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setembro

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2021

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Industry cativa ao mostrar bastidores do mundo das finanças na charmosa Londres

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Elenco jovem conquista pelo talento

 

 

 

TUDO DE SI


Não há nada de cativante e charmoso em um jovem imigrante morrer de exaustão depois de virar madrugadas trabalhando para entregar um material a contento para sua chefe de estágio em um dos mais conceituados bancos de investimentos de Londres. Essa imagem é a que choca logo no início de Industry, série da HBO recém-encerrada disponível na HBO GO. Trata-se da nova bem-sucedida empreitada de Lena Dunham, a idealizadora da inovadora Girls.

 

 

 

 

Lena parte desse prólogo traumatizante para mais uma vez mostrar a intimidade o mundo jovem sob um olhar despretensioso e, por isso mesmo, charmoso e cativante. Se em Girls eram os desejos e aspirações românticas que davam o tom, aqui é a aspiração profissional que fala mais alto. Os estagiários do banco são o foco. Curioso em um mundo em que os jovens demonstram cada vez menos interesse por carreiras bem-sucedidas este enfoque. Estes jovens idealizadores, no entanto, existem e não são poucos.

 

 

 

 

A série foca em Harper (Miha’la Herrold). Negra, rosto carismático e de espírito mais ou menos livre, ela encara o desafio de tentar uma vaga no Pierpont & Co. Não imaginava que o mundo corporativo fosse tão tóxico e competitivo. É esse choque que os jovens estagiários levam ao entrar nesse mundo que a série propõe expor. Já seria suficientemente interessante não quisesse Lena se aprofundar nas personalidades de seus protagonistas.

 

 

 

 

Da criatividade de quem já está entediado com o sexo (pesquisas apontam que jovens cada vez mais se desinteressam por sexo) até os complicados relacionamentos com os pais são abordados, assim com em Girls, de um modo desafetado e desinteressado, mas que permite concluirmos através de gestos e olhares. Em tempos de tantas séries óbvias nos idiotizando, não é pouca coisa.