domingo, 14

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agosto

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2022

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Presa na Et Pater Filium se passou por secretário para aprovar fraude em licitação, diz MPSC

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Amanda Suchara trabalhava como fiscal na Secretaria de Obras

AGRAVANTES

Além de controlar a movimentação dos veículos contratados, Amanda Suchara, presa na sétima fase da Operação Et Pater Filium, mantinha contato direto com os setores administrativos da Prefeitura de Canoinhas, “atuando diretamente para incluir cláusulas que restringiam o caráter competitivo em procedimentos licitatórios”. Segundo o Ministério Público (MPSC), ela funcionava também como interlocutora entre os dirigentes da organização, informando quando os pagamentos seriam feitos para a divisão do dinheiro. “E é nesse momento de entrega de valores, que aconteciam em espécie, que emerge a figura do denunciado Márcio Paulo dos Passos, o qual figurava como o agente financeiro do grupo criminoso, captando o dinheiro ilícito que era repassado por Joziel, Maria e Adelmo a Gilberto, de modo a manter o seu irmão distante da pecúnia (divisão de lucros). Ao final, todos os integrantes beneficiavam-se dos recursos financeiros que eram desviados dos cofres públicos, justificando a atividade empresarial ilícita por eles empreendida”, anota o MPSC.

O MPSC dá um destaque a participação de Amanda no suposto esquema.“(Ela) ainda se estendeu para além das atribuições de seu cargo e continuou mesmo após o período em que o denunciado Nilson deixou de exercer o cargo de secretário de Obras no Município de Canoinhas, em abril de 2020, para concorrer nas Eleições Municipais naquele ano a uma vaga no Legislativo local. Com efeito, conforme apurado durante as investigações do presente feito, Amanda aproveitou-se de sua relação pessoal com Nilson para manter-se atuando na Secretaria de Obras do Município de Canoinhas após ele deixar o cargo político que ocupava. Além disso, continuou preservando os interesses da organização criminosa, elaborando minutas de Termos de Referência de forma a evitar a competição nos editais de licitação que interessavam ao grupo e alterando trechos dos referidos editais, inclusive utilizando as senhas de acesso dos secretários subsequentes para tal desiderato”.

Em um dos certames vencidos pela empresa do também denunciado Joziel Dembinski, ele não tinha nenhuma experiência com emulsão de massa asfáltica. Restou, então, a Adelmo Alberti assinar um falso atestado de capacidade técnica. “Joziel nem mesmo dispunha dos equipamentos necessários para prestar os serviços em comento, quais sejam, trator e tanque espargidor de asfalto rebocável, conforme consta do Termo de Referência do mencionado Procedimento Licitatório”, aponta o MPSC.

A situação chamou a atenção de Marciano Fernandes Corrêa, pregoeiro do município de Canoinhas, que questionou o então secretário de Obras, Luiz Alceu Witt Jr.

Detentora da senha de Luizinho, como o secretário é chamado, Amanda teria entrado no sistema interno da prefeitura e respondido o pregoeiro se passando por Luizinho, ordenando a homologação do certame em favor da empresa de Dembinski.

Em seguida, Passos avalizou a contratação.

Amanda é acusada de ter feito o mesmo com a senha de Edmilson Verka, atual secretário de Obras, em outro certame vencido por Dembinski no ano passado, quando a operação Et Pater Filium já estava em curso. Neste caso, o edital dizia que a empresa seria paga pelo quilômetro rodado carregado. Com a senha de Verka, contudo, Amanda teria enviado email ao setor de licitações pedindo que fosse alterado o termo “carregado”, “ficando somente km rodados, e que seja especificado que o mínimo a caçamba e 12 a cubagem”.

A situação de Amanda se complica um pouco mais quando a empresa de Gustavo Rocha, apontado pelo MPSC como substituto de Dembinski após sua prisão na quarta fase da Et Pater Filium, questiona por email se o edital vencido pela empresa se refere a “KM carregado ida e volta (vazio e carregado)”, recebendo como resposta que “conforme nos passado pela Sra. Amanda Suchara, designada como fiscal do Contrato, conforme consta do item 24.1 do Edital, o pagamento se fará ida e volta”.

Para o MPSC, “a participação da denunciada Amandaera fundamental para o funcionamento dos desvios, pois, além de maquiar a fiscalização, ela controlava e avisava dos pagamentos efetuados pela Prefeitura de Canoinhas ao denunciado Joziel, de modo a possibilitar o desvio e a distribuição das verbas pelo grupo.”


CONTRAPONTO

A defesa de Amanda nega participação dela no suposto esquema e afirma que ela assinou pareceres e relatórios ignorando eventuais inconsistências, por puro desconhecimento de como o serviço deveria de fato ser feito.


AUSÊNCIA GRITANTE

Promotor com os quatro vereadores de oposição/Divulgação

A ausência de Fabiano Freitas da sessão de homenagem ao promotor Renato Maia de Faria chamou mais a atenção do que as presenças. Segundo o vereador, ele tinha uma reunião de trabalho já que além da função política também é empresário.


PRÉ

Vereador Abrahão Mussi

Abraão Mussi, vereador de Três Barras, aceitou o convite e é pré-candidato a deputado estadual pelo União Brasil.


UFA

Em sua colaboração premiada, Adelmo Alberti disse que acredita que o atual secretário de obras de Canoinhas, Edmilson Verka, não saiba do esquema montado na pasta para fraudar o erário, porque não participou de nenhuma conversa.



DIA D

A segunda-feira será um dia decisivo para o PSD. O partido reunirá a bancada e lideranças para confirmar o que se negocia há semanas nos bastidores: a adesão ao projeto de Gean Loureiro (União Brasil), num pacote que inclui a indicação do vice e de um nome para disputar o Senado. O movimento selará também o fim da pré-candidatura de Raimundo Colombo ao Governo do Estado.

Se depender da vontade de Gilberto Kassab, Colombo será o nome do PSD para concorrer ao Senado em SC.

Para a vaga de vice, o nome mais cotado do PSD é o de Eron Giordani, ex-secretário da Casa Civil e ex-homem forte do governo Moisés (Republicanos). As informações são da colunista da NSC, Dagmara Spautz.