Vereador denuncia depredação da Capelinha do Santa Cruz

Parede da capelinha/Divulgação

Projeto de lei busca punir vândalos

 

 

VANDALISMO

Vereador Mario Erzinger (PR) apresentou projeto de lei que pune atos de vandalismo em Canoinhas. Ele ilustrou a justificativa do projeto relembrando a história da cruz da capela do Colégio Santa Cruz, que foi retirada do local anos atrás por vândalos. “A cruz foi retirada por volta das 2 da manhã. Às 4h30 do mesmo dia aconteceu um tornado no local com a retirada de cedros de mais de 100 anos, como se tivessem sido tirados do chão. Isso faz no mínimo pensar”, refletiu.


 

Depois disso, um movimento chamado SOS Capelinha foi criado para restaurar o local. As paredes foram pintadas e o telhado consertado. Agora, a capelinha está totalmente depredada, com pichações nas paredes.

 

O projeto de lei que prevê punição a atos lesivos a cidadania, caracterizados em atos de depredação e vandalismo, ainda deve passar pelo plenário. O projeto prevê medidas educativas como a restauração do bem público.

 

Se aprovado o projeto, caberá ao prefeito Beto Passos (PSD) regulamentar de que forma se dará a fiscalização.

 

 

REFORMA

Requerimento da vereadora Norma Pereira (PSDB) pede aos deputados federais e senadores que reavaliem dois pontos da proposta de reforma da Previdência que podem prejudicar Municípios como Canoinhas.

 

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previdência aponta ser de competência da Justiça Federal as causas previdenciárias e acidentárias. Permanecerão de competência da Justiça Estadual as causas relativas a acidentes de trabalho.

 

Como Canoinhas não tem sede da Justiça Federal, quem da cidade que precisar tratar de causas previdenciárias e acidentárias terá de ir a Mafra, cidade mais próxima com sede da Justiça Federal. “Fico imaginando um morador da Barra Mansa tendo de ir resolver uma questão previdenciária em Mafra”, ponderou Norma. Ela cita ainda moradores do interior de Monte Castelo, Bela Vista do Toldo e Santa Terezinha, ainda mais distantes.

 

 

ELOGIOS

Membros das bancadas do PDT, PSDB e PSL elogiaram a atuação do governador Carlos Moisés da Silva (PSL) e destacaram a economia que será gerada com reforma administrativa durante a sessão de terça-feira, 26, da Assembleia Legislativa.

 

 

“Ao contrário do que acontece no plano nacional, aqui em Santa Catarina temos um governador que abre o diálogo, que tem boa sintonia com a Assembleia, independente de partidos e de ideologias”, afirmou Rodrigo Minotto.

 

 

Paulinha (PDT), Doutor Vicente Caropreso (PSDB) e Ricardo Alba (PSL) também elogiaram o governador.

 

 



POLÍTICA DE ESTADO

Valdir Cobalchini (MDB) defendeu a adoção de uma política de estado para a manutenção das rodovias estaduais, atualmente em péssimas condições de tráfego.

 

 

“Falta uma política de estado e não deste ou daquele governo para manutenção das nossas rodovias. Sofri na pele a falta de recursos para fazer a conservação, a manutenção rotineira, roçadas, limpeza de canaletas, sinalização vertical e horizontal”, revelou Cobalchini, que foi secretário da Infraestrutura.

 

 

O deputado aproveitou para explicar projeto de lei de sua autoria que destina recursos do IPVA para recuperar rodovias.

 

 

“É 10% da parte do estado, 50% vai para o estado e 50% para os municípios. Então é 10% da parte do estado, dá cerca de R$ 90 milhões, acredito que chegamos a R$ 100 milhões, hoje o secretário diz que tem R$ 2 milhões por mês, estaremos multiplicando por cinco”, argumentou Cobalchini.

 

 

ADRS NAS ASSOCIAÇÕES

Durante a entrega da reforma administrativa à Assembleia Legislativa, o governador Moisés afirmou que a extinção das ADRs é necessária não apenas para a redução do tamanho do Estado e a economia de recursos públicos, mas, também, para pôr fim à duplicidade de estruturas em algumas áreas. O governador ressaltou que muitas das atribuições das agências poderão ser desempenhadas por meio de parcerias entre o Estado e as 21 associações de municípios.

 

 

“Nós temos vários projetos nesse sentido, na educação, na saúde. Na área da infraestrutura, por exemplo, nós queremos agregar servidores para trabalhar com as 21 associações de municípios. Os prefeitos receberam muito bem essa ideia e a gente acredita que essa é a forma de aproximar a estrutura do Estado, que está aqui na Capital, nos municípios, sem onerar o Estado”, declarou Moisés.

 

 

O governador ressaltou que as associações sempre foram parceiras do Estado e conhecem muito bem as demandas dos municípios. “A reforma que estamos propondo dá flexibilidade para fazermos convênios com as associações, com os municípios. Os prefeitos estão querendo essa proximidade com o governo”, disse.

 

 

ABSURDO

O governo federal desembolsa cerca de R$ 50 mil mensais em salários há quase um ano para custear a assessoria e a segurança do ex-presidente Lula, apesar de ele permanecer preso em Curitiba.

 

A prerrogativa é alvo de questionamentos na Justiça Federal, e o Ministério Público defende a redução desses benefícios em virtude da prisão.

 

 

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