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Com mil mm de chuva em 2 meses, Canoinhas e região viveram uma das maiores enchentes da história

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Mais de 6 mil pessoas ficaram desalojadas em Canoinhas e Três Barras; rio Canoinhas chegou a 8,8 metros

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Os meses de outubro e novembro trouxeram preocupação e tristeza para centenas de famílias, que tiveram que sair de suas casas em toda a região do Planalto Norte. Todas as dez cidades da região decretaram situação de emergência em razão das chuvas intensas que assolaram Santa Catarina.

Na localidade de Anta Gorda, no interior de Canoinhas, um fenômeno meteorológico relacionado às fortes tempestades destelhou barracões, provocou quedas de árvores e trouxe grandes prejuízos a agricultores no dia 4 de outubro. Era só uma premissa da tragédia que viria para toda a região.

A enchente que durou quase 40 dias, atingiu um total de 2.900 edificações em Três Barras, mais de 40% do município. 4.352 tresbarrenses ficaram desalojados e 1.371 pessoas foram acolhidas em abrigos públicos. O distrito de São Cristóvão foi o local mais afetado do município, com as águas atingindo 2.295 edificações, sendo mais de 70% de sua área tomada pelas águas. Além da cheia do rio Canoinhas, Três Barras também sofreu com as cheias do rio Negro e do rio Barra Grande.

Governador Jorginho Mello em Três Barras com a prefeita Ana Claudia Quege

No dia 20 de outubro, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, esteve em Três Barras para acompanhar os impactos causados pela enchente no município. Na cidade, o governador visitou os bairros Jardim Rio Negro e Zilda Pacheco/ Argentina, bastante castigados pela enchente.

Em Canoinhas, mais de 600 famílias tiveram que sair de casa: cerca de 1600 pessoas. No ápice da enchente, 109 pessoas foram abrigadas pelo Município.

Nível do rio Canoinhas durante a enchente no dia 13 de outubro

Os índices do rio Canoinhas no dia 13 de outubro ultrapassaram os 8,8 metros, o que fez com que a enchente de 2023 superasse a de 2014 quando o nível do rio Canoinhas chegou a 7,99 metros, se tornando, portanto, se levarmos em consideração o nível do rio, a segunda pior enchente em 40 anos, perdendo apenas para a grande enchente de 1983, quando o Canoinhas chegou a 10,2 metros.

Com as chuvas intensas e inundações, estradas do interior ficaram inacessíveis, acessos foram prejudicados, comunidades ficaram isoladas e ruas do centro de Canoinhas e do Campo d’Água Verde tiveram de ser interditadas. Um levantamento realizado pela Epagri, apontava um prejuízo de R$ 63 milhões na agricultura somente nos 10 primeiros dias de outubro. Mas o número foi muito maior.

Governador visita abrigo em Três Barras

As prefeituras das duas cidades se organizaram para montar abrigos, e a população mais uma vez, se mobilizou e se uniu para conseguir doações. Militares do Campo de Instrução Marechal Hermes auxiliaram as famílias nos dois municípios, tanto na retirada de pessoas, animais de estimação e móveis de casas com iminência de serem tomadas por alagamento, quanto na organização e distribuição de alimentos, itens de higiene pessoal e materiais de limpeza. Voluntários também ajudavam nas mudanças dos desabrigados, na coleta e separação de doações e no preparo da comida para os voluntários e desabrigados. Em Canoinhas, as doações eram recebidas no pavilhão da Igreja Matriz Cristo Rei. Em Três Barras, o Salão do Divino e o Centro de Convivência do Idoso do São Cristóvão concentraram o recebimento de donativos.

Douglas José Gonçalves do Rosário faleceu no Hospital Santa Cruz de Canoinhas, vítima fatal de uma contaminação por hantavirose

Duas pessoas morreram na região, em decorrência da enchente. Em Três Barras, Vilmar Xavier, de 41 anos, morreu no dia 15 de outubro, vítima de um choque elétrico em uma área alagada no bairro Argentina, em Três Barras. No dia 19 de outubro, um rapaz de 28 anos morreu no Hospital Santa Cruz de Canoinhas, por causa de uma infecção causada por hantavirose, doença transmitida por roedores.

No dia 16 de novembro, as últimas famílias voltaram para casa e os abrigos públicos abertos devido à enchente foram oficialmente fechados em Canoinhas. Em Três Barras, no dia 22 de novembro, após quase todas as famílias retornarem para casa, o Município retomou o programa Reconstrói Três Barras, que focou na recuperação da cidade e do interior.



DEBAIXO D’ÁGUA

Porto União foi um dos municípios da região mais atingidos pela enchente de 2023. Cerca de 10% da cidade ficou debaixo d’água. Mas nenhuma outra cidade foi tão afetada quanto União da Vitória, estrangulada pela força da rua que saiu do rio Iguaçu. Cerca de 40% da cidade ficou submersa.

Mafra e Rio Negro, duas cidades que divisam os Estados catarinense e paranaense, a exemplo de Porto União e União da Vitória, também foram castigadas pela enchente. De acordo com a Defesa Civil de Mafra, 261 pessoas ficaram desabrigadas, enquanto mais de 720 foram desalojadas durante o período crítico das enchentes.

O rio Negro, que corta as duas cidades, passou dos 10 metros de cheia.

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