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Empresa troca Canoinhas por investimentos em Três Barras

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Vale do Tibagi havia prometido criar 100 empregos diretos em Canoinhas

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Três meses após ter anunciado a intenção de se instalar em Canoinhas, a Vale do Tibagi desistiu do investimento. A informação é do secretário de Desenvolvimento Econômico de Canoinhas, Luis Mario Dranka.

A empresa havia protocolado em setembro pedido de cessão de uso de imóvel para sediar as atividades da empresa em Canoinhas. Para se ter uma ideia da dimensão da empresa, o faturamento bruto do grupo Vale Tibagi, englobando as empresas Vale Tibagi Serviços Florestais e Vale Tibagi Transportes e Logística, foi de R$ 273.294.920,62 em 2022. Somente no ano passado, a empresa gerou R$ 5.465.041,82 de ICMS e R$ 2.569.021,38 em ISSQN.

“Todos os canoinhenses ganham com a vinda da empresa para o município. Os impostos gerados serão revertidos em investimento em saúde, educação, infraestrutura e demais necessidades”, enalteceu, à época, a prefeita Juliana Maciel Hoppe (PL).

O investimento total alcançaria o valor de aproximadamente R$ 15 milhões com a geração de faturamento estimado em R$ 8 milhões por mês, com a geração prevista de 100 empregos diretos e 200 indiretos, segundo divulgou o Município à época.

A empresa presta serviços em área florestal especificamente na produção de cavacos e aquisição de florestas plantadas. O principal tomador de serviço hoje é a WestRock S/A.


MOTIVOS

Segundo Dranka, a Vale do Tibagi comunicou, por meio de ofício, a mudança de intenção. “A nota esclarece e comprova que a empresa tinha solicitado dois anos atrás uma área para Ponta Grossa (PR), uma área que pertencia à Associação dos Cafeicultores daquela região. Neste ano houve processo licitatório e outra empresa ganhou. A empresa não quis utilizar todos os galpões que recebeu do Município de Ponta Grossa. Neste caso, a Vale do Tibagi, que tinha ficado em segundo lugar no certame, assumiu uma área de 20 mil metros quadrados de galpões cobertos. Então, eles decidiram construir na cidade paranaense a sua central de logística. Eles vão investir lá nesse momento e, por isso, não terão condições de investir em Canoinhas porque para eles é estrategicamente viável”.

O representante da empresa para a região, Herminio Teixeira, confirmou a desistência de Canoinhas e os investimentos em Ponta Grossa, mas disse que o real motivo de ter desistido do plano em Canoinhas é o fato de ter conseguido a promessa da prefeita de Três Barras de uma área bem mais ampla da já usada pela Vale do Tibagi. “Não trocamos Canoinhas por Três Barras porque estamos em Três Barras. Só temos que agradecer a Canoinhas”, afirmou ressaltando que foi muito bem tratado por Juliana e Dranka e que a ideia de investir em Canoinhas não está descartada.



TRÊS BARRAS

A Vale do Tibagi tem uma unidade em Três Barras, próximo do aeroporto. Como a empresa emite muitos ruídos, segundo a prefeita de Três Barras, Ana Claudia Quege (PP), uma área para realocamento da empresa já foi disponibilizada. “Eles vão ficar em Três Barras porque já estão em Três Barras”, afirma, acrescentando que há, sim, planos de expansão da empresa também em Três Barras.

Essa questão levantou discussão na Câmara de Vereadores. Laudecir Gonçalves (PL), o Barriga, quer saber qual a arrecadação e quantos empregos diretos a Vale do Tibagi pretende criar.

Abrahão Mussi (UB) defendeu a cessão de uso do terreno de 33 mil metros quadrados. “Nós vamos perder 90 empregos para Canoinhas? Sobre as empresas de transporte daqui também existe o plano de retirar eles de onde estão. A empresa (Vale do Tibagi) vai trazer a logística dela para cá. Essa empresa não pode estar próxima do aeroporto. Só pode fazer uma cessão de uso se tiver interesse público.”

Vereadora Dionice Guimarães (PSD), presidente da comissão de legislação, disse que o projeto de lei já está sendo avaliado pela comissão, que já verificou alguns pontos que precisam ser melhor estudados. Barriga alertou que o projeto tem de ser aprovado ainda este ano. Contudo, apenas um parecer sobre o projeto foi lido até o momento em sessão extraordinária realizada nesta quinta-feira, 21.




ÁREA

A área de Canoinhas que a Vale do Tibagi havia demonstrado interesse, e que seria submetida ao processo licitatório, está atualmente arrendada para plantio de lavoura. Trata-se do fatídico terreno da Aurora, comprado pelo Estado e cedido ao Município, que faria a cessão de uso para construção de um frigorífico da Aurora. O contrato de arrendamento está vigente até 2024.

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