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julho

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Podemos perde filiados e Cidadania cresce em Canoinhas

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Maior número de filiados, contudo, segue com o MDB e o PSD

A prisão do prefeito Beto Passos não encolheu seu partido em Canoinhas. Levantamento atualizado em abril desde ano junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) mostra que o MDB e o PSD, nesta ordem, seguem sendo os maiores partidos da cidade em número de filiados. O PP vem na sequência.

O partido de Passos cresceu de maneira exponencial desde que ele foi eleito em 2016. Em outubro daquele ano, mês da eleição, o PSD tinha 212 filiados. Às vésperas da eleição geral de 2018, o partido saltou para 522 filiados e, em 2020, às vésperas da campanha eleitoral, ultrapassou o PP e se tornou a segunda maior força política de Canoinhas. O PSD tinha 649 filiados, ante 943 partidários do MDB. Agora, o PSD tem 634 filiados.

Ao contrário de 2020, o PSDB retomou seu espaço em quarto lugar, superando o Podemos, que despencou em número de filiados (480 em 2020 e 170 neste).

O Cidadania (ex-PHS) foi o que mais ganhou filiados, passando de 69 para 373 neste ano. Em 2020 a Justiça Eleitoral já havia sido acionada porque havia filiados do Cidadania computados para o Podemos. Naquela ocasião os dois partidos estavam coligados na proporcional. Presidente do Podemos, Soeli Noernberg, explica que a alteração ocorreu somente depois da eleição de 2020 porque o Cidadania não queria prejudicar o Podemos já que na ocasião os dois partidos estavam no mesmo campo.

O PSL, depois da saída do presidente Jair Bolsonaro, despencou e se fundiu ao DEM, virando o União Brasil. Em Canoinhas, a vereadora Silmara Gontarek passou a fazer parte do novo partido.


PREPARATIVOS

O JMais procurou os presidentes dos três maiores partidos de Canoinhas para saber como eles vêm se preparando para as eleições deste ano. Presidente do maior partido de Canoinhas, o Podemos, Zenilda Lemos diz que o partido terá uma candidatura a deputado estadual, “isso já é um fato certo, e essa candidatura terá uma ligação com toda a região, pois nasce da vontade do Planalto Norte em voltar a ter uma representação na Assembleia Legislativa”. Os três nomes colocados a disposição são da vereadora Tatiane Carvalho e os ex-vereadores Paulinho Basílio e Wilson Pereira.

“Não podemos cometer erro de ter um candidato apenas para números, estamos em conversas com os diretórios do MDB dos municípios da nossa região para termos uma candidatura com muito potencial. Aliados a isso, o MDB tem um grande nome como pré-candidato ao governo de Santa Catarina, que é o ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Antidio Lunelli. E na nossa região o MDB estará com força total em prol da candidatura do Antídio”, afirma Zenilda.

O PSD, hoje presidido pelo vereador Osmar Oleskovicz, “sempre pensou regionalmente”, nas palavras do vereador. “Este ano estamos encaminhando uma candidatura regional do ex-prefeito de Mafra, Wellington Bielecki. Ele está rodando a região para ver se tem a possibilidade de sair ou não candidato”. No cenário estadual, o partido apoia a candidatura de Gean Loureiro (União Brasil). Raimundo Colombo será apoiado na disputa pelo Senado.

Já o PP, terceiro maior em número de filiados, também estuda uma candidatura regional para deputado estadual. Há quatro nomes em discussão: o prefeito de Papanduva, Luiz Henrique Saliba; o advogado Ivan Krauss; o ex-prefeito de Três Barras, Elói Quege; ou sua esposa, a vice-prefeita de Três Barras, Ana Claudia Quege.

Rogério Koch, presidente municipal do partido, disse que Silvio Dreveck é pré-candidato a deputado federal e no cenário para o governo do Estado ainda não há nada definido.



CARGOS EM DISPUTA

Este ano, os eleitores brasileiros voltarão às urnas para eleger o presidente da República, deputados federais, estaduais e distritais, senadores e governadores. Para concorrer aos cargos eletivos, todos os cidadãos podem participar da disputa, mas devem se enquadrar nas regras estabelecidas pela Constituição e pela legislação eleitoral. 

Para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral, os candidatos devem ter nacionalidade brasileira, estar em pleno exercício dos direitos políticos e devem ter domicílio eleitoral no local da eleição um ano antes do pleito, estando filiados a um partido político pelos menos seis meses antes das eleições. 

A idade mínima para candidatura também deve ser respeitada. Os candidatos para os cargos de presidente da República, vice-presidente e senador devem ter 35 anos na data da posse. Para os cargos de governador e vice a idade mínima é de 30 anos, e de 21 anos para quem vai concorrer aos cargos de deputado federal, estadual ou distrital. 

FICHA LIMPA

A Lei da Ficha Limpa também deve ser observada para quem pretende concorrer ao pleito. A norma entrou em vigor em 2010 para barrar a candidatura de condenados por órgãos colegiados por oito anos. 

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro de 2022. O eventual segundo turno para votação aos cargos de presidente e governador será no dia 30 do mesmo mês. O último dia para a diplomação dos eleitos é no dia 19 de dezembro.