no Brasil. A medida é amarga, mas o estrangulamento das UTIs, infelizmente, pode nos empurrar pra isso. Usar o comércio não essencial como boi de piranha, no entanto, nada resolve e sacrifica um ator essencial para nossa economia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NÃO PROCEDE

Vereador Zenilda Lemos/Carlos Eduardo Vipievski/Divulgação

Vereadora Zenilda Lemos (MDB) garante que não abandonou o barco da oposição e adianta, ainda, que o bloco deve ser formalizado nos próximos dias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BEM IMUNIZADO

Um levantamento que apontou a falta de transferência sobre a aplicação de vacinas contra o coronavírus no Brasil mostrou um caso que ocorreu em Jaraguá do Sul. Segundo a base de dados do Governo Federal, um homem de 35 anos, morador da cidade catarinense, teria recebido oito doses da vacina. O fato foi negado pela Prefeitura de Jaraguá do Sul, que afirmou que houve duplicidade dos dados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AO PÉ DO OUVIDO

O presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, deputado Mauro De Nadal, foi ao pé do ouvido do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante a passagem dele por SC na sexta, 5, e questionou a compra de vacinas por parte dos Estado e municípios de forma direta. Também apontou a necessidade de uma atenção para Santa Catarina, em especial a região Oeste. De acordo com o presidente, Pazuello afirmou que nesse momento as vacinas serão centralizadas pelo Governo Federal e distribuídas de forma igualitária a todos os municípios do País. Ou seja, prefeito que diz que vai comprar vacina precisa combinar com o Ministério da Saúde.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AO PÉ DO OUVIDO 2

O presidente Mauro destacou que a Alesc está diariamente discutindo ações para o enfrentamento à pandemia e a preocupação é constante. Só neste ano, já foram doados 20 milhões ao governo do Estado, além da antecipação do pagamento das emendas impositivas destinadas aos hospitais credenciados ao atendimento à Covid, acordado com o governo do estado. Valores que somam mais de 25 milhões. “Sabemos que não é o suficiente, mas ajuda aqueles que precisam de atendimento nesse momento tão deliciado”, se solidarizou, Mauro De Nadal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

HÁ 50 ANOS

Enquanto hoje o prefeito Beto Passos (PSD) precisa traçar providências no combate à pandemia, há 50 anos o elogiado prefeito Benedito Therézio de Carvalho assumia a prefeitura de Canoinhas com uma medida bem mais prosaica: proibiu que os funcionários públicos tomassem chimarrão durante o expediente, o que provocou protestos. “Houve chiliques e choques, murmúrios e reclamações surdas. O povo, porém, gostou”, registrou o jornal Correio do Norte.

 

 

 

Outra curiosidade: a saudosa mãe de Passos trabalhou como doméstica na casa da família Carvalho. Adivinharia o prefeito de 1951 que 50 anos depois o filho dela estaria ocupando este cargo?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MDB

Uma resolução publicada nesta semana pelo diretório estadual do MDB define as regras da prévia marcada para agosto. O documento permite permite que votem os que se filiarem até abril, ou seja, uma janela para que os três candidatos filiem apoiadores que ainda não estejam entre os 183 mil filiados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E O DINHEIRO?

Bolsonaristas de primeira ordem estão usando as redes sociais para tentar isentar o presidente em relação ao colapso do sistema de saúde por causa da pandemia. Questionam onde foi parar o dinheiro enviado pelo Governo Federal para tratar a pandemia.

 

 

 

O colunista da NSC Total Renato Ighor pesquisou e respondeu: Foram abertos 787 leitos hospitalares de UTI adulto com ajuda do governo federal e recursos do orçamento estadual desde o início da pandemia em Santa Catarina, um aumento de 160%. Da fraudulenta compra dos respiradores, cerca de R$ 14 milhões já foram recuperados.





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