Terceira temporada de Stranger Things é uma correria só

Série queridinha da Netflix entrega o que o público quer

 

 

MEMÓRIA AFETIVA


Termo da modinha, memória afetiva é comumente relacionada a série da Netflix Stranger Things. Num final de semana de julho de 2016, quando a série estreou, o serviço de streaming registrou o maior número de maratonistas da história da Netflix. Foi o maior número de assinantes assistindo os oito episódios em um só final de semana.

 

 

 

Essa façanha elevou a série ao status de queridinha do streaming. Seus jovens atores se tornaram astros e Millie Bobby Brown, a intérprete de Onze, já é considerada a mais promissora de sua geração de atrizes.

 

 

 

 

O termo memória afetiva se refere às lembranças de um passado, uma infância feliz, enfim, boas lembranças do passado, que tornam nossos dias de adultos menos pesados. Stranger Things exorta justamente os elementos mais felizes de quem viveu a infância dos anos 1980. Foi o despertar dessa memória afetiva que levou uma legião a amar a série.

 

 

 

 

A primeira temporada, de fato, é muito boa. Além de despertar essas lembranças, tem uma história bem típica das sessões da tarde. Bebendo descaradamente na fonte de filmes como Os Gonnies e Conta Comigo, e com um elenco pra lá de fofo, a série não surgiu do acaso. Algorítmos, sempre eles, apontaram a tendência dos usuários da Netflix em simpatizarem com esse tipo de história. Essa fator despertou intensos debates como até onde um sucesso pode ser fabricado.

 

 

 

Claro que teríamos uma segunda temporada que, observe-se, não foi lá essas coisas.

 

 

 

A terceira, que acaba de estrear, é um infinito mais do mesmo. A criatura que ocupava o corpo do pequeno Will agora achou uma legião de seguidores para infernizar. Russos assumem o papel de vilões ao tentarem dominar a coisa, que está mais interessada em atazanar a turma de Onze em um shopping recém-inaugurado em Hawkins do que em servir aos interesses obscuros dos inimigos herdados da Guerra Fria.

 

 

 

 

A partir daí começa uma correria que se piscar você esquece porque raios tem tanta gente correndo desenfreadamente para todos os lados.

 

 

 

Fãs da série, porém, vão gostar. Sem surpresas, a terceira temporada entrega exatamente o que se espera dela. Diversão altamente previsível e cheia de referências aos anos 1980, tal qual como se construiu o sucesso da série até aqui.

 

 

 

Ah, a quarta temporada está confirmada.




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