Sinônimo de algo surreal, Black Mirror traz mais três pérolas do streaming

Netflix/Divulgação

Com foco nos jovens, nova temporada consagra série como o que há de melhor no momento na TV

 

 

ISSO É TÃO BLACK MIRROR

O título acima se tornou um chavão que remete ao que há de melhor na TV na atualidade, mais especificamente, no streaming. Se me fosse pedido um conselho por alguém que quer pescar algo nesse mar de séries e programas que inundam a TV atualmente, diria que comecem por Black Mirror. Desde a primeira temporada, nenhum episódio é menor. A maneira com que os roteiristas exploram a tecnologia para contar histórias resulta em sacadas geniais.


 

 

A nova safra de três episódios estreou na semana passada na Netflix. O eixo – o que a tecnologia pode fazer conosco – continua o mesmo. As histórias trazem seus diferenciais, tendo como uma característica comum o desejo, parece, de atrair o público mais jovem.

 

O primeiro episódio, gravado em São Paulo (SP), se passa no mundo dos games. Dois amigos de juventude se reencontram depois que um deles já está casado e tem um filho. É aniversário do casado. Ganha de presente do amigo um jogo de videogame hiperimersivo. Mais tarde, sozinho no conforto de sua sala, ele se conecta ao amigo por meio do jogo. O realismo é, de fato, impressionante e, surpresa, algo estranho acontece. O que? Melhor ver para saber.



 

 

O segundo episódio coloca o funcionário de uma empresa fictícia irmã siamesa do Facebook no carro de um professor arrasado, que por algum motivo quer vingança da empresa. O que aconteceu no passado que o levou a odiar tanto a empresa? Vamos descobrindo à medida que ele mobiliza meio mundo para falar com o fundador da empresa, que passa por um momento de meditação nas montanhas. A tensão é total com o professor mirando uma arma para a cabeça do pobre estagiário.

 

 

O terceiro episódio tem a grata participação de Miley Cyrus vivendo… Miley Cyrus, mas com um nome fictício. A estrela do rock lança uma boneca de si mesma que é um assombro de inteligência artificial. Uma dessas bonecas vai parar nas mãos de uma mega fã da cantora. Quando a superstar entra em coma depois de história mal contada pela tia, que cuida da sua carreira, a boneca passa a ter um comportamento bem estranho. É de longe, o episódio mais teen de toda a série. Também o que brinca mais com o roteiro. Parece até que os roteiristas quiseram dar uma relaxada, porém, em se tratando de Netflix nada é por acaso. A ideia parece mesmo ser de chamar a atenção dos seus assinantes mais jovens para a série.

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