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SC manda à União 47 vezes valor que precisa no ano para infraestrutura

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Estado arrecadou R$ 69,8 bi em impostos federais em 2020 e tem demanda anual de R$ 1,47 bi em infraestrutura

 

 

Santa Catarina arrecada para o orçamento da União 47 vezes mais recursos que sua demanda anual por investimentos federais em infraestrutura. Em 2020, o Estado enviou a Brasília R$ 69,8 bilhões em impostos. Apesar disso, os investimentos da esfera federal em infraestrutura no estado somaram R$ 471 milhões, enquanto segundo a Agenda Estratégica, editada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), são necessários R$ 1,47 bilhão por ano. “Com esse montante apontado no documento, seria possível, em pouco tempo, concluir as obras estratégicas federais do estado, como as BRs 470, 163, 282, acessos aos portos e aeroportos e até avançar com os projetos de ferrovias”, explica o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

 

 

 

Nesta quarta-feira, dia 17, ele coordenou a reunião conjunta (e on-line) da Câmara de Transporte e Logística da entidade e do Conselho Estratégico de Infraestrutura de Santa Catarina, que contou com a participação dos três senadores catarinenses – Dário Berger, Esperidião Amin e Jorginho Mello –, além do superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) em Santa Catarina, Ronaldo Carioni, e do caminhoneiro autônomo Janderson Maçaneiro.

 

 

“Esses números demonstram as distorções que temos no Pacto Federativo”, afirmou Aguiar. A percepção da Fiesc é que se o governo federal investir no desenvolvimento da infraestrutura de transporte e na logística de Santa Catarina, o estado poderá contribuir ainda mais com a arrecadação nacional de impostos. O volume de recursos que retornou ao estado em 2020 soma R$ 7,4 bilhões, o que representa 10,6% do total arrecadado e inclui outros gastos governamentais, incluindo o custeio da máquina administrativa.

 

 

 

A carência de investimentos em infraestrutura não é um problema restrito a Santa Catarina. “O Brasil investe em infraestrutura menos da metade do que é necessário, assim, o país tem uma defasagem de 20 a 40 anos no desenvolvimento do setor, em especial no que diz respeito a rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, energia, saneamento e mobilidade urbana”, afirmou o senador Dário Berger, em sua primeira participação nas reuniões das duas instâncias desde que assumiu a presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado Federal, em 24 de fevereiro. Os três parlamentares destacaram a aprovação, por meio da comissão presidida por Berger, de duas emendas ao orçamento da União que destinam recursos a trechos catarinenses das BRs 470 (R$ 123 milhões) e 163 (R$ 100 milhões).

 

 

 

Os senadores também comentaram os diversos projetos relacionados à infraestrutura de transporte, energia e saneamento que tramitam no Congresso Nacional. O caminhoneiro autônomo Janderson Maçaneiro apresentou a visão do seu segmento a respeito das questões de transporte.