Vendas de Natal tiveram alta de 2% em Canoinhas no ano passado, aponta SPC

Centro comercial de Canoinhas/Fátima Santos

Para presidente da CDL Canoinhas, dado aponta recuperação do comércio em 2019

 

 

As vendas de dezembro no comércio de Canoinhas tiveram leve alta conforme aponta o relatório de consultas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Canoinhas. Em 2017 foram 13.229 consultas ao sistema, enquanto que em dezembro do ano passado, este número teve alta de 2%, chegando a 13.494 consultas. O número, no entanto, está abaixo das 14.043 consultas feitas em dezembro de 2016.


 

 

O parâmetro não reflete exatamente a realidade, considerando que segundo pesquisa da Fecomércio SC nos principais polos catarinenses, 57% dos consumidores compraram pagando à vista em dinheiro ou nos cartões de crédito e débito.

 

 

Para o presidente da CDL Canoinhas, Cirineu Novak, os dados não são tudo o que se esperava, mas apontam para uma tendência positiva. “Vejo que há uma perspectiva boa para 2019. A tendência é de melhorar”, avalia.

 

 

Novak lembra que 2018 foi um ano difícil para todo o País, mas houve reação do comércio. Ele cita a promoção de fim de ano da CDL como um dos fatores que aqueceram o comércio local.

 

ESTADO

Os dados de Canoinhas estão em sintonia com o Estado.  Conforme a pesquisa de Resultado de Vendas na data, realizada pela Fecomércio SC em sete cidades, o ticket médio dos consumidores nas lojas cresceu 12,6% em relação a 2017, passando de R$ 317,33 para R$ 357,40.

 



Apesar da alta no faturamento ser pouco expressiva (0,2%) em relação ao ano passado, que sinaliza tendência de estabilidade, a variação na comparação com os outros meses (22%) mostra o peso do Natal para o comércio catarinense.

 

 

“É a data mais lucrativa do ano para o varejo. O volume de vendas em SC está no positivo desde maio de 2017, mas não atingiu os níveis pré-crise. Por isso, mesmo com a alta no ticket e no gasto das famílias no Natal, o caixa ainda não recuperou a receita”, analisa o presidente da entidade, Bruno Breithaupt.

 

 

O percentual de empresários que contratou temporários para atender o aumento da demanda no período também avançou: 33,3% (2018), 32,7% (2017) e 31,5% (2016).

 

Mais da metade (57%) dos consumidores pagou à vista, entre cartão de crédito (23,4%)débito (22,9%) e dinheiro (10,7%). Para não começar o ano com o orçamento comprometido, a pesquisa de preço foi de razoável a alta, de acordo com 64,5% dos empresários.

 

 

A pesquisa de Resultado de Vendas Natal 2018 foi realizada com 402 empresários do setor varejista do Estado, durante os dias 26 e 28 de dezembro, nas cidades de Florianópolis, Chapecó, Joinville, Itajaí, Blumenau, Lages e Criciúma.

 

 

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