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Sindilojas chama atenção do Legislativo canoinhense para perdas com feriado de 3 de maio

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Maior queixa do comércio é relativa a combinação de feriados em início de mês

 

 

POLÊMICA

O Sindilojas Canoinhas publicou no sábado dia 1º, um manifesto apelando à Câmara de Vereadores de Canoinhas para que se abra ao diálogo com relação ao feriado desta segunda-feira, 3, que celebra a padroeira de Canoinhas, Santa Cruz. A carta assinada pelo presidente do Sindilojas Canoinhas e Região, Carlos Roberto Burigo, expõe pontos bem contundentes da questão. Leia abaixo na íntegra:

 

 

 

“O Feriado religioso (católico) 3 de maio foi instituído como feriado municipal em 2004.
O Sindilojas e as entidades patronais CDL e ACIC ano a ano tentam entendimento junto ao poder público e a Câmara de Vereadores, com a intenção de transformar em um dia de guarda religioso trazendo a festa de Santa Cruz para o domingo anterior e, propondo que seja feita uma semana inteira de eventos alusivos, com participação de todo o comércio, com vitrines temáticas e descontos, e com parceria ao poder público, com a Secretaria de Educação e Cultura do município, visando ao invés de ser um feriado extremamente prejudicial, e de evasão, se transforme em uma semana turística trazendo pessoas para o município.

 

 

 

 

Mas sempre que levantamos esta ideia e tentamos levar para frente, caímos na falta de vontade do poder legislativo de colocar o projeto em votação.

 

 

 

A falta de percepção do poder público e legislativo, do quanto este feriado é prejudicial ao município e ao setor produtivo, principalmente agora em anos de pandemia, é realmente de se admirar.

 

 

Feriado de 3 de maio traz estatísticas negativas que merecem atenção.

 

 

 

 

 

Este ano tivemos o dia primeiro de maio feriado nacional no sábado, e o dia 3 de maio feriado municipal na segunda, feriadão para todos saírem do município e aproveitarem viajar, nem lembrar o que significa a tradição do feriado do dia 3, mas no dia 5 todas as empresas precisam honrar as folhas de pagamento e sua carga tributária sem sequer ter aberto as portas no mês, além de grandes perdas de vendas na segunda maior data de vendas do comércio varejista, que antecede o dia das mães.

 

 

 

 

Neste feriado de evasão muitos aproveitam para comprarem seus presentes para as mães durante suas viagens, trazendo um enorme prejuízo nesta data. Nos de 2019 e 2020 foram feitas pesquisas pelo Sindilojas que apontaram perdas de 24,5 a 30% de quedas nas vendas. Com a negociação coletiva conseguimos amenizar o problema conseguindo com que o comércio abra neste dia, mas como é feriado os custos, mesmo negociados bem abaixo do que se fosse na CLT ainda assim são de grande impacto para os comércios menores, muitas vezes inviabilizando esta abertura.

 

 

 

 

Este prejuízo se alastra para toda cadeia produtiva do município indústria, serviços, turismo, entidades, hospitais etc.

 

 

Baseados em todos estes fatores solicitamos novamente a Câmara de Vereadores que coloque em pauta o projeto de 2018 do então prefeito em exercício Renato Pike para apreciação e votação, abrindo nossas portas para novos investimentos transformando está data em uma semana festiva atraindo a população para a cidade cultuando o dia de Santa Cruz.

 

 

Carlos Roberto Burigo
Presidente Sindilojas Canoinhas e Região.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

HOJE PODE

Especificamente para esta segunda, o Sindilojas orientou que os estabelecimentos poderão funcionar mediante acordo sindical. O acordo teve de ser assinado pelo empregado e pelo responsável legal da empresa e entregue no Sindilojas para receber o visto, caso contrário não será válido.

 

 

 

 

 

Acordo parecido foi feito no dia 21 de abril, feriado de Tiradentes. Na ocasião, 39 estabelecimentos protocolaram o acordo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VAI E VEM DO FERIADO

Confira os principais episódios envolvendo o polêmico feriado

> Abril de 2004

Câmara aprova por 12 votos a dois a criação do feriado de 3 de maio. 12 de setembro passava a ser ponto facultativo

 

 

 

> Setembro de 2005

Vereador Paulo Glinski (PFL) revela que uma Lei de 1959 que determinava 12 de setembro feriado municipal não foi revogada

 

 

 

> Agosto de 2006

Prefeito Leoberto Weinert (PMDB) manda a Câmara, projeto de Lei que oficializava 12 de setembro como ponto facultativo. Os vereadores vetam o projeto

 

 

 

> Setembro de 2006

Pressionados por empresários, os vereadores decidem por oito votos a um, transformar o dia de Santa Cruz num feriado móvel (primeiro domingo de maio), mantendo 12 de setembro como feriado municipal

 

 

 

 

> Outubro de 2006

Vereadores voltam atrás e aceitam o veto do prefeito ao projeto. Dessa forma, três de maio volta a ser feriado municipal. Nos anos seguintes haveria outras tentativas de derrubar o feriado, mas nenhuma chegou a plenário.