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julho

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2022

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Testagem gratuita de covid em assintomáticos de SC deve ser suspensa, recomenda Saúde

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Pessoas com sintomas respiratórios têm de ser priorizadas

Preocupada com o aumento dos casos ativos em Santa Catarina, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou, nesta terça-feira, 18, uma reunião de alinhamento das ações de enfrentamento da pandemia. Representantes do Governo do Estado, Ministério Público Estadual, Defesa Civil, Ministério da Saúde, do Cosems e da Fecam avaliaram o cenário atual e as projeções de crescimento do número de pacientes com covid-19.

Foi apresentado na reunião o cenário epidemiológico atual de Santa Catarina, que chegou nesta terça a 48.538 casos ativos, o maior índice desde o início da pandemia. Em relação às internações, os índices não estão sendo, neste momento, pressionados, o que mantém a disponibilidade de leitos de UTI em todo o Estado. Neste sentido, a SES já havia se manifestado pela manutenção e custeio dos leitos disponíveis mesmo com suspensão do pagamento por parte do Ministério da Saúde a partir de janeiro, preparando o sistema hospitalar caso haja necessidade mais intensificada pela demanda de cuidados intensivos por eventos causados pela covid-19.

O superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, destacou a situação epidemiológica do Estado. “Nós estávamos numa decrescente desde agosto de 2021. Com o avanço da vacinação, conseguimos manter uma tendência de redução de casos, hospitalizações e óbitos, superando inclusive a onda de infecções provocadas pela variante Delta do Coronavírus, durante os meses de junho a agosto de 2021. No entanto, desde o início do ano de 2022, tivemos 251% de aumento no número de casos novos. Temos dois pontos que contribuíram para este aumento, a variante Ômicron e as aglomerações ocorridas nas festas de final de ano, que se refletiram de forma substancial na busca por atendimentos nas unidades de saúde. Hoje chegamos a 48 mil casos, que impactam diretamente a rede de atenção primária, mas que, felizmente, não se traduzem em aumento de internações e óbitos. Essa baixa gravidade dessa nova onda provocada pela variante Ômicron é fruto de uma elevada cobertura vacinal, que alcançou 80% até o momento. No entanto, o número elevado de novas infecções preocupa bastante”.

Durante a reunião, foi reforçada a necessidade de vacinar o maior número de pessoas, bem como manter as regras não-farmacológicas de combate ao coronavírus, como o uso de máscara, lavagem de mãos e limpeza de superfícies, manter o distanciamento e evitar aglomerações. Também foi consenso de todos a necessidade de se proteger as crianças, incentivando que pais e responsáveis levem seus filhos para os postos de vacinação para receberem a primeira dose da vacina contra covid-19. Essa ação é fundamental para que o maior número possível de crianças seja protegida, garantindo, assim, o retorno seguro das aulas, previsto para o início de fevereiro.
Além disso, outras ações foram debatidas. Segundo o secretário André Motta Ribeiro, “precisamos quantificar o que temos de testes e outras questões relacionadas às contratações para substituir os profissionais afastados por covid-19, montando um plano de contingência que contemple estes pontos. Não se faz tratamento de exceção com regras de normalidade”, finalizou.

TESTES
Quanto aos testes de antígeno, o Superintendente Estadual do Ministério da Saúde em Santa Catarina, Rogério Ribeiro, informou que recebeu a confirmação da chegada de um lote de 309.740 unidades de testes para Santa Catarina, que serão rapidamente distribuído para todos os municípios até esta quinta, 20. São esperados mais 800 mil testes na próxima semana.
Em virtude da alta demanda de exames laboratoriais para o diagnóstico da covid-19 no momento, e devido à escassez de insumos para a realização desses exames, a Superintendência de Vigilância em Saúde orientou sobre a necessidade de uso racional dos testes, priorizando o seu uso nas seguintes situações:


I. Todos os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) que necessitem de hospitalização;
II. Pacientes com sintomas respiratórios que estejam nos grupos de risco para agravamento da doença (idosos, gestantes, puérperas, portadores de comorbidades);
III. Profissionais de saúde com sintomas respiratórios (para permitir orientação referente ao retorno ao trabalho);
IV. Triagem de pacientes que precisam ser hospitalizados por outros motivos;
V. Profissionais com sintomas respiratórios que fazem parte de serviços essenciais e presenciais, como profissionais de segurança (para permitir orientação referente ao retorno ao trabalho).


De forma complementar, no momento atual, a realização de testagem não é recomendada para as seguintes situações:
I. Em indivíduos assintomáticos (inclusive contatos);
II. Como requisito para sair do isolamento;
III. Como pré-requisito para participação em eventos ou estabelecimentos que exijam.