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Quem é o famoso advogado que arrastou júri para o mais longo da história recente em Canoinhas

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Claudio Dalledone Junior já teve clientes famosos

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Com escritório sediado em Curitiba (PR), o advogado Claudio Dalledone Junior ganhou projeção nacional na última década por defender acusados de crimes com grande repercussão no País. Nesta semana, ele agitou o judiciário canoinhense por arrastar o julgamento dos três réus acusados de matar Cláudio Herbst, de 27 anos, em 15 de abril de 2021, com nove tiros, para seis dias. O júri, um dos mais longos da história de Santa catarina, começou às 9 horas de segunda-feira, 6, e terminou às 20h45 deste sábado, 11. Os três réus foram condenados.

Com mais de vinte anos atuando em casos do Tribunal do Júri, Dalledone é um dos mais requisitados advogados criminalistas do país. A sua atuação e a forma como defende os seus clientes nos julgamentos, em ações que beiram a teatralidade, costumam virar notícia na imprensa.

Ele se notabilizou ao defender 13 policiais militares do Paraná acusados de matar cinco suspeitos de roubo em 2009, conseguindo a absolvição de todos. O caso é considerado um dos maiores julgamentos da história da Justiça do Paraná.

Em entrevista ao UOL, em 2018, ele disse acreditar que livrou mais de 100 policiais da cadeia. Jornalistas no Paraná brincam que, quando alguém está muito encrencado, o suspeito costuma ser orientado a seguir a dica “Better Call Dalle” (é melhor ligar para o Dalle), uma referência a Saul Godman, o protagonista da série Better Call Saul, derivada de Breaking Bad.

No julgamento dos 13 policiais, Dalledone protagonizou uma cena curiosa ao lado dos dois filhos, à época, com 5 e 7 anos. Ele os vestiu com farda militar e entrou segurando as mãos das crianças. Para ele, isso teria contribuído para conseguir “engajamento” da opinião pública para absolver os policiais do crime de homicídio. “O julgamento virou um frenesi, foi uma coisa que eu nunca tinha visto”, afirmou, na ocasião.


SIMULAÇÃO POLÊMICA

A atuação de Dalledone durante o julgamento de Luis Felipe Manvailer, condenado por matar a mulher, Tatiane Spitzner, em 2018, também chamou atenção. Durante a defesa do cliente, ele simulou uma agressão física na colega de profissão, a advogada Maria Eduarda Lacerda. O caso ganhou as redes sociais, e gerou uma apuração da Ordem dos Advogados do Brasil contra o defensor de Manvailer.

Na ocasião, Dalledone Júnior se justificou dizendo que a atuação seria um recurso para provar que Manvailer não teria capacidade para matar Tatiane. A advogada que participou da cena afirmou que tudo foi combinado previamente.


ESPORTE

Ex-professor de muai thai, Dalledone Júnior chegou a ser professor de Anderson Silva, lutador de MMA e ex-campeão do UFC. A amizade entre ambos continuou e, em 2015, defendeu o atleta da acusação de doping.

Ele também atuou na defesa do goleiro Bruno Fernandes, condenado por matar a modelo Eliza Samudio, mas depois pediu a saída do caso porque, segundo o advogado, o então atleta não quis “assumir responsabilidades”. O criminalista orientou Bruno a assumir sua participação na morte da modelo, o que não teria sido aceito. “Eu discordava frontalmente disso”, afirmou, na ocasião.

Outro caso que parou nas mãos de Dalledone Júnior foi o do assassinato do meia Daniel Corrêa, ex-jogador do São Paulo e do Botafogo, ocorrido em 2018. O principal acusado do crime, o empresário Edison Brittes, o Juninho, negou inicialmente a participação, mas mudou de ideia ao ser convencido pelo advogado. Ele ainda assumiu a defesa de Cristiane Brittes e Allana Brittes, acusadas de participação no homicídio do atleta. “Eu defendo o direito do acusado, nunca o ato dele”, justificou, na ocasião.



BENSO

A semana de julgamento em Canoinhas não será a única vez que Dalledone passará por Canoinhas. Ele tem outro cliente na comarca.

Dalledone é um dos que está trabalhando no caso Lezan, um dos mais rumorosos dos últimos tempos na comarca. O processo apura o assassinato de Sérgio Roberto Lezan, de 56 anos, ex-secretário municipal de Major Vieira e policial militar da reserva. Lezan foi morto com quatro tiros na manhã do dia 14 de junho de 2022. Dalledone defende o acusado de ser o mandante do crime, o empresário do agro  Luiz Alberto Benso. O processo ainda está na fase de instrução, mas deve ir a julgamento popular em breve.

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