PSD e PL devem fazer maioria das cadeiras na Câmara de Canoinhas novamente


Câmara de Canoinhas/Divulgação

Siglas devem fazer, cada, três vereadores, dando maioria, novamente, a Beto Passos, caso reeleito

 

 

 

PERSPECTIVAS

Caso seja reeleito, Beto Passos (PSD) tem boas chances de manter maioria na Câmara de Vereadores, peça chave para se garantir um mandato tranquilo no tocante ao Legislativo, afinal, é a Câmara que pode travar a gestão do prefeito, engavetando e reprovando projetos que o mandatário julgue vitais para o sucesso do seu mandato.

 

 

 

Ao contrário da eleição passada, quando o vice Renato Pike (PL) teve papel fundamental para compor a nominata da coligação, garantindo seis vereadores pró-governo, desta vez Passos saiu na frente e meses antes do lançamento das candidaturas tratou de montar uma nominata fortíssima para o seu PSD, além de ajudar a atrair nomes para os partidos que o apoiam (neste ano, cada partido lança sua própria nominata, sendo vetadas as coligações para o Legislativo). As nominatas que ele ajudou a formar para o PDT e o Progressistas, no entanto, não tem forças para fazer mais que um vereador. O PDT não deve eleger nenhum vereador, já o Progressistas pode surpreender elegendo Hilário Kath, o Ilustre, que ganhou projeção por seu trabalho na Secretaria do Meio Ambiente, ou com a locutora Stela Maris, conhecida por seu trabalho no rádio e que movimentou a campanha ao ser vítima de misoginia há algumas semanas.

 

 

 

 

 

O PSD, no entanto, elege pelo menos três vereadores. Wilmar Sudoski pode se reeleger pela vantagem que leva justamente por já ser vereador. As outras duas vagas podem ser preenchidas por Osmar Oleskovicz (já foi vereador e secretário de Educação), Edmilson Verka (já foi vereador e tem um trabalho junto a comunidade rural), Edison Kuroli (foi secretário de Desenvolvimento Rural), Nilson Cochask (foi secretário de Obras), Neno Pagratz (já foi vereador) ou Willian Godoi (bem visto pelo eleitor jovem). Arrisca fazer um quarto vereador.

 

 

 

 

O PL de Renato Pike faz ao menos dois vereadores. A aposta mais óbvia é  na reeleição de Zenici Dreher e Gil Baiano. Cel Mario Erzinger, por já ser vereador, pode garantir uma possível, mas não certa, terceira vaga.

 

 

 

 

O MDB não deve ficar sem ao menos uma vaga na Câmara e ela deve ser de uma mulher. Os nomes que mais despontam são da ativista pela causa animal Tati do Grupo Resgate e a assistente social Zenilda Lemos.

 

 

 

 

A campanha de Norma Pereira (PSDB) deve ajudar a transferir sua vaga para pelo menos um candidato. A aposta também é feminina. Cuca, que já foi vereadora, e a advogada Juliana Maciel, que fez um reconhecido bom trabalho no Procon, são os nomes que despontam.

 

 

 

As outras duas vagas seriam disputadas por Podemos e PSL. O Podemos tem no jovem André Ramon Flenik um candidato que vem se destacando e o PSL tem Marli do Darci, que é apoiada pelo vereador Célio Galeski. O Democracia Cristã pode surpreender e fazer um nome pelo menos. Alisson do Sopão, que coordena um trabalho social, deve chegar mais longe que os demais companheiros de sigla.

 

 

 

 

 

Pelos poucos nomes lançados, Cidadania e PRTB tem chances quase nulas de eleger um dos seus candidatos. Quanto mais candidatos o partido tem mais chances de eleger, já que os votos de todos os candidatos são somados.

 

 

 

 

 

Claro que as apostas da coluna são mera especulação a ser escrutinada no dia 15 de novembro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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mortes por motivação política foram registradas desde janeiro no Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

COMO GASTA?

A regra que proibiu a coligação de partidos na disputa de vagas para vereador a partir das eleições deste ano trouxe incertezas às campanhas sobre os critérios legais para gastos com propagandas e financiamento de candidaturas. Segundo a legislação eleitoral, é proibida a distribuição de recursos do fundo eleitoral para partidos ou candidaturas que não estejam coligados ou não pertençam à mesma coligação.

 

 

 

 

 

Não fica claro, porém, o que é permitido no caso de partidos que estejam coligados na corrida pela prefeitura, mas não para vereador. A menos de um mês da eleição, representantes jurídicos dos partidos ainda têm dúvidas quanto à possibilidade de gasto com material de campanha e de repasses financeiros diretos para candidatos a vereador dessas outras legendas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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candidatos morreram vítimas de covid-19 desde o início da campanha no Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DINHEIRO NO COLCHÃO

Um levantamento da revista Veja mostra que guardar dinheiro em casa é mais comum do que se pode pensar. A reportagem identificou 42 postulantes a prefeito, vice ou vereador, que declaram mais de R$ 1 milhão em espécie. Cerca de 3 mil candidatos, na eleição como um todo, disseram ter ao menos R$ 100 mil em mãos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

QUANDO VOCÊ ACHA…

… que viu tudo, vem essa notícia do jornal O Globo: Beneficiários do auxílio emergencial fazem doações para campanhas. Segundo a reportagem apurou, inscritos no programa deram mais de R$ 23,8 milhões para candidatos, seja por repasse em dinheiro ou prestação de serviço.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

R$ 17,2 bilhões

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