Para satisfazer Passos, governistas apequenam Câmara de Vereadores


Menção ao mês do autista na porta da Câmara de Vereadores de Canoinhas/Arquivo

Alinhamento automático vai contra o que os cinco defendem

 

O TEMPO DIRÁ

Na porta da Câmara de Vereadores de Canoinhas há um painel alusivo ao mês de conscientização sobre o autismo. A julgar pela maioria, faltou conscientização para os próprios vereadores. Fiéis ao discurso da boca pra fora, os cinco governistas rejeitaram projeto de lei que proíbe a utilização de qualquer tipo de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos de alto impacto com efeito de tiro em Canoinhas. Os autistas seriam os principais beneficiados pelo projeto. Ao incipiente comércio desse tipo de produto restaria se restringir aos fogos sem estampido.

 

 

 

 

Mais grave, mandaram para as trevas do arquivamento o projeto de lei que permitia que os canoinhenses tivessem acesso à lista de vacinados contra a covid-19. Não se tratava, por óbvio, de uma exposição de pacientes, mas sim, de beneficiários de um imunizante comprado com dinheiro público. O objetivo da oposição era checar se não havia fura-filas.

 

 

 

 

Prefeito Beto Passos (PSD) encarou os dois projetos como uma cruzada para defender seu protagonismo. Sabia que enfrentaria desgaste se ambos não fossem aprovados – como de fato está sofrendo -, mas dobrou a aposta para não dar o braço a torcer aos opositores.

 

 

 

 

O alinhamento automático dos vereadores governistas aos desejos do prefeito – como ficou claro nestes dois casos – não só apequenam a Câmara como coloca em risco seus respectivos mandatos. Não que o prefeito esteja sempre errado – parece claro, no entanto, que nestes dois casos está bem equivocado – mas quem deixa claro ser teleguiado por ele coloca em risco sua própria carreira política. Quem está nesta estrada há tempos, como Osmar Oleskovicz e Wilmar Sudoski, conhecem bem essa lição e deveriam explicar aos novatos qual o destino de quem se põe a serviço do prefeito de turno a despeito das demandas da sociedade. Além disso, contradizem o surrado discurso que todos repetiram em entrevistas ao JMais de que “o que for bom para Canoinhas seremos favoráveis e o que não for, seremos contra”.

 

 

 

 

Como não o fizeram, talvez uma consulta ao cel Mario Erzinger, que frise-se, com alguns poucos momentos sombrios, teve um mandato de alto nível, com propostas bastante relevantes, mas viveu sua desgraça política ao, durante a campanha, ver ressuscitada vivamente a votação que elevou a taxa de iluminação pública em Canoinhas, a famosa Cosip. À época Erzinger viveu um dilema. Entre o dever partidário e a demanda da sociedade optou pelo primeiro. Não foi reeleito e ganhou como recompensa pela lealdade a Secretaria de Habitação. Haja secretarias caso um candidato governista seja eleito em 2024 para contentar cinco frustrados nas urnas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ERRO DE CÁLCULO

Beto Passos segue subestimando a oposição que enfrenta hoje na Câmara insistindo em compará-los ao que enfrentou no primeiro mandato. Não é a mesma coisa. Com projetos assertivos e articulação muito maior que a da gestão anterior, os quatro podem levá-lo à lona se ele insistir em bater de frente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BARRADOS

A direção da Rádio Clube de Canoinhas não permitiu que os vereadores Tatiane Carvalho, Juliana Maciel e Marcos Homer expusessem seus pontos de vista a respeito do projeto de lei de autoria dos quatro vereadores de oposição que proíbe  a utilização de qualquer tipo de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos de alto impacto com efeito de tiro em Canoinhas. Eles queriam responder à argumentação de uma locutora da emissora, que havia atacado o projeto pouco antes.

 

 

 

 

A rádio se notabiliza por ceder espaço para longos monólogos do prefeito Beto Passos enaltecendo seus feitos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Quem não foi correto foi a magistrada que não obedeceu o que determina a Constituição”

do deputado Kennedy Nunes (PSD), sobre o retorno de Julio Garcia à Alesc

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NÃO ESTOU NEM AQUI

Enquanto o clima tenso tomava conta da Câmara, prefeito Beto Passos e o vice Renato Pike se encontravam com o secretário de Infraestrutura e Mobilidade do Estado, Leodegar Tiscoski, em Florianópolis na terça, 20. Segundo a assessoria do Município, foram apresentadas demandas e projetos do município de Canoinhas. A assessoria não especificou quais seriam essas demandas e projetos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VETOS

A Comissão de Constituição e Justiça aprovou, nesta terça-feira, 20, pareceres pela rejeição de duas mensagens de veto do Poder Executivo a projetos de lei de origem parlamentar.

 

 

 

Um dos relatórios sugere a derrubada do veto parcial ao projeto de lei que estabelece novas exigências a serem cumpridas nos casos de compras públicas com dispensa de licitação. A iniciativa é da Comissão Parlamentar de Inquérito conhecida como CPI dos Respiradores.

 

 

 

 

A CCJ também acatou o relatório que recomenda a derrubada do veto total ao projeto de lei do deputado Jessé Lopes (PSL) que regulamenta o uso de equipamentos de proteção individual pelos agentes de segurança socioeducativos. O texto permite que os servidores utilizem esses dispositivos e instrumentos de menor potencial ofensivo em situações de risco iminente nas unidades onde atuam. O objetivo é proteger a integridade física dos internos e dos profissionais, além de minimizar danos ao Estado.

 

 

 

 

Os vetos analisados pelo colegiado agora vão ser votados pelo Plenário.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOU DE BIKE

A Comissão de Constituição e Justiça aprovou, nesta terça-feira, 20, o projeto de lei que institui a Política Estadual de Mobilidade por Bicicleta e cria o Programa Bicicleta em Santa Catarina. A iniciativa é do deputado Valdir Cobalchini (MDB).

 

 

 

 

O projeto de lei visa incentivar o uso da bicicleta como transporte alternativo e de lazer, para ampliar as formas de circulação urbana e estimular uma visão cultural positiva em favor do ciclismo. A matéria segue agora para análise das comissões de Finanças e Tributação e de Transportes e Desenvolvimento Urbano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou projeto de lei que dispõe sobre a comunicação pelos condomínios residenciais aos órgãos de segurança pública sobre ocorrência ou indícios de violência doméstica e familiar contra mulher, criança, adolescente ou idoso nas suas dependências. A proposta foi apreciada pelos membros do colegiado nesta terça-feira , 20, na Assembleia Legislativa.

 

 

 

 

 

O colegiado aprovou, ainda, a proposta que institui o programa “Tem Saída”, destinado ao apoio de vítimas de violência doméstica e familiar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PARA TODOS

A Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Assembleia Legislativa aprovou, nesta terça-feira, 20, o projeto de lei que obriga a instalação de brinquedos adaptados para crianças com deficiência em locais de lazer públicos e privados de Santa Catarina.





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