Vai e vem de decretos confunde a população


Pessoas transitam com máscaras pelo centro de Canoinhas/Edinei Wassoaski/JMais

Moradores da comarca de Canoinhas estavam prontos para cumprir novas regras nesta quarta

 

 

 

 

VAI E VEM

Quando os moradores da comarca – Canoinhas, Major Vieira, Três Barras e Bela Vista do Toldo – se preparavam para atender a novas restrições por causa do avanço da pandemia nesta quarta-feira, 28, não tinha decreto a se cumprir. Anunciado em detalhes na segunda-feira, 27, o decreto regional foi suspenso com a informação de que o governo do Estado poderia elevar para gravíssima a situação do Planalto Norte, o que automaticamente repassaria para o Estado a atribuição de determinar medidas restritivas. A informação foi divulgada pela Federação dos Municípios de Santa Catarina (Fecam) e não pela Secretaria de Estado da Saúde. Procurado, o Governo do Estado disse que a elevação do grau do alerta só seria publicada nesta quinta-feira, 30, o que acabou sendo adiantado para a noite desta quarta.

 

 

 

Agora, segundo o Governo, a publicação de novo decreto depende de uma reunião com os prefeitos da região que deve ocorrer entre esta quinta e sexta-feira, 30 e 31.

 

 

 

É incompreensível que para o Governo do Estado hoje possa algo que amanhã não será possível. O resultado disso é o pânico. Na dúvida sobre o que será proibido, fez-se tudo o que foi possível  nesta quarta, causando as tão reprováveis aglomerações.

 

 

 

As regras para as regiões em estado gravíssimo são as mesmas e, salvo o Estado estude novo protocolo (o que não foi cogitado), é o que já se tem determinado, o que, frise-se, conforme o JMais mostrou nesta quarta, é mais brando que as regras anunciadas pelos prefeitos na segunda.

 

 

 

Comparando os decretos da comarca e do Estado para regiões em estado gravíssimo vê-se uma quimera. Segunda estávamos em estado grave e tivemos o anúncio de um decreto mais rigoroso. Dois dias depois estamos em estado gravíssimo e regras mais brandas são anunciadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TV ASSEMBLEIA

A possibilidade de disponibilização da estrutura física, equipamentos, profissionais, e de horários na programação da TVAL para a produção e veiculação de aulas e conteúdos educacionais a serem transmitidos nas áreas de abrangência da emissora no Estado de Santa Catarina foi apresentada pela deputada estadual Ada Faraco de Luca (MDB). Conforme anúncio feito nesta quarta-feira, 29, a sugestão é que a TV da Assembleia Legislativa possa contribuir na distribuição de materiais educativos enquanto continuar a suspensão das aulas presenciais, interrompidas desde 16 de março, em virtude da pandemia do coronavírus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Nunca determinei pagamento antecipado”

do governador Carlos Moisés (PSL) sobre a compra de 200 respiradores a R$ 33 milhões

 

 

 

 

 

 

 

 

 

OFENSA É CRIME

Quem gosta de desopilar o fígado xingando os outros nas redes sociais, que se cuide. A 3ª Turma de Recursos do Tribunal de Justiça de SC garantiu indenização em favor de uma mulher ofendida em rede social por outra usuária da mesma rede. Em ação ajuizada na comarca de Rio do Sul, a vítima teve o pleito indenizatório negado – o juízo de origem observou que não houve citação de nomes na publicação principal ou mesmo nos comentários.

 

 

 

Em recurso analisado na 3ª Turma, no entanto, os integrantes do órgão julgador observaram que não houve negativa de autoria por parte da usuária responsável pelas ofensas e que os fatos descritos nos autos são incontroversos.

 

 

 

Conforme anotou o juiz Alexandre Morais da Rosa, relator do recurso, não se pode considerar mero aborrecimento ser chamada de “vaca” na rede social. “Constato que o comentário público gerou ofensa e humilhação capazes de atingir os direitos da personalidade”, escreveu o magistrado. Como a publicação foi logo apagada, e em respeito à condição financeira dos envolvidos, o valor da indenização foi fixado em R$ 1,5 mil, com juros e correção monetária devidos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

HISTÓRIA

Até mesmo o apelo do presidente do Hospital Santa Cruz de Canoinhas (HSCC), Reinaldo de Lima Jr, para que técnicos em enfermagem aceitem trabalhar temporariamente por causa da demanda gerada pela ala covid encontra eco na história. No livro A Grande Gripe, que conta a saga do mundo diante da gripe espanhola em 1918/19, John Barry conta que também houve escassez de enfermeiros, mas por causa da 1ª Guerra Mundial. Teve pressão do governo estadunidense, por exemplo, para levar enfermeiros para o front a fim de tratar os feridos em combate. Dessa forma, os hospitais, lotados de enfermos com gripe espanhola, ficaram desabastecidos desses profissionais. “Muitos hospitais particulares do país ficaram com um número de funcionários tão ínfimo que até foram fechados, permanecendo assim até o fim da guerra”, conta o autor.

 

 

 

 

Há 102 anos, ao contrário de hoje, a imprensa se autocensurou em nome de um patriotismo idiota. Temiam que alertar a população sobre a gravidade da pandemia poderia causar desaprovação da guerra. Hoje, há quem reclame de ser informado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CRESCENTE

Uma profissional do Hospital Santa Cruz testou positivo para a covid-19 na semana passada, o que acendeu o sinal de alerta para os demais funcionários. Ontem uma médica da ala covid testou positivo para o coronavírus e necessitou de internação, contudo não havia vaga na ala destinada a esses pacientes. Como nem todos necessitam de respiradores e cinco novos equipamentos foram entreguem nesta quarta pelo Estado, foi possível abrir novas vagas. O receio é de que elas sejam preenchidas rapidamente por causa da demanda de outras cidades, como Joinville por exemplo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PROJETOS

A Assembleia Legislativa aprovou, nesta quarta-feira, 29, três projetos de lei que tratam sobre recursos financeiros para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus em Santa Catarina. Duas propostas dizem respeito à autorização para abertura de crédito em favor do Fundo Estadual da Saúde, e a outra iniciativa busca agilizar a transferência de recursos para os hospitais. Com a aprovação em Plenário, os textos seguem para sanção do governador.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

GUERRA DE VERSÕES

A divisão nacional provocada pelos discursos pró e contra o presidente Bolsonaro já motivou um controverso outdoor pró-Bolsonaro em Porto União recentemente. Nada que se compare a Sete Lagoas (MG), onde tem outdoor pra todos os gostos.





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