Vereadores de Canoinhas aprovam lei que veda nomeação de comissionados enquadrados na Maria da Penha

Projeto segue agora para sanção do prefeito Beto Passos

 

 

MARIA DA PENHA

Vereadores de Canoinhas aprovaram em segunda votação nesta segunda-feira, 20, projeto de lei que veda a nomeação de servidores públicos municipais comissionados que tenham sido condenados com base na lei Maria da Penha, que pune com prisão agressores de mulheres.


 

 

O projeto, de autoria dos vereadores Paulinho Basilio (MDB) e Cel Mario Erzinger (PR), segue agora para sanção, ou não, do prefeito Beto Passos (PSD).

 

 

Na justificativa do projeto, os vereadores lembram que o Brasil é o 5º país que mais mata mulheres no mundo e que leis semelhantes têm sido apresentadas em várias cidades do País. No Estado, o deputado Maurício Eskudlark (PR) também apresentou projeto de lei semelhante.

 

 

 

 

ENCAMINHADO

Está encaminhada a contratação de crédito de R$ 19 milhões junto à Caixa Econômica Federal por parte do Município de Canoinhas. A Caixa já sinalizou positivamente, mas ainda há um longo trâmite burocrático pela frente. O dinheiro será usado em pavimentações.

 

 

 

 

ESCOLA CÍVICO-MILITAR

A Câmara de Canoinhas aprovou nesta segunda, 20, requerimento que solicita ao governador Carlos Moisés da Silva (PSL) de uma escola cívico-militar em Canoinhas. Segundo o vereador Cel Mario Erzinger (PR), há projetos do governo para expansão desse tipo de colégio pelo Estado.

 

 

 

 

 

PROTESTO

Vereador Cel Mario Erzinger fez uma defesa enfática do governo Bolsonaro. Conclamou a população a ir às ruas no domingo, 26, quando várias manifestações em apoio ao presidente estão sendo convocadas em todo o País. Para ele, Bolsonaro luta contra o sistema, corrompido pela corrupção.

 



 

Em Canoinhas, também há protesto marcado para acontecer na tarde de domingo.

 

 

 

 

PLATEIA AMIGA

Empolgados pela presença de militantes do PSL na plateia, os vereadores de Canoinhas iniciaram um discurso de defesa do governo Bolsonaro. Criticaram a mídia que, para o vereador Paulo Glinski (PSD), por exemplo, busca detalhes das falas e twitadas do presidente para alardear a impossibilidade de Bolsonaro de governar.

 

Analisar como o próprio presidente cria crises ao ir e voltar atrás no seu discurso, entrar em polêmicas que nada produzem de bom e tentar se colocar como o próprio Messias (o bíblico, frise-se), ninguém se propôs.

 

 

 

 

UM EXEMPLO

Só para dar um exemplo bem recente das trapalhadas do governo, no fim de semana Bolsonaro sancionou lei que perdoa as multas impostas a partidos políticos que não cumpriram cota mínima de mulheres na última disputa eleitoral. A decisão foi amplamente divulgada. Ontem Bolsonaro disse que isso é fake news e que ele vetou, e não sancionou a lei aprovada no Congresso. Mentira da grossa. Quem consultar a lei sancionada por Bolsonaro vai ver que ele sancionou, sim, a lei perdoando os partidos políticos.

 

 

O que se conclui disso: não sabe o que assina ou provoca desinformação a fim de jogar a população contra a mídia?

 

 

 

 

 

 

 

 

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