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Visita do prefeito vira bate-boca na Câmara de Bela Vista do Toldo

Imagem:Arquivo

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Vereadores escolhem novo prefeito em 13 de dezembro

CALDEIRÃO

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A Câmara de Vereadores de Bela Vista do Toldo virou um caldeirão às vésperas da eleição suplementar para escolher o próximo prefeito da cidade. O prefeito interino, ex-presidente da Câmara, Gilvane Machado (UB), levou todo seu secretariado na sessão de terça-feira, 21, para explicar como está a administração. Ele mesmo usou a tribuna para apresentar números de seu governo.

A assessora jurídica, Aniele Schiessl, cobrou os vereadores. “Vocês cobraram a presença do prefeito, pois eu também os cobro, para que acompanhem, questionem e entendam”, disse.

Vereador Dinei Berdnaski (PDT), que já tinha feto críticas ácidas ao prefeito na sessão anterior, voltou a bater no prefeito interino, desta vez, a poucos metros de distância. “Tenha a decência de comparecer aqui. Nossa Casa de Leis está há seis meses abandonada pelo senhor, aprovando seus projetos, para que a prefeitura consiga andar. Até me surpreendi ao te ver aqui. Mas só ouvimos um monte de baboseiras, coisas que não interessam. Prefeito, por favor, responda aos requerimentos. Solicitei o horímetro da máquina, e você não teve a capacidade de mandar. Será que tem mesmo essas horas de máquina? É dinheiro de todos os trabalhadores”, criticou.

Berdnaski aproveitou para criticar a segurança nas escolas. “Segurança nas escolas? Quantos seguranças tem trabalhando nessas escolas? Quanto a prefeitura está gastando com segurança? Coisas que você quando era vereador cobrava do prefeito. Quero números que comprovem, você cobrava do prefeito, porque não faz? Quase nada das minhas indicações são atendidas”, concluiu.

O vereador ainda citou a entrevista concedida por Gilvane ao programa Cidade Ao Vivo, do JMais. “Na entrevista o senhor disse que economizou quase R$ 1 milhão, por que o sr não usou essa tribuna para falar onde foi economizado esse valor? Foi tirado de onde? De quem precisava, talvez? Um prefeito decente tem esse tipo de atitude: conversa com os vereadores, independentemente de ser oposição ou situação. É só fazer o basiquinho que tudo fica bem. Essa é a pior gestão do nosso Município. Tivemos prefeitos que foram péssimos. Já vi vários, mas não tem nem nome para explicar o desastre que está nosso município”, disse.

Todas as críticas de Berdnaski foram respondidas da plateia pelo prefeito. Contudo, a coluna assistiu à sessão pela transmissão do Facebook e o áudio dele não foi captado. A coluna procurou mais tarde o prefeito, mas ele não respondeu a tentativa de contato, alegando estar em uma reunião.

Maíra Mizwa fez uma leitura dos projetos de lei em tramitação na Câmara e explicou os trâmites de cada uma como forma de rebater a afirmação de que estaria “segurando projetos”. Ela cobrou ações efetivas do governo, principalmente em relação às estradas. Pegando mais leve, disse que não culpa somente ele pela situação das estradas porque é uma situação “que já vinha apertando há tempos”.




ELEIÇÃO

Toda essa discussão na Câmara de Bela Vista do Toldo tem como pano de fundo a eleição suplementar marcada para 13 de dezembro. “Quero deixar o pedido para que se candidate alguém mais competente, para que tenhamos a chance de eleger alguém que tenha o mínimo de competência”, disse Dinei Berdnaski.



UPA

Ainda na sessão da Câmara de terça-feira, a vereadora Maíra Mizwa cobrou do prefeito uma posição sobre como fica o atendimento no Pronto Atendimento de Canoinhas (UPA) para os munícipes de Bela Vista do Toldo considerando que a partir do dia 1º uma organização social vai passar a atender na Unidade. O prefeito não soube responder.

A coluna consultou a secretária de Saúde de Canoinhas, Franciele da Costa Colla, e ela explicou que “nada muda em relação a competência de atendimento e pactuação de serviços da UPA em relação aos serviços que devem ser prestados e região de abrangência. O contrato prevê as mesmas condicionalidades previstas em portaria de implantação desse serviço.”




CONTESTAÇÃO

Print do requerimento comparando os anos/Reprodução

Ainda a respeito da crítica a (falta de) transparência do portal da prefeitura de Canoinhas feita nesta semana na Câmara de Vereadores, a Associação dos Municípios do Planalto Norte (Amplanorte) fez um ofício ao Tribunal de Contas cobrando uma explicação do porquê tantos Municípios tiveram notas rebaixadas em relação ao ano anterior. Canoinhas, por exemplo, teve 88,1% do site avaliado como transparente em 2022, ao passo que em 2023 esse índice caiu para 25,69%. Com exceção de Irineópolis todos os Municípios da Amplanorte tiveram queda no índice.





A VIAJANTE

Divulgação

Um dia depois do Dia da Consciência Negra, a deputada estadual Ana Campagnolo (PL) mudou o curso da discussão do projeto da deputada Vanessa da Rosa (PT) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), tomando para si a prerrogativa de relatora. Sem apresentar argumentos, nem qualquer documento com a posição contrária por escrito, votou pelo arquivamento imediato da matéria.

O projeto (PL 0424/2023), da deputada Vanessa da Rosa, estabelecia 20% de cotas raciais para o ingresso de negros e negras no serviço público estadual. Inicialmente, o relator designado para o projeto, deputado Fabiano da Luz, apresentou parecer pela admissibilidade, mas o documento foi rejeitado, após Campagnolo apresentar parecer contrário.



JULGAMENTO

Está agendado o julgamento no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) que vai decidir se o programa Universidade Gratuita tem legalidade para continuar em andamento. O projeto criado no governo Jorginho e aprovado na Assembleia Legislativa (Alesc) prevê a compra de todas as vagas das universidades comunitárias do Estado para a destinação a estudantes de forma gratuita. No entanto, as instituições particulares, que fazem parte da Associação de Mantenedoras Particulares de Educação Superior de Santa Catarina (Ampesc), entraram na Justiça alegando a inconstitucionalidade do programa. O julgamento foi marcado para 6 de dezembro.

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