Vereadores ouvem secretário de Educação em Três Barras

Secretário Antonio Tsunoda/Reprodução

Antonio Tsunoda respondeu a perguntas espinhosas dos vereadores

 

 

EDUCAÇÃO

Secretário de Educação de Três Barras, Antonio Tsunoda, esteve ontem na Câmara de Três Barras para responder a uma série de questionamentos dos vereadores. A mais aguerrida foi Daniele Krailing (MDB), que questionou o desempenho dos alunos da rede pública nos sistemas de avaliação. Ela começou perguntando sobre os critérios para contratação de professores. Hoje basta a apresentação de uma redação. “O professor, ao expressar em uma redação, começando pelo cabeçalho, discorrendo e colocando os pontos relevantes na redação, nos permite sentir o grau da formação dessa pessoa”, respondeu.


 

 

Tsunoda complementou afirmando que os professores são monitorados e se não correspondem a expectativa são desligados do quadro.

 

 

Daniele também questionou o desempenho dos alunos das escolas municipais no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que há anos vem sendo negativo. Tsunoda falou na busca por novas metodologias. “O Ideb para nós é uma consequência do conhecimento. Não estamos maquiando nada. Sabe ou não sabe” afirmou.

 

 

 

 

De modo bastante calmo, como lhe é peculiar, Tsunoda discorreu sobre as medidas que vêm implementando na pasta. “Estamos corrigindo as falhas, mas não podemos ser imediatistas. O resultado nós não vamos colher agora”, afirmou ao discorrer sobre a demora em se aparecer resultados de medidas tomadas na educação.

 

 

CENSURA NA REDE

O sargento da reserva Sérgio Lezan comentou um vídeo publicado na página do Governo do Estado que mostrava o tapa-buracos na SC-477. O comentário criticava o modo como o serviço vinha sendo feito. Foi apagado logo depois pela equipe do governo. Os bons comentários sobreviveram.

 

 

 

 

 

SAÚDE

O secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino, foi o convidado da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira, 15. Por cerca de duas horas, ele tirou dúvidas dos parlamentares e apresentou detalhes sobre as ações da pasta.

 

 

 

MAIS MÉDICOS

Uma das principais preocupações era sobre o programa Mais Médicos. Apesar de não integrar o colegiado, a deputada Luciane Carminatti (PT) foi à reunião levando o problema. “É um absurdo que das 570 vagas para o Estado, 410 não sejam preenchidas”, lamentou. No último edital só foram contempladas as cidades de Água Doce, Campo Erê, Lebon Régis, Major Vieira, Presidente Nereu e Vítor Meirelles. O secretário destacou que a questão é do governo federal e que soluções estão sendo cobradas. “O ministro [Luiz Henrique] Mandetta programou uma reformulação por entender que o programa pode ser melhorado. Aguardamos o preenchimento de algumas vagas em aberto nos municípios.”



 

 

FILAS

O presidente da comissão, deputado Neodi Saretta (PT), citou que a angústia trazida pelos parlamentares do contato com a população nos municípios é sobre a urgência de soluções de questões pendentes, como as filas de atendimento, de realização de exames e cirurgias. “Em alguns casos há pacientes que estão há dois anos na quarta ou quinta posição para ser atendido e até hoje não chegou a vez de receber atenção”, exemplificou. Uma solução para parte desse problema, assegurou o secretário, é uma ação conjunta com o governo federal desde o último mês de janeiro com um novo processo de mutirão de cirurgias eletivas. São R$ 5 milhões de verbas federais e R$ 2,5 milhões ao mês pagos pelo Estado.

 

 

 

De acordo com Zeferino, a demora no andamento das filas é causada em parte pela configuração do sistema desenvolvido pelo governo federal que regula a ordem de atendimentos e “que tem os seus problemas”. O secretário disse que há algumas formas de bloqueio do acompanhamento destas filas. “Alguns processos emperrados que fazem que as filas não aconteçam da forma esperada.” Segundo ele, a secretaria vem propondo soluções para o Ministério da Saúde para regularizar o sistema. Outra situação prejudicial ocorre quando os pacientes não comparecem às consultas agendadas. Uma nova não pode ser remarcada, pois tudo é feito pelo sistema nacional.

 

 

PAGAMENTOS

Em seu relato, Zeferino comentou que o maior desafio da pasta é ajustar cronograma de pagamentos para os fornecedores. “Temos uma proposta de criação de fundo com participação dos três poderes e temos a sinalização do governo estadual no sentido de honrar as dívidas. Já temos algumas possibilidades para apresentar aos fornecedores um cronograma de pagamento”, garantiu.  A redução de gastos, na avaliação dele, precisa ser “de forma incisiva ao próprio processo de gestão da secretaria.”

 

 

A gestão dos hospitais próprios é um alvo. “Temos que saber qual o custo deles e o que eles oferecem à população para sermos cada vez mais resolutivos. Estamos trabalhando na qualificação da gestão. Não estamos falando em comparar com custos dos hospitais filantrópicos, mas no sentido de que o valor investido nos hospitais próprios precisa ser materializado e apresentado à população”, disse o secretário.

 

 

Ainda no mesmo sentido, Zeferino destacou que é imprescindível uma política hospitalar catarinense para atender as unidades públicas e as filantrópicas. “Estamos desenhando isso e está praticamente finalizado. Isso precisa ser apresentado às câmaras técnicas que discutem esses assuntos de recursos de saúde e que são formadas pelo governo estadual e pela representação dos secretários municipais. Podemos aprimorar, sim, o encaminhamento de recursos para toda a rede.”

 

 

FISCALIZAÇÃO

Outro problema encontrado, afirmou Zeferino, é no controle e fiscalização das organizações sociais que fazem a gestão de unidades de saúde. “Hoje se resume a apresentar um relatório trimestral que é avaliado por uma comissão na secretaria. Entendemos que essa fiscalização precisa ser mais intensa e presente. Estamos trabalhando no nosso sonho de consumo para organizar isso, para termos acompanhamento online. Temos que saber o quê elas produzem, qual o custeio que recebem e qual é o acompanhamento das metas.”

 

 

 

Outra ação comentada pelo secretário é ligada à reforma administrativa que Santa Catarina está vivendo. “Estamos trabalhando na organização territorial da Saúde no estado com o estabelecimento das macros e regionais de Saúde, para resgatar para a gestão da Secretaria essas estruturas. Temos hoje diversos desenhos de atuação que trabalham de forma diferente e isso não é bom para ninguém. Mas não haverá descontinuidade [do atendimento] em nenhum município.”

 

 

 

 

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