“Prorrogação de mandatos deve ser evitada até o limite do possível”, diz ministro


Luís Roberto Barroso/Arquivo

Possibilidade de estender mandatos de prefeitos e vereadores tem sido discutida por causa da pandemia

 

 

ÚLTIMO CASO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que deve assumir em 26 de maio o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ocupando a vaga que hoje é de Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, disse ontem em entrevista à Folha de S.Paulo que vê como último dos casos postergar por dois anos os mandatos de prefeitos, vices e vereadores por causa da pandemia de coronavírus, forçando, dessa forma, a coincidência com as eleições gerais.

 

 

 

“A prorrogação de mandato deve ser evitada até o limite do possível. Se ocorrer, que seja pelo mínimo tempo possível. Sou totalmente contrário à ideia de se fazer coincidir com as eleições em 2022, por questão de respeito ao princípio democrático, pois os prefeitos e vereadores foram eleitos por quatro anos e não têm mandato popular para ir além. Acho que não mudar as regras do jogo é um valor importante a ser preservado”, disse.

 

 

 

No Congresso já há um movimento para pelo menos adiar as eleições. Até o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sugeriu o adiamento. “Se chegarmos em junho sem um decréscimo substancial da pandemia, é possível ter que fazer esse adiamento, que não deve ser por um período mais prolongado do que o absolutamente necessário para fazerem eleições com segurança. Gostaria de trabalhar com a ideia de que não seja necessário adiar e que, se necessário, que estejamos falando de algumas semanas e nada mais do que isso”, disse Barroso à Folha.

 

 

 

 

 

 

 

 

R$ 1 bilhão 

é quanto o Itaú Unibanco vai anunciar como doação ao SUS para combate à covid-19

 

 

 

 

 

 

 

EMENDAS

Desinfetação na Unidade do Campo d’Água Verde/Moises Gonçalves/Arquivo

O Governo Federal destinou R$ 823 mil para Canoinhas a fim de que o Município adote medidas para combate ao coronavírus. O dinheiro vai para a atenção básica e média e alta complexidade. O valor vai custear o funcionamento do Centro de Referência que foi montado no Campo d’Água Verde, incluindo a compra de equipamentos de  proteção individual.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PRESTÍGIO

Os 403 leitores do JMais que participaram da enquete cujos resultados vêm sendo divulgados desde sexta, aprovam em sua maioria a cobertura do portal à pandemia. 60,5% dos leitores dão nota 10 para a cobertura.

 

 

 

 

 

 

MUY AMIGO

Jair Bolsonaro adora dizer que é amigo de Donald Trump. Para o estadunidense, no entanto, amigos amigos, meus interesses a parte. A Alemanha acusou os EUA de pirataria por confiscar EPIs usados no combate ao coronavírus. “Não queremos outros conseguindo máscaras”, deixou claro Trump. O Brasil, ao que parece, não será exceção.

 

 

 

 

 

 

 

MAL NO RANKING

Santa Catarina aparece com pior avaliação entre os Estados brasileiros no tocante a divulgação de dados sobre o coronavírus. Pernambuco é o único com alto nível de transparência. Ceará e Rio de Janeiro têm bom nível. SC está abaixo do baixo, na categoria opaco. O ranking foi feito pela Open Knowledge Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

 

SÁBIAS PALAVRAS

Um dos pensadores modernos mais respeitados, o escritor israelense Yuval Harari teve entrevista publicada ontem no Estadão. Da longa conversa que ele teve com o apresentador de TV Luciano Huck, reproduzida no jornal, destaco: “Uma coisa muito importante é que, nessa crise, nosso maior inimigo não é o vírus, mas nossos próprios demônios interiores. É o nosso ódio. É a nossa ganância. É a nossa ignorância. São pessoas que incitam nosso ódio, culpando a epidemia em algum grupo humano e nos dizendo para odiá-los. É a nossa ganância. São grandes empresas que dizem: “Ei! Temos tido dificuldades ultimamente, talvez possamos aproveitar essa oportunidade para fazer com que o governo nos dê bilhões de dólares”. São pessoas que não ouvem a ciência. Em vez disso, ouvem todos os tipos de teorias da conspiração. Se conseguirmos derrotar nossos demônios interiores – ódio, ganância, ignorância –, não apenas venceremos o vírus com muito mais facilidade, como seremos capazes de construir um mundo muito melhor depois que a crise acabar. Espero que seja exatamente isso que faremos.”





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