The Walking Dead não empolga mais

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Série encerra nona temporada de forma morna

 

 

LONGE DE ACABAR

Assisti a esta nona temporada de The Walking Dead só pensando em quando a saga enfim vai acabar. Com poucos recursos ainda não explorados a série está se arrastando e chata. Imaginei que a 10ª temporada deveria encerrar a série, mas até agora ninguém confirma nada.


 

Se não acabar, vai se arrastar por mais alguns anos perdendo a chance de encerrar a história com audiência em alta.

 

Quando estreou em 2010, a série formou rapidamente um grande grupo de fãs que acompanham fielmente a história. Neste ano, no entanto, The Walking Dead deu os primeiros sinais de enfraquecimento.

 

O episódio 16 da 9ª temporada, The Storm, registrou a pior audiência de season finale da história da série. Um total de 5,02 milhões de espectadores assistiram ao capítulo em sua primeira exibição, registrando 1.9 de rating para o horário nobre do domingo na TV norte-americana.

 

Mais reflexiva e com personagens não tão interessantes, além da descontrução do personagem do tão temido Negan são fatores que contribuem para o desinteresse. Se os produtores não reverterem isso na 10ª temporada, a audiência tende a cair ladeira abaixo.

 

 



 

Você sabe quando surgiram os trailers de cinema?

Mesmo havendo algumas controvérsias, estudiosos afirmam que o primeiro trailer de um filme foi exibido em 1912. Antes disso, as películas eram tratadas e lançadas imediatamente, mas nesse ano específico, em um parque de diversões de Nova York, uma espécie de tela foi montada e ali foi mostrado o vídeo As aventuras de Khathlyn, que acabava com a protagonista sendo jogada na cova dos leões e letreiros aparecendo na tela dizendo “Ela escapará do poço do leão? Veja o capítulo emocionante na próxima semana!”. Com essa chamada, os estúdios começaram a cogitar chamar essas pequenas prévias de trailers para designar anúncios reproduzidos após o filme. Sim, os primeiros trailers eram apresentados só no final das exibições e eram bem básicos, com apenas pedaços de filmes sendo sobrepostos ao texto. Isso só até 1919, com a criação da National Screen Service, companhia que iria monopolizar a produção e distribuição de trailers pelas décadas seguintes.

 

Os anos 30 e 40 traziam vídeos bem apelativos, com títulos imensos, narrações convocando o público a não perder o filme e identificação das estrelas do filme. Na década de 60 vieram mais algumas experimentações para o fazer cinematográfico seguindo padrões europeus, tendo o nome dos diretores e citações de premiações e críticos em destaque; inclusive Hitchcock e Kubrick ousaram bastante nessa época, dando seus toques pessoais aos trailers.

 

Com os blockbusters dos anos 70, veio o investimento legítimo em estratégias de marketing nunca antes visto, principalmente para a estreia de Tubarão em 1975.

 

 

Tudo mudou em 80, com o modelo que se segue até hoje; após o surgimento da MTV, que trazia um estilo de corte próprio, bem rápido e dinâmico, a narrativa audiovisual dos trailers se transformou. Hoje, esses vídeos são encarados como um grande negócio, movimentando de 40 mil a 100 mil dólares em sua produção, e servindo cada vez mais para cativar os espectadores que não tenham, até assisti-los, envolvimento prévio com o filme.

 

 

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