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fevereiro

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Farazzi, um surpreendente livro

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Revivi os tempos em que me extasiava ao volante de um carro pelas estradas afora

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Há quase cinco anos uma garota procura-me para que eu desse uma olhada em um volumoso livro que ela acabara de escrever. Não uma olhada, mas que eu o revisasse. Incumbência de alto nível para a qual eu não me considerava apta. O que eu tinha — e ainda tenho — era tempo para ler o que antigamente era conhecido como um manuscrito. Poderia ainda assim ser chamado, pois, embora digitado em computador, continua com as mãos sendo escrito.

Não fazia ideia do tema, mesmo com a esclarecedora imagem da capa bem à minha frente. É que eu jamais lera algum livro ou conto, ou algo similar, ou mesmo assistira algum filme relativo ao tema.

Mas eu prometera dedicar-me a, pelo menos, rever o que lá estava escrito e a indicar caminhos, talvez.

Foi difícil iniciar a tarefa a que me propus ao perceber o enredo e o tema em que, por mais de seiscentas páginas — era a diagramação original elaborada pela garota, autora do livro — eu estaria envolvida. Não sei as razões que sempre me distanciaram destas histórias sobrenaturais e totalmente fora do que se poderia imaginar como vidas naturais, mesmo que passadas em outras galáxias.

Comecei a deslizar meu olhar pelas páginas. E a interessar-me pela trama. Trama muito bem elaborada e muito bem contada pela autora.

Ela descreve com extrema exatidão os locais em que vivem os personagens. Ao lermos os relatos das roupas e dos detalhes dos cômodos dos locais onde se passa a história temos a impressão de estarmos vendo cenas de um teatro a desenrolar-se à nossa frente.

Aos poucos somos envolvidos pelas passagens transcendentais em mescla à vida normal de um infinito número de pessoas que surgem, num repente, e num esvoaçar de asas somem de nossa frente.

Revivi os tempos em que me extasiava ao volante de um carro pelas estradas afora. Jéssica Hoppe leva-nos a uma incrível e desabalada corrida através de uma rodovia na tentativa de desvencilhar-se de um intruso que a perseguia.

Descreve, em detalhes, as trocas de marchas, os desvios, os esterçamentos para a esquerda e para a direita, os punta-tacco, a velocidade no ponto máximo que o carro permitia e no retrovisor o perseguidor quase a roçar os para-lamas traseiros de seu carro.

A personagem principal entra em um mundo diferente. Aprende todos os movimentos das lutas marciais a fim de saber como se defender em futuras arruaças que sem dúvida surgirão. E como surgirão!

Em alguma página do livro ela recebeu o ósculo embriagador, solene e misterioso que a torna uma pessoa diferente dos demais habitantes normais do mundo que se estende ao nosso lado. E precisa aprender todas as manhas e todas as arapucas que cercam este lado obscuro de sua existência.

Aventuras sucedem-se de página em página, de capítulo em capítulo. E foi assim que eu capitulei frente à minha antiga aversão a histórias de vampiros.

Sim, porque este é o tema principal do livro Farazzi — Entre a Luz e a Escuridão que a escritora Jéssica Hoppe acaba de lançar.

Incrível e fantástica imaginação que nos leva a conhecer meandros sequer antes imaginados da vivência destas pessoas que transitam, naturalmente, ao nosso lado e em uma fração de segundo são transformadas em seres com inimagináveis poderes de ler pensamentos, de atravessar paredes, de percorrer quilômetros em frações de segundos.

A autora com a colunista: Jéssica e Adair/Melih Serganioto

Jéssica estudou profundamente a origem e o modo de geração dos vampiros. Atravessou milênios até encontrar os primórdios de seu aparecimento em meio à humanidade após a criação do mundo em que vivemos.

Nota-se em todo o desenrolar da trama descrições fidedignas de um mundo paralelo, de um mundo, para nós, invisível. Coloca-nos ao par de suas origens desde os tempos em que Adão e Eva perambulavam pelo chamado paraíso na terra. E da maldição de Caim que sumiu para paragens distantes.

Ela passeia os personagens principais por locais incríveis que se situam na região em que vivemos. Mescla-os, passo a passo, com um sem número de outros mais que aos poucos vão surgindo através de sua pena.

Em meio a tantos imprevistos surpreendentes, páginas de enlevo, de amor, de êxtase. O enigma da sedução. A volúpia de amantes. O furor do ódio. Jéssica soube dosar todas as emoções que embalam a alma.

Um livro para quem ama histórias de vampiros.

Um livro para quem ainda não conhece aquele mundo que nos parece irreal, que nos parece existir apenas após atravessarmos um portal imaginário.

 Parabéns, Jéssica!

Aguardaremos o livro II.

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