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Um ano decisivo para o Planalto Norte catarinense

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2022 é ano em que os moradores da região vão decidir se está ok, ou não, a falta de representação política

ANO DECISIVO

A primeira coluna do ano não poderia abordar outro assunto senão o ápice da cena política brasileira neste ano a ser conferido em outubro quando deixaremos nossas casas para escolher os próximos presidente, governador, senadores e deputados federais e estaduais. É o ano da verdade para o Planalto Norte catarinense, a cujos moradores cabe uma pergunta bem específica: está bom, assim, sem representatividade política, ou queremos mudar?

A resposta será respondida escolhendo um candidato paraquedista, ou seja, pode continuar assim, ou vamos escolher um candidato genuinamente da região. Opções não faltarão. A exemplo de 2018, vários players estão se apresentando para jogar. Aí cabe um passo anterior. As entidades de classe como Câmaras de Dirigentes Lojistas e Associações empresariais poderiam promover um debate entre os pré-candidatos a deputado estadual e federal a fim de peneirar o cenário. Quem está mais preparado? Quem tem mais chances? Que tal um debate ao vivo entre os pré-candidatos e, na sequência, uma pesquisa de campo para auferir o impacto da discussão entre os eleitores. Para você, qual o(a) candidato(a) mais bem preparado(a)? Simples assim. O(a) mais votado(a) vai para a disputa. Quanto aos demais, deixa para depois já que o grande entrave para se eleger um candidato regional é a proliferação de candidaturas locais. Problema maior que os paraquedistas. Vide o que ocorreu em 2018, quando Renato Pike (PL) e Leoberto Weinert (MDB) dividiram o eleitorado regional e nenhum dos dois se elegeu.

A conversa franca entre os pré-candidatos, o reconhecimento de que pode não ser eu o escolhido e o interesse regional sobreposto ao ego particular é do que precisamos para iniciar um processo de escolha de um candidato regional. É dessa forma que, com opções mais certeiras, com maiores chances, é que levaremos o eleitorado a eleger um deputado estadual e até mesmo um deputado federal que realmente represente a região.

Do contrário, vamos continuar a viver de migalhar convertidas em emendas de R$ 100 mil que vez ou outra um paraquedista nos destina.



NINGUÉM ESCAPA

O avanço da pandemia tem preocupado empresas por causa da alta taxa de isolados por terem contraído a covid-19. Na semana passada o Banco Bradesco de Canoinhas ficou fechado por um dia porque um funcionário testou positivo. Houve desinfecção e muitos colegas foram para o teste.



FALANDO EM TESTE

Na semana retrasada, quando houve o estouro da covid-19 em Canoinhas, um cliente da Farmácia São João tinha de esperar 12 pessoas na fila para fazer o exame para atestar se está ou não com a doença. Ontem essa fila de espera era de 40 pessoas. A partir de hoje a Farmácia do Sesi também está o oferecendo o teste.




DO SEU, DO MEU…

De cada R$ 10 recebidos pelos partidos de dinheiro público em 2015, R$ 1 foi gasto de forma questionável. Esse foi o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao julgar as prestações de contas das siglas. Entre as despesas que a Justiça Eleitoral reconheceu como irregulares estão compras de itens de luxo, festas, reforma em imóveis de dirigentes, viagens injustificadas, pagamentos em duplicidade e honorários para advogados de réus da Lava Jato, além de indícios de falsidade ideológica.


DO NOSSO BOLSO

A lista das legendas que mais gastaram valores do Fundo Partidário de forma irregular é encabeçada pelo PROS, com R$ 10,7 milhões considerados como despesas irregulares. Do total, chama a atenção o investimento de R$ 3,1 milhões que o partido fez na compra de aeronaves. Segundo a Justiça Eleitoral, 60% dos deslocamentos ocorreram entre as cidades de Formosa e Goiânia, ambas em Goiás. Além de Formosa fazer parte do reduto eleitoral do então presidente do partido, Eurípedes Júnior, os dois municípios estão a apenas 280 quilômetros de distância. Os gastos com manutenção e combustível passaram de R$ 140 mil.



SEGUNDA VEZ

O rebote de covid-19 está afetando a classe política. Em Santa Catarina, o governador Carlos Moisés pegou o vírus pela segunda vez e está de molho na Casa d’Agronômica. Ontem o senador Jorginho Mello (PL) informou que também pegou a doença pela segunda vez.


SINAIS

Luciano Hang/Arquivo

O empresário Luciano Hang já sinalizou a alguns interlocutores mais próximos que bateu o martelo e vai mesmo disputar uma vaga ao Senado. A decisão, no entanto, não deve ser anunciada de imediato. Antes, Hang ainda terá que definir o partido ao qual irá se filiar. A informação é da colunista da NSC, Dagmara Spautz.



COFRE CHEIO

Os adversários políticos de Carlos Moisés têm más notícias. Com recorde na arrecadação no ano passado, o governador vem promovendo uma série de ações que vão turbinar sua candidatura à reeleição, como é o caso do plano 1000. E as projeções para 2022 são ainda mais promissoras. Moisés deve aumentar a arrecadação com IPVA e ICMS de combustíveis considerando a disparada do preço dos combustíveis e o aumento do IPVA com a valorização dos veículos usados.