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abril

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Cúpulas estaduais dos partidos mandam e desmandam nos diretórios locais de Canoinhas e região

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Última vítima foi o MDB de Bela Vista do Toldo, que teve diretório destituído

OS DESTITUÍDOS

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COLUNA DE DOMINGO É quase certo que em vésperas de uma eleição municipal os partidos políticos passem por uma rearrumação, um banho de loja a fim de se livrar das encrencas e oxigenar com, dentro do possível, mentes mais frescas. Nesse jogo, puxadas de tapete acontecem, mas poucas vezes na frequência que se tem visto nesta eleição.

Já vimos o marido da prefeita de Canoinhas, Alex Hoppe, perder o Republicanos para Katia Oliskowski; o União Brasil sair das mãos de Célio Galeski para James Brey e o PSDB ir parar nas mãos de Galeski, só para ficarmos em Canoinhas. Nenhuma dessas trocas foi sem resistência e todas foram a mando do diretório estadual dos partidos.

Em Bela Vista do Toldo, o MDB teve o diretório destituído a mando do deputado Carlos Chiodini. Hilário Damaso da Silveira, emedebista desde criança, cujo pai foi um dos fundadores da cidade em 1994 e cujo irmão foi prefeito da cidade, sempre pelo MDB, perdeu a direção do partido. Segundo ele, porque o MDB quer abraçar a candidatura a prefeito de Carlinhos Schiessl. A família Damaso discorda de apoiar a candidatura e deve migrar em peso para outra sigla, ainda a definir.

Entramos na semana em que se fecha a janela para troca de partidos e a tendência é de vermos mais puxadas de tapete promovidas por diretórios estaduais, que veem na região o curral eleitoral deste ou daquele deputado. Aos dirigentes partidários locais cabe servilismo a essas lideranças estaduais que, invariavelmente, ocupam cargos de notoriedade como deputados ou senadores (têm votos, portanto) e que veem a eleição municipal como estratégica. Seus candidatos vencendo prefeituras são aliados de peso para eles garantirem a reeleição em 2026.

Canoinhas já teve uma liderança bem definida nesse sentido: Antonio Aguiar. Por mais que tivesse ingerência sobre este ou aquele partido, Aguiar fazia por merecer essa liderança por assinar as emendas mais robustas para a cidade. Agora, a cidade virou terra de ninguém. Deputados de diferentes partidos se reúnem para decidir o destino da eleição municipal da cidade. Mandam, indiretamente, no seu voto sem você sequer conhecê-los. É o preço que pagamos por não elegermos um candidato que tenha real compromisso com a cidade e que não venha aqui atrás apenas dos seus interesses.

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