Prevaleceu o “antes ele do que ela” na absolvição de Moisés


Julio Cavalheiro / Secom

Tentativa de cassar mandato do governador foi vexatória para a Assembleia

 

 

EQUAÇÃO

Os deputados estaduais catarinenses foram pragmáticos nesta sexta-feira, 27. Tentaram se livrar da “nova política” e acabaram com a pior parte dela. Sargento Lima (PSL) roeu a corda e deu a chance de Daniela Reinehr assumir o governo por um mês. Como primeira reação a repercussão de seu mandato relâmpago a governadora em exercício levou três dias para responder que era contra o nazismo. Na última semana de governo liberou as escolas a funcionar presencialmente em um dos períodos mais preocupantes da pandemia e com professores irritadíssimos fechando as médias para concluir o exaustivo ano. Deixa o governo sem explicar como operaria o retorno das aulas presenciais com o ano letivo prestes a ser concluído.

 

 

 

 

Desastre administrativo de Daniela à parte, a volta por cima de Carlos Moisés (PSL) era pedra cantada. O plano do parlamento catarinense era se livrar do governador e da vice. Não conseguiu e a Assembleia caberia reconhecer a derrota e correr atrás do prejuízo. Se serve de consolo, o próprio Moisés entendeu o recado, baixou a crista e foi atrás dos deputados. Prova disso é que o deputado canoinhense Mauricio Eskudlark (PSD), que tanto bateu em Moisés, mudou de ideia. Acrescente-se que Moisés teve muita sorte. Orquestrado ou não, a decisão do Tribunal de Justiça que apontou inocência de Moisés no caso do aumento dos procuradores do Estado colocou o tribunal do impeachment em uma sinuca de bico. Como condenar alguém que foi inocentado pelo próprio tribunal com cinco cadeiras no processo de afastamento? Lógica zero.

 

 

 

 

 

Agora, Moisés tem pela frente um segundo processo, que só ocupará tempo da Alesc e, no fim, para evitar o retorno de Daniela, será arquivado. Isso porque ela não figura nesse processo que, ressalve-se, é bem mais contundente que o primeiro. Trata da rumorosa compra dos respiradores que nunca chegaram. Para o bem do parlamento, o negócio é engolir Moisés por mais dois anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Estamos construindo maioria na Alesc através do diálogo”

do governador Carlos Moisés em coletiva de imprensa na tarde desta sexta

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PLACAR

O impeachment acabou rejeitado nesta sexta por 6 votos a 3, com uma abstenção. Entre os desembargadores, 4 a 1 para o governador. Entre os parlamentares, 2 a 2, com uma abstenção. Laércio Schuster (PSB) e Maurício Eskudlark (PL), que ‘viraram’ o voto e consideraram o governador inocente de crime de responsabilidade

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

GESTO CONCRETO

Para dar um sinal concreto de que está disposto a inaugurar um novo capítulo na relação com a Assembleia, o governador Carlos Moisés nomeou Eron Giordani como chefe da Casa Civil. O secretário é apadrinhado do presidente da Assembleia Legislativa, Julio Garcia. Ele estava trabalhando como chefe de gabinete da presidência da Alesc.

 

 

 

 

Bom lembrar que Garcia cobiçava o cargo de Moisés até Daniela jogar água no seu chope.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SEM REELEIÇÃO

Empolgado com o retorno, Carlos Moisés diz que não tem interesse em reeleição.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SEGUNDA TEMPORADA

Além de Eron Giordani na Casa Civil, Moisés anunciou na Secretaria Executiva de Comunicação, o jornalista Jefferson Douglas; e  Alisson de Bom de Souza ao cargo de procurador-geral do Estado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MESMO DNA

Presidente Bolsonaro e o governador Moisés/Divulgação

Curioso atestar que Moisés é rejeitado como filho bastardo por Jair Bolsonaro, mas ambos acharam a mesma saída para se manter no governo: recorrer às forças moderadas no Parlamento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FECHADA

Fila da Caixa de Canoinhas para receber auxílio emergencial/Fátima Santos

A agência da Caixa Econômica de Canoinhas não abre neste sábado, 28. A Caixa Econômica Federal abre 771 agências para o pagamento do auxílio emergencial a 7,3 milhões de beneficiários dos ciclos 3 e 4 nascidos em agosto e setembro, mas a agência de Canoinhas não está na lista.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EVENTO

O editor do JMais e signatário desta coluna, jornalista Edinei Wassoaski, participa de uma live com membros do grupo de estudos Cegueira e Solidariedade às 10h deste sábado, 28. O tema é “Panorama das eleições municipais de 2020”. O evento é aberto ao público. Para acessá-lo clique aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ADIADO

Dada a escalada de casos de covid-19, a UnC Canoinhas achou por bem adiar as comemorações pelo primeiro cinquentenário da instituição. O evento ocorreria dia 3 de dezembro, mas agora fica para quando os casos de covid arrefecerem. A direção da UnC informará a nova data.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RECUPERAÇÃO

A rede Breihaupt, de Jaraguá do Sul, com filial em Canoinhas, está em recuperação judicial e as dívidas da empresa somam R$ 34 milhões. O processo tem o número 5009853-93.2020.8.24.0036 e tramita na 2ª vara cível da comarca de Jaraguá do Sul. A informação foi dada pelo colunista Claudio Loetz, do jornal A Notícia.





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