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São-mateuense diagnosticado com leptospirose ajudava nas mudanças da enchente quando foi infectado

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Caso confirmado é de um homem de 33 anos

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O setor de Epidemiologia de São Mateus do Sul repassou mais informações sobre o caso confirmado de leptospirose no município. Segundo informações da Secretaria de Saúde, o caso confirmado é um homem de 33 anos.

“Ele andou nas enchentes auxiliando na retirada das mudanças, então não temos como definir onde foi o contágio”, explicam.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o homem recebeu todos os cuidados de tratamento necessários e passa bem.


QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

Os principais da fase precoce são:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Dor muscular, principalmente nas panturrilhas
  • Falta de apetite
  • Náuseas/vômitos

Podem ocorrer diarreia, dor nas articulações, vermelhidão ou hemorragia conjuntival, fotofobia, dor ocular, tosse; mais raramente podem manifestar exantema, aumento do fígado e/ou baço, aumento de linfonodos e sufusão conjuntival.

Em aproximadamente 15% dos pacientes com leptospirose, ocorre a evolução para manifestações clínicas graves, que normalmente inicia-se após a primeira semana de doença. Nas formas graves, a manifestação clássica da leptospirose é a síndrome de Weil, caracterizada pela tríade de icterícia (tonalidade alaranjada muito intensa – icterícia rubínica), insuficiência renal e hemorragia, mais comumente pulmonar. Pode haver necessidade de internação hospitalar.


Quais são as complicações?

  • Insuficiência renal aguda – não oligúrica e hipocalêmica
  • Insuficiência renal oligúrica por azotemia pré-renal
  • Necrose tubular aguda
  • Miocardite – acompanhada ou não de choque e arritmias por distúrbios eletrolíticos
  • Pancreatite
  • Anemia
  • Distúrbios neurológicos (confusão, delírio, alucinações e sinais de irritação meníngea)

Para os casos leves, o atendimento é ambulatorial, mas, nos casos graves, a hospitalização deve ser imediata, visando evitar complicações e diminuir a letalidade. A automedicação não é indicada. Ao suspeitar da doença, a recomendação é procurar um serviço de saúde e relatar o contato com exposição de risco.

A antibioticoterapia está indicada em qualquer período da doença, mas sua eficácia costuma ser maior na 1ª semana do início dos sintomas. Na fase precoce, são utilizados Doxiciclina ou Amoxicilina; para a fase tardia, Penicilina cristalina, Penicilina G cristalina, Ampicilina, Ceftriaxona ou Cefotaxima.

As medidas terapêuticas de suporte devem ser iniciadas precocemente com o objetivo de evitar complicações, principalmente as renais, e óbito.

Procure um médico em caso de suspeita e informe que você teve contato com as águas da enchente.

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