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A virtude catarinense na recomposição pelas adversidades

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Nosso estado tem uma singularidade pela sua dinâmica econômica e história de colonização

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Leonardo Furtado da Silva*

Há muitos decênios os catarinenses convivem com intempéries (chuvas, cheias, temporal, calor e mesmo nevascas na serra), fazendo com que a população e governantes tenham de ficar em constante vigília para enfrentar essas adversidades. Esse cenário, mesmo com obras de contenção, como, por exemplo, as barragens para diminuir os impactos de chuvas e cheias, tanto por reinvindicação da população e a consequente ação governamental, fazem com que as pessoas convivam e criem por necessidade, capacidade de enfrentamento.

É preciso fazer uma analogia em relação a outras colunas que foram escritas em meses anteriores, que a condição do estado catarinense em relação aos indicadores sociais e econômicos, privilegiados em relação a muitos estados brasileiros e países da América Latina, faz com que este enfrentamento   da população em relação a adversidades seja mais efetivo. Outra característica desta realidade é que a capacidade regenerativa do estado não tem uma dependência única com o governo central do país.

A dinâmica da economia, a distribuição de meios de produção distintos por todas as regiões do estado, fazem com que a capacidade de recuperação seja mais rápida, sem depender de uma região metropolitana na capital ou outra localidade.

Portanto, o nosso estado tem uma singularidade pela sua dinâmica econômica e história de colonização, onde os imigrantes de outros países e migrantes de outras regiões brasileiras enfrentaram, ao longo da história, adversidades, porém com um intuito empreendedor e com uma visão média de respeito a direitos individuais, propriedade privada e com seu esforço, muitos conquistaram a mobilidade social.

  Dentro deste contexto, vale a pena referenciar que o índice GINI (medidor da desigualdade) é o menor do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, em 2022, o Brasil teve GINI de 0,518 (o menor em 10 anos), Santa Catarina ficou bem abaixo (mais bem colocada) que a média nacional e países da América Latina, como a Argentina (GINI 0,429 – El País – Banco Mundial), com 0,419 seguindo os indicadores deste mesmo instituto. Com isso, esse medidor revela que as condições sociais e econômicas médias são privilegiadas e com isso melhora a capacidade de enfrentamento de problemas, por ação própria na medida do possível, claro, com participação necessária do estado e dos setores produtivos. Temos muitos problemas ainda a resolver, mas a força de nosso capital social revela uma boa perspectiva.

*Professor Leonardo Furtado da Silva é doutor em Desenvolvimento Regional

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