Secretário de Saúde diz que mortes podem triplicar em quatro semanas


Secretário André Mota Ribeiro/Divulgação

André Motta Ribeiro negou que a pandemia esteja fora do controle em Santa Catarina

 

 

 

O secretário de Saúde de Santa Catarina, André Motta Ribeiro, disse nesta quarta-feira, 29, em entrevista ao programa Bom Dia SC, da NSC TV, que as mortes podem triplicar no Estado nas próximas quatro semanas se não houver reação popular no combate à pandemia de coronavírus. Ele não citou a fonte deste dado. Santa Catarina se aproxima de mil mortos por covid e tem 73 mil pessoas infectadas com o vírus.

 

 

 

 

 

Motta disse também que 180 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devem ser abertos em todas as regiões do Estado nos próximos dias. “O prazo máximo que espero é de que em uma semana estes leitos estejam abertos”, afirmou. Há 580 leitos em funcionamento no momentos, dos quais 81,4% estão ocupados nesta quarta. No Planalto Norte a ocupação atinge 83,2% dos leitos. Isso porque o Hospital Santa Cruz de Canoinhas aparece agora no sistema do Estado com 14 leitos, dos quais quatro estariam disponíveis. O Hospital São Vicente de Mafra tem agora 34 leitos de UTI, dos quais nove estão disponíveis. Em Porto União, no Hospital São Braz, as dez vagas disponíveis estão ocupadas.

 

 

 

 

 

 

O secretário voltou a defender as regras de distanciamento social para combater a pandemia. “Nós sabíamos que chegaríamos a esse cenário. A nossa taxa de isolamento social de ontem era de 39%. As pessoas estão confundindo liberação de atividade econômica com regramento com relaxamento social. Essa é a grande discussão do momento”, afirmou.

 

 

 

 

 

 

“A pandemia é grave, estamos lidando com  um vírus cruel. O momento é delicado, mas esperado. O que não queremos é que a situação saia do nosso controle. Precisamos ter uma desaceleração da contaminação, mas isso exige participação da população”, destacou.

 

 

 

 

 

 

MEDICAMENTOS

Motta falou também sobre a escassez de medicamentos necessários para a entubação de pacientes em estado grave. Dos 54 hospitais da rede SUS, menos de 20% são administrados pelo Estado, segundo ele. “Para estes os estoques estão adequados”, afirmou o secretário. Os hospitais de Canoinhas, Mafra e Porto União, por exemplo, são hospitais filantrópicos e, portanto, não são administrados pelo Estado.

 

 

 

Na terça-feira, 27, foi deferido em segundo grau o pedido liminar do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para que o Governo Estadual apresente, em cinco dias, plano para a regularização dos estoques de sedativos e bloqueadores neuromusculares. A liminar foi deferida em recurso contra decisão de primeira instância que havia indeferido o pedido.

 

 

 

 

A decisão judicial exige que o plano de ação a ser apresentado seja independente do Ministério da Saúde e elaborado com a participação de representantes regionais da rede de saúde.

 





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