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Controle do orçamento pelo Congresso é péssimo sinal para Canoinhas e região

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Falta de representatividade amplifica drama do Planalto Norte

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COLUNA DE DOMINGO Deu no jornal O Globo de domingo passado: “Fatia do Orçamento definida pelo Congresso no Brasil é 9 vezes maior que nos EUA: emendas dificultam ainda mais déficit zero”. Todos os maiores veículos do País vêm apontando o voraz apetite de Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, e sua turma, que forma o maior bloco dentro do Congresso. São 162 dos 513 deputados que estão no bloco liderado por Lira.

Mas não é só este bloco de respeito que intimida o governo Lula. Como Dilma Rousseff (PT) ensina, presidente nenhum governa o Brasil de costas para o Congresso. Lula (PT) sabe da fragilidade de seu governo, ainda mais com o bloco bolsonarista somando 96 parlamentares somente do PL, superando, portanto, os 68 do PT.

Diante dessa ameaça, vale o pragmatismo. O governo Lula tem entregue a maior fatia do orçamento de que se tem história para o deleite dos congressistas. Em um país sério isso nada tem de alarmante, afinal, quem melhor que os representantes do povo para definir para onde deve ir o dinheiro público?

Todos sabem, não é o caso do Brasil. Via de regra, os parlamentares usam de suas emendas para alimentar seus currais eleitorais, pouco importando se há demandas mais relevantes em outras regiões. Diante disso, como fica o Planalto Norte catarinense? Não fica.

Na hora do voto, optamos por eleger candidatos bem de longe da região. Canoinhas, que tinha três candidatos a deputado federal da terra, optou por dividir 53% dos votos entre eles e descarregar 47% dos sufrágios em candidatos que, muitos deles, nunca pisaram em solo canoinhense. É uma aberração que exige conscientização por parte do eleitor. Enquanto o eleitorado acreditar que seu voto de nada vale e pode ir para qualquer um, menos para quem mora na sua cidade, seguiremos penando, ainda mais no cenário que se desenha.

Com verbas que não passam dos R$ 500 mil, cada vez mais espaçadamente destinadas por deputados de Joinville ou Jaraguá do Sul, este é nosso destino enquanto não elegermos um candidato daqui.

Unidos, os dez municípios do Planalto Norte têm mais de 250 mil habitantes. É mais que o suficiente para elegermos um representante. A conta é simples, a realidade é marcada pelo descompromisso do próprio eleitor com a sua região. Vota-se em um candidato de fora como forma de protestar contra a qualidade da classe política local. Como se esse “de fora” fosse algo melhor do que o que temos em casa. Trágica ilusão.

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