sexta-feira, 19

de

agosto

de

2022

ACESSE NO 

Vereador de Três Barras propõe proibir linguagem neutra nas escolas

Últimas Notícias

- Ads -

Ao defender o projeto, Ernani Wogeinaki Jr disse que o tema está ligado à ‘ideologia de gênero’

NEUTRO

Vereador Ernani Wogeinaki Junior (PSL) propôs projeto de lei que proíbe a linguagem neutra nas escolas. O projeto emula texto proposto pela deputada federal Giovana de Sá (PSDB) no âmbito federal. Na prática, assegura que a linguagem neutra, que não identifique o sexo, não seja praticada nas escolas. O texto se refere ao “direito ao aprendizado da língua portuguesa de acordo com as normas legais de ensino estabelecidas com base nas orientações nacionais de Educação, pelo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa e da gramática elaborada nos termos da reforma ortográfica ratificada pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.”

“Fica expressamente proibida a denominada ‘linguagem neutra’, do ‘dialeto não binário’ ou de qualquer outra que descaracterize o uso da norma culta na grade curricular e no material didático de instituições de ensino públicas ou privadas, assim como em editais de concursos públicos”, segue o texto.

Ao defender o projeto, Wogeinaki mostrou o que realmente quer combater nas escolas já que nada de concreto em termos de ensino de linguagem neutra existe de fato. Ele disse que o projeto gira em torno das “ideologias de gênero”. “A questão de ideologia de gênero, de sexualidade, tem de ser tratada no âmbito familiar e não no ambiente escolar”, e citou exemplos de linguagem não binária como “amigxs, irmane e todxs”. “Pessoas disléxicas teriam dificuldade de aprendizado”, argumentou. “Seriam palavras fora das leis nacionais. Queremos garantir o direito que esse tipo de linguagem não seja introduzido nas escolas. Que as ideologias sejam discutidas em outros âmbitos e não nas escolas”, complementou.

A mistura entre leis, ideologia, sexualidade e linguagem neutra promovida por Wogeinaki superou a estranheza com a fala do vereador Marcos Rogério de Paula (PL): “A gente respeita, mas eles não respeitam a família”, disse aparentemente se referindo a transsexuais já que citou o caso de, segundo ele, transsexuais exigirem que banheiros sejam unissex de acordo com o que ele diz ter visto na TV. “Fugindo um pouquinho, mas é a mesma coisa”, concluiu.

O projeto também recebeu manifestação favorável de Abraão Mussi (PSL).





CONTEXTUALIZANDO

A Língua Portuguesa nada tem a ver com leis como disse Wogeinaki e tem muito mais de construção social do que imposição. A cada atualização do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa pela Academia Brasileira de Letras novos vocábulos são inseridos de acordo com seu uso pela sociedade. É o caso, por exemplo, de mais de mil palavras incluídas na mais recente edição, publicada neste ano. Palavras como “sororidade”, “feminicídio”, “lockdown” e “home office” são só exemplos do que foi incluso na nova versão do Dicionário a partir do uso pela população.

Leis como a proposta por Wogeinaki podem de fato impedir que a linguagem neutra esteja nos livros didáticos usados pelas escolas do Município e os professores sejam proibidos de falar dessa forma com os alunos, mas nada impedirá os alunos de falarem entre si na linguagem que bem entenderem. Acho difícil que pegue essa “linguagem neutra”, mas se a sociedade quiser isso vai acontecer, a despeito da vontade do vereador. E um dia pode estar no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, documento que Wogeinaki defende textualmente no seu projeto como fonte para se extrair os termos a serem ensinados nas escolas públicas de Três Barras.




NÃO ESTAMOS NEM AQUI

A ausência de vereadores governistas para cumprir agenda na Capital federal levou os oposicionistas a pedirem a retirada de pauta de requerimentos assinados pelos ausentes. Houve discussão a respeito da legalidade do pedido, mas os oposicionistas acabaram vencendo.

Ocorre que os requerimentos já teriam sido efetivados, razão da defesa dos governistas em manter os pedidos na pauta.





PORTO UNIÃO

Joziel Dembinski/Reprodução

Joziel Dembinski, o empresário preso na quarta fase da Operação Et Pater Filium, não está mais detido em Caçador, onde está o prefeito Adelmo Alberti (PSL). Dembinski está desde 15 de julho na Unidade Prisional Avançada de Porto União.




ASSUMIU

Mais de um mês depois da prisão de Vilson Stelzner (PSL), seu suplente na Câmara de Vereadores foi nomeado titular. Valdecir Krauss (PSL) assumiu o cargo nesta semana.






DESPRESTÍGIO

O administrador de empresas Adriano Carlos Ribeiro pesquisou e constatou que Santa Catarina é desprestigiada em relação aos demais estados, apenas de a bancada federal catarinense ser fidelíssima ao presidente Jair Bolsonaro.

Apesar do Estado arrecadar 3,91% de tributos de todo o Brasil, as obras em execução no momento representam 2% do investimento do Ministério de Infraestrutura em 2021. São 57 obras em execução no território catarinense, com o valor total de R$ 328,96 milhões.

Dos Estados do Sul, Santa Catarina é o menos contemplado com verbas federais.






PALETA

Deputado Hélio Costa/Divulgação

O deputado federal Hélio Costa (Republicanos) está entre os 85 parlamentares brasileiros que mudaram a declaração de cor ou raça na Câmara, em comparação com as informações prestadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O catarinense aparece como “preto” no registro de candidatura, em 2018. No Congresso Nacional, autodeclarou-se “branco”.







MDB

Berger, Lunelli e Maldaner/Divulgação

Os três pré-candidatos do MDB ao governo – Antídio Lunelli, prefeito de Jaraguá do Sul; Dario Berger, senador; e Celso Maldaner, presidente estadual da sigla –  estiveram juntos em São Lourenço do Oeste neste domingo, 15, data inicialmente anunciada para as prévias, agora adiadas para novembro por causa da pandemia.

Pelo modelo estabelecido, as prévias devem ter a convocação dos 187 mil filiados. A ideia do partido é que eles definam entre Antídio, Dario e Maldaner.