quinta-feira, 23

de

setembro

de

2021

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Professor reconhece “expressão inapropriada” ao se referir a estupro

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Ricardo Germano Efing é acusado de fazer apologia ao crime 

 

 

Acusado de fazer apologia ao estupro durante aula online no dia 12 de março a alunos do curso de Engenharia  de Produção da Uniguaçu, o professor Dr. Ricardo Germano Efing reconheceu, em nota enviada ao JMais, que a expressão foi “inapropriada”, mas destacou que o vídeo divulgado nas redes sociais é um “fragmento descontextualizado” da aula. Leia a nota na íntegra:

 

 

 

“Tendo em vista os acontecimentos advindos da divulgação de vídeo contendo pequeno fragmento descontextualizado da aula transmitida via Internet em razão das medidas impostas pela pandemia da covid-19, gostaria de esclarecer, com integral respeito, o que segue.

 

 

Ao exemplificar uma situação, foi utilizada expressão popular que, após a devida reflexão, se mostra integralmente inapropriada e que não poderia ser aceita com naturalidade ou indiferença. Não se pode deixar de reconhecer o machismo estrutural presente em nossa sociedade que, infelizmente, reproduz comportamentos os quais devem ser devidamente enfrentados de modo construtivo, para que todos possam aprender e progredir para uma sociedade mais respeitosa e igualitária. Reconhece-se este erro e será buscado o necessário aprendizado com essa situação.

 

 

 

Feita esta reflexão, entende-se que a trajetória acadêmica e a carreira no magistério não podem ser avaliadas por uma expressão isolada. Expresso desde logo meu pleno respeito à todas as mulheres, jamais pretendendo ofendê-las ou agredi-las. Externo minhas mais sinceras desculpas e fico à disposição para prestar os esclarecimentos devidos no sentido de ser desfeito este lamentável fato.

 

 

Att.

Ricardo Germano Efing”

 

 

 

O professor foi afastado das funções na Uniguaçu e no Centro Universitário Campo Real depois da divulgação do vídeo.