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Saudosistas têm prato cheio com Xuxa e Balão Mágico no streaming

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Séries documentais desnudam os loucos anos 1980 da garotada

SAUDOSISMO

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Nos anos 1980, assim como todos os quarentões de hoje, eu acordava cedo, de preferência 8 da manhã (estudava à tarde), e grudava na telinha da Globo. Tenho poucas lembranças d’A Turma do Balão Mágico, mas assistia assiduamente seu sucessor, o Xou da Xuxa (Show com X mesmo). A explosão de cores, a nave que descia do teto cheia de gelo seco evaporando pelas bordas, o café da manhã farto e os desenhos – Smurfs, He-Man e Thundercats, nesta ordem – faziam a alegria das minhas manhãs.

Imagem a satisfação de ver um documentário, em cinco partes, sobre o programa, mas, sobretudo, sobre a vida da sua protagonista, a “rainha dos baixinhos”, segundo a Globo?

Xuxa, o documentário é a reconciliação da apresentadora com a Globo (o doc está disponível no Globoplay) depois que ela deixou a emissora reclamando de falta de espaço e ter passado uma boa temporada na Record.

A Superfantástica História do Balão Mágico, do Star+, acerta o timing e reforça a onda de saudosismo iniciada com Stranger Things, a mina de ouro descoberta pela Netflix, que acompanha as aventuras de um grupo de garotos nos… anos 1980.

Bom, analisando os dois documentários, o primeiro aspecto a se observar é que os quarentões têm de ver. Vão se deleitar com as memórias afetivas despertadas por relatos, no caso de Xuxa, de como Praga e Dengue surgiram, como era comandar a bagunça que se tornava o cenário da Xuxa com uma invasão de crianças encapetadas, a impressionante ascensão da apresentadora, que a levou a fazer sucesso no mundo todo e as histórias das paquitas. Em segundo plano, menos interessante são as histórias dos amores e desamores de Xuxa, o seu arrastamento de corrente para dizer que não é pedófila e o rame-rame com Marlene Mattos que, para Xuxa, abusou psicologicamente dela.

Balão Mágico, por sua vez, é mais orgânico. Tem um encontro dos ex-colegas, hoje todos na faixa dos 40 anos, relembrando aparentemente de modo natural as glórias e perrengues do sucesso. Há espaço para tretas e questionamentos sobre se a divisão de lucros era justa ou não. Só o fato de Simony não ter gostado da edição já vale os três episódios, outro ponto positivo por o doc ser enxuto na medida certa.

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