Tratamento e uso de perucas é essencial para resgatar autoestima na luta contra o câncer


Divulgação

Na semana passada foi sancionada lei em SC que prevê campanha de doação de cabelo para confecção de perucas

 

 

A governadora interina Daniela Reinehr (sem partido) sancionou na quarta-feira, 14, a lei que institui uma campanha anual de conscientização para estimular a doação de cabelos às pessoas com alopecia decorrente de quimioterapia. O autor da lei, deputado licenciado Luiz Fernando Vampiro (MDB), na justificava do projeto de lei defende que ao enfrentar esse processo é natural que as pessoas, principalmente as mulheres, sintam-se deprimidas, o que influencia negativamente o tratamento e o uso de perucas é essencial para resgatar a autoestima e consequentemente a força para lutar contra a doença em uma rotina de luta.

 

 

A lei estabelece que a Campanha de Conscientização e Incentivo à Doação de Cabelos será realizada na semana do Dia Nacional de Combate ao Câncer, em 27 de novembro. Neste período serão divulgadas campanhas publicitárias de cunho educativo em veículos de comunicação e nos órgãos do governo do Estado sobre a realização dos mutirões de arrecadação dos cabelos e os postos de coleta.

 

 

Também estão previstas ações por meio de cartazes a serem fixados nos órgãos públicos, postagens nas redes sociais e envio de mensagens eletrônicas, além de distribuição de cartilhas para a população em geral e divulgação pela sociedade civil organizada. A lei prevê ainda que os cabelos arrecadados serão destinados à confecção gratuita de perucas para pessoas em condições de vulnerabilidade social, e fica vedada qualquer utilização comercial.

 

 

A coordenadora do Banco de Perucas da Associação Amor e União Contra o Câncer (Amucc), Maria Machado, informou que a entidade decidiu montar um banco de perucas, que deve ser implementado até o mês de setembro. Até então, a Amucc eventualmente recebia doações e as destinava ao Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon).

 

 

Ela explicou que todo o processo para a doação, que não é tão simples, exigindo muito tempo dos profissionais (cabeleireiros voluntários) que se dispõem a produzir as perucas e que os cabelos são tratados, não são colhidos do chão, por exemplo. O custo por cada peruca é estimado em cerca de R$ 600 e cada uma delas pode levar até dois meses para ficarem prontas.

 

 

Maria Machado também acredita que com a sanção da lei, o próprio governo estadual poderá investir na formação de pessoas que confeccionem perucas e assim ajudar em uma distribuição mais ampla do produto. “Fico contente com a lei que vai apoiar as instituições que lutam por essa causa e prestam esse serviço.”





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