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dezembro

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Justiça acredita que desvios feitos por contadora de Major Vieira superaram R$ 800 mil

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Prisão aconteceu em decorrência de segunda denúncia contra Marenize Brocco

O Ministério Público de Santa Catarina, por meio da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Canoinhas, a Polícia Civil e Militar de Canoinhas divulgaram detalhes da operação desencadeada em conjunto na manhã desta terça-feira, 21, que culminou na prisão da contadora da prefeitura de Major Vieira, Marenize Terezinha Brocco e seu marido, André Patrick Liskoski Oliveira. A operação, batizada de “Conta Zerada”, nada tem a ver com a Et Pater Filium e diz respeito a uma segunda denúncia que pesa contra a contadora.

A operação é resultado de uma investigação que apura a prática de diversos crimes, como associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro, no município de Major Vieira, envolvendo a contadora e o marido. As informações dos desvios de valores e patrimônio incompatível com a renda chegaram ao Ministério Público por notícia do prefeito Adilson Lisczkovski (Patriota) e dos seus secretários que desconfiaram que os investigados efetuavam diversos pagamento de boletos para beneficiários que não eram fornecedores do ente público, muitos dos quais parentes da contadora.

Os desvios, até o momento, foram estimados em mais de R$ 200 mil, mas os investigadores acreditam serem ainda maiores.

Os investigados já respondem ação penal por fatos semelhantes. Em abril deste ano, o Ministério Público indiciou Marenize e o marido por desviar quase R$ 600 mil dos cofres públicos por meio de depósitos em suas contas. 

No cumprimento dos dois mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão, todos expedidos pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Canoinhas, foram empenhados 44 policias, entre civis e miliares, além da colaboração do Instituto Geral de Perícias (IGP). 

 

Material apreendido/21.9.21/PM/Divulgação

Acerca da operação conjunta que aconteceu nas cidades de Major Vieira e Canoinhas – apesar de trabalhar em Major Vieira Marenize morava no Jardim Esperança, em Canoinhas -, o comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Silvano Sasinski assevera que “são importantíssimas ações conjuntas entre os órgãos para conter a criminalidade florescente nos crimes contra a Administração Pública na Comarca de Canoinhas”. Por sua vez, o delegado regional de Polícia, Rui Orestes Kuchnir, ressaltou que “além da responsabilização dos envolvidos, operações como esta buscam promover o ressarcimento dos valores aos cofres públicos“.

Para o promotor de Justiça de Canoinhas, Renato Maia de Faria, a atuação integrada das forças de segurança pública locais, dos peritos do IGP e do Ministério Público foi fundamental para o sucesso da operação, o que possibilitará a conclusão célere desta fase da investigação, além de viabilizar a coleta de provas para garantir a efetividade do processo penal para a responsabilização dos investigados. “A construção de um acervo probatório nos crimes de colarinho branco depende totalmente de uma atuação conjunta dos órgãos de investigação. Temos de fazer que o crime não compense”, assegura o promotor de Justiça.

Durante a operação foram bloqueados valores constantes nas contas correntes dos investigados, apreendidos veículos, armas de fogo, joias, dinheiro em espécie, além da decretação de indisponibilidade de imóveis. Todos os bens poderão ser usados para garantir o ressarcimento dos valores desviados e pagamento de multas que poderão ser aplicadas.

A denúncia contra os investigados será apresentada nos próximos dias pela 3ª Promotoria de Justiça de Canoinhas.