Prefeito de Timbó Grande contesta dados sobre desmatamento


Área identificada pela SOS Mata Atlântica/Reprodução

ONG SOS Mata Atlântica colocou a cidade entre as 10 que mais desmatam em SC

 

 

O prefeito de Timbó Grande, Ari Galeski (MDB), que é engenheiro ambiental e também engenheiro agrônomo, rebateu a informação divulgada pela ONG SOS Mata Atlântica de que as cidades de Monte Castelo e Timbó Grande estão entre as dez que mais desmatam a mata atlântica em Santa Catarina.

 

 

 

Segundo a ONG, a atividade ilegal madeireira a que mais prejudica o bioma. Pelo menos 710 hectares de mata nativa teria sido desflorestada entre 2018 e 2019. O levantamento foi feito com base nas imagens de satélite fornecidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Google. Os dados estão compilados em um Atlas disponível na internet. O Atlas identifica formações florestais naturais equivalentes às matas primárias e secundárias em estágios inicial, médio e avançado de regeneração. A identificação dos desflorestamentos ocorre pela comparação da área de remanescentes naturais vetorizada nos períodos anteriores com as imagens de satélite do período atual.

 

 

 

 

Para Galeski, essas ferramentas de monitoramento têm boa confiabilidade, porém ele crê que existe uma grande possibilidade de ter havido a identificação de áreas de reflorestamento de pinus, que estão sendo convertidas em lavouras, como sendo mata atlântica.

 

 

 

Segundo o prefeito, no seu mandato Timbó Grande teve o maior incremento de área cultivada e produção de alimentos, porém, praticamente tudo devido ao aumento das produtividade das áreas abertas e da conversão de áreas de pinus para grãos e pastagem.

 

 

 

 

“Além disso, temos um dos maiores remanescentes de vegetação nativa, empresas e pequenos produtores rurais que conservam as suas áreas de preservação permanente e de reserva legal, e que fazem que o Município tenha um excelente índice de desenvolvimento ambiental, oque faz com que Timbó Grande deveria inclusive receber divisas externas pelos serviços ambientais que presta a sociedade catarinense e brasileira”, argumenta o prefeito.





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