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Dois anos da Et Pater Filium em Canoinhas: como estão os 14 presos na operação

Imagem:Arquivo

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Em 29 de março de 2022, o prefeito e seu vice foram presos pelo Gaeco

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Há dois anos, exatamente no dia 29 de março de 2022, 14 pessoas foram presas em Canoinhas na sétima fase a Operação Et Pater Filium, deflagrada em julho de 2020, inicialmente em Major Vieira. De todos os presos nas nove fases da operação, apenas o ex-prefeito de Major Vieira, Orildo Severgnini, segue na cadeia. Ele foi condenado a mais de 300 anos de prisão.

Das três cidades atingidas pela operação – Major Vieira, Bela Vista do Toldo e Canoinhas – somente as fases que investigaram esquemas de corrupção em Major Vieira tiveram sentenças. Bela Vista do Toldo teve duas sentenças publicadas, enquanto Canoinhas não tem nenhuma sentença até o momento.


AMANHECER TURBULENTO

Na manhã daquele 29 de março de 2022, diferentes frentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), braço armado do Ministério Público (MPSC), cumpriu mandados de busca e apreensão de prisão em diferentes endereços dentro da cidade de Canoinhas e até em Bituruna (PR).

Entre os presos estavam o prefeito Beto Passos e seu vice, Renato Pike. Todos foram levados para o Fórum de Canoinhas, onde passaram por audiência de custódia. De lá, foram distribuídos para diferentes presídios, todos sob a condição de prisão preventiva. Dois anos depois, nenhum deles está preso, todos seguem réus, mas nenhum foi sentenciado. Veja o que aconteceu com cada um deles:

Beto Passos

Depois de cinco meses e 26 dias de cárcere, o ex-prefeito de Canoinhas, Beto Passos, foi solto em setembro de 2022 após firmar acordo de colaboração premiada por meio do qual, basicamente, culpou seu vice por envolvê-lo em esquema de corrupção envolvendo o Coletivo Santa Cruz e a compra de caminhões para faturar com licitações municipais usando um laranja. Ele deixou o Presídio Industrial de Joinville e veio para casa, em Canoinhas. Atualmente apresenta um programa de rádio.

Durante depoimento no ano passado, mudou versão da colaboração premiada, levando o juiz que presidia a sessão a suspender o julgamento que deve ser retomado neste ano.





Renato Pike

Ex-vice-prefeito Renato Pike

Foi o último dos presos desta fase da Operação a ganhar liberdade, somente em 14 de dezembro do ano passado. Ao contrário de todos os outros réus, a sua soltura foi determinada em processo que corre em segredo de Justiça. Ele passou quase 21 meses detido no Presídio Regional de Jaraguá do Sul. É o único dos réus que se negou a colaborar com a Justiça sem prestar nenhum depoimento. Seus advogados defendem a tese de que ele apenas pedia ajuda de campanha para empresas.

Renato Pike foi solto no âmbito da Operação Mensageiro. Isso porque ele já tinha recebido habeas-corpus pelos processos que responde no âmbito da Operação Et Pater Filium.

Morando em Canoinhas, ele tem se comunicado com aliados políticos e dito que vai reverter sua situação na Justiça, recebendo, inclusive, uma indenização milionária pelas “falsas acusações” a ele imputadas.





Márcio Passos

Márcio Passos, durante o depoimento

Acusado de ser uma espécie de executor de ações ilícitas por parte do irmão, Beto, Márcio negou, em depoimento, que tivesse conhecimento de todo o esquema confessado pelo irmão, afirmou que sempre confiou em Beto – “Era Deus no céu e o Beto aqui” – e disse que apesar de ser irmão, nutria sentimento de raiva pelo ex-prefeito por tê-lo envolvido no esquema de corrupção.

Solto em agosto de 2022, Márcio voltou para Canoinhas e tem trabalhado como empregado em uma empresa privada.




Adoniran Fernandes

Sobrinho de Renato Pike, é apontado como uma espécie de laranja do tio. Ele, contudo, nunca admitiu participação em nenhum esquema. Está solto desde agosto de 2022 e chamou a atenção por se envolver em duas brigas em bares da cidade desde que deixou a cadeia.





Sidnei Teles

Sidnei Teles é apontado como laranja de Pike

Apontado como laranja de Pike, Sidnei Teles era lavador de carros na revenda do ex-vice-prefeito, mas movimentava valores substanciais em sua conta bancária. Como é semianalfabeto, o MP acredita que Pike teria usado seus documentos para lavar dinheiro.

Está solto desde agosto de 2022, mas não se tem notícias de seu paradeiro.





Diogo Seidel

Ex-secretário de Administração de Canoinhas, Diogo Seidel, explica situação das finanças do Município

Solto em junho de 2022, Diogo Seidel foi um dos colaboradores premiados que mais complicaram a vida de Renato Pike, entregando vários esquemas do chefe. Disse, inclusive, que intermediava as propinas recebidas por Pike.

O ex-secretário de Administração de Canoinhas voltou para a cidade, mas, no ano passado, pediu para mudar de domicílio.





Nilson de Oliveira

Nilson de Oliveira

Ex-secretário de Obras de Canoinhas, Nilson de Oliveira é acusado de envolvimento no esquema dos caminhões que teriam sido comprados por Passos para fraudar e superfaturar licitações na pasta controlada por ele. Oliveira foi solto em setembro de 2022.




Amanda Suchara

Amanda faz campanha para Beto Passos e Renato Pike nas redes sociais

Amanda Suchara trabalhava no controle dos serviços prestados por caminhões na Secretaria de Obras. Ela é acusada de adulterar itinerários para beneficiar o empresário Joziel Dembinski, acusado de ser laranja de Passos. Foi solta em maio de 2022 por ter filhos pequenos, mas voltou para a cadeia porque teria ameaçado testemunhas. Em setembro ela ganhou liberdade novamente.






Joziel Dembinski

Joziel Dembinski/Reprodução

Joziel Dembinski é acusado de ser laranja de Passos no esquema envolvendo serviços relacionados a Secretaria de Obras de Canoinhas. Foi solto em dezembro de 2022 e segue em Bela Vista do Toldo, sua cidade natal.






Rodrigo Dams, Wilson Dams, Carlos Eduardo Dams, Wilson Osmar Dams Filho

Pai e filho: Wilson e Rodrigo Dams ganharam liberdade depois do acordo

Os empresários ligados ao Coletivo Santa Cruz são acusados de pagar propina para se manter no transporte escolar em Canoinhas. Carlos Eduardo e Wilson Osmar, por terem pouco envolvimento com a empresa, foram soltos logo em seguida.

Wilson e Rodrigo, que administravam efetivamente a empresa, passaram mais tempo na cadeia. Eles ganharam liberdade em maio de 2022, após firmarem acordo de colaboração. Todos retomaram suas atividades em Canoinhas.





Gustavo Rocha

Gustavo Rocha

Acusado de herdar o esquema de Joziel Dembinski na prefeitura de Canoinhas, foi solto três dias após a prisão. Segue como administrador da GM Construtora.





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