Secretária de Saúde contesta informações de diretor do Hospital Santa Cruz

Secretária da Saúde, Zenici Dreher/Adriane Hess/Divulgação

Secretária de Saúde de Canoinhas, Zenici Dreher lembra que porta de entrada de urgência e emergência é o PA

 

 

OUTRA VERSÃO

A secretária de Saúde de Canoinhas, Zenici Dreher, contestou as informações dadas pelo diretor administrativo do Hospital Santa Cruz de Canoinhas (HSCC) à coluna de ontem. Ela lembrou que a porta de entrada de urgência e emergência é o Pronto Atendimento, administrado pelo Município e não pelo HSCC. “O HSCC não disponibiliza Porta de Entrada, pois não possui Pronto Socorro e mesmo assim desde 2013 até maio de 2018 recebeu R$ 100 mil por mês referente ao serviço que é prestado pelo município de Canoinhas”, afirmou.


 

 

Quanto à Contratualização e Plano Operativo, ela lembra que o contrato foi prorrogado até 31 de março devido vigência dos demais contratos porque todos os serviços estão interligados. “Inclusive porque o HSCC colocou no Plano Operativo o valor de R$ 250 mil por mês de custeio, simplesmente custeio, neste caso não há contrapartida em internamentos, exames, procedimentos pois todos os demais serviços são contratados separadamente.”

 

 

ORTOPEDIA

Sobre o documento assinado por três médicos ortopedistas recusando a alta complexidade na especialidade, houve contraponto por parte dos médicos. Eles explicam que anos atrás a Secretaria de Saúde de Santa Catarina os procurou para explicar que, caso aceitassem, os três ortopedistas assumiriam a alta complexidade em Ortopedia e Traumatologia. “Teríamos de aceitar pacientes de alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo fraturas de coluna vertebral, fraturas de acetábulo, Ilizarov que é um fixador externo ósseo para correção de deformidades óssea, alongamentos, não união dos ossos (pseudoartrose), etc, enfim, tudo que habitualmente encaminhamos, pois entendemos que fazemos as cirurgias que estamos habituados e temos ciência de nossa responsabilidade”, explicam.

 

 

Segue o contraponto: “Quando ocorreu este fato o Hospital Santa Cruz de Canoinhas nos avisou da visita e fomos os três médicos ortopedistas. A enfermeira responsável pela Secretaria da Saúde em Florianópolis expôs a situação desta forma. Ao contrário, o Hospital de Mafra fez um convênio com uma equipe de todas as especialidades. Cirurgião de coluna vertebral, cirurgião de ombro e cotovelo, cirurgião de mão, cirurgião de quadril, cirurgião de joelho, cirurgião de pé, fixador externo, etc, enfim, todas as especialidades para assumir o contrato de maneira coerente. Nós três ortopedistas de Canoinhas, encaminhamos casos complexos, independentemente do Convênio Unimed, SC Saúde, particular, SUS, todos os casos que entendemos que só um especialista deve tratar. Se assumíssemos essa responsabilidade, nós iríamos assumir um convênio, com esta responsabilidade, sem apoio de nenhum especialista para nos auxiliar? Claro que não, devido a este fator declinamos da alta complexidade, visto que teríamos de assumir todos os casos, casos que encaminhamos, independentemente do convênio”, concluem.

 

 

FREIO NOS AUMENTOS

Vereador Paulinho Basilio (MDB) propôs projeto de lei que obriga o poder executivo a promover audiências públicas antes de regulamentar e alterar taxas e contribuições de serviços públicos, “visando ampliar as discussões com a participação efetiva da sociedade antes da regulamentação dos valores tributários”, diz o texto.

 

A ideia é evitar surpresas como o aumento da Cosip, aprovado sob protestos da população em dezembro passado.

 



 

RIVAIS

Reportagem do jornal O Globo mostra que dos 27 governadores que assumiram em janeiro, 12 terão de lidar com presidentes do Legislativo de partidos de oposição. Carlos Moisés da Silva (PSL) está entre eles. Julio Garcia, presidente da Alesc, é do DEM.

 

 

MDB FORA

A executiva do MDB tomou uma decisão importante ontem. Não será fiador do governo Carlos Moisés da Silva (PSL). Decidiu também que quem permanecer no governo e for filiado ao MDB deve se licenciar da sigla. É o caso de Beto Faria, ex-prefeito de Canoinhas que segue na presidência da Cidasc.

 

 

VOTO ABERTO

O senador catarinense Jorginho Mello (PR) assinou o pedido de urgência para tramitação do projeto que transforma em aberta a votação para os cargos da Mesa do Senado. “Tenho dito há bastante tempo de que o eleitor tem o direito de saber como o seu representante está agindo e votando. Voto secreto deve ser direito do eleitor, único e exclusivamente”, afirmou o senador.

 

 

 

ICMS

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) analisa a viabilidade jurídica de revogação dos decretos publicados em 26 e 27 de dezembro de 2018 pelo então governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) que retirou isenção de ICMS sobre uma série de produtos. Entidades do setor produtivo pressionam o governo pela volta do benefício sob pena de aumentar os valores dos produtos.

 

 

 

 

 

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