Para Moisés, Mafra tem mais relevância que Canoinhas


Governador conversou cm o prefeito Beto Passos na recepção do Hospital Santa Cruz/Divulgação

Visita do governador a região trouxe desânimo a classe política

 

 

 

RELEVÂNCIA

A visita do governador Carlos Moisés (PSL) ao Planalto Norte nesta semana não poderia ter sido mais desastrosa. Começou com o anúncio em cima da hora. A primeira visita foi a um agricultor beneficiado pelo Celesc Rural, isso na semana em que fervia o debate sobre a falta de sensibilidade da estatal ao aumentar a conta de luz em 8,14%. Está na mesa do governador o projeto de lei aprovado na Assembleia que impede a estatal de proceder o aumento.

 

 

 

No Hospital Santa Cruz de Canoinhas (HSCC), a expectativa era de que ele desse data para o pagamento de cirurgias eletivas realizadas no ano passado. Moisés nem sabia que devia algo ao HSCC. Estava ali mesmo para passear, o que ficou mais cristalino na coletiva para a imprensa com cada repórter tendo direito a uma solitária pergunta.

 

 

 

 

A coletiva começou com uma sonolenta digressão sobre o que o governo do Estado fez para combater a pandemia. Quando as perguntas começaram, mais decepção, com respostas protocolares e evasivas. A impressão dos repórteres era de estarem sendo atendidos por aqueles atendentes virtuais ao ligarem para um 0800 qualquer.

 

 

 

Sem anunciar um real de investimento em Canoinhas, Moisés saiu pela porta dos fundos do HSCC, deixando no vácuo vários políticos que o esperavam no hall do Hospital.

 

 

 

 

O mais desastroso da visita de Moisés foi que o mísero anúncio da liberação de um empréstimo via Badesc no valor de R$ 5 milhões aconteceu pouco depois em Mafra, onde fez outros anúncios para o Planalto Norte – a maioria empréstimos via Badesc – no valor de R$ 45 milhões. Mafra foi a cidade mais beneficiada. Que Canoinhas leia essa mensagem como quiser.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PARA QUE?

A assessoria do governador não detalhou para que fim serão destinados os R$ 5 milhões liberados via empréstimo do Badesc. Coube a assessoria de imprensa da prefeitura de Canoinhas esclarecer. Parte do dinheiro será usada na aquisição de um terreno para instalação de um novo cemitério municipal.

 

 

 

Outra parte será usada para construção de 12 parquinhos infantis, 10 quadras de grama sintética nos bairros e 10 academias ao ar livre nos bairros.

 

 

 

Prefeito Beto Passos (PSD) esteve brevemente com Moisés, onde assinou o contrato de financiamento. Agora os projetos das obras serão enviados ao Badesc para análise dos engenheiros. Com a aprovação, inicia-se o processo licitatório para contratação de empresa para realizar a obra.

 

 

Em relação ao cemitério, com a liberação do financiamento iniciam-se os trâmites para desapropriação amigável de um terreno.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O MOTIVO

Passos não quis ser indelicado com Moisés, muito embora não pareça simpatizar com o governador. O motivo para aparecer brevemente durante a passagem dele por Canoinhas foi o receio de ser fotografado em algum evento, o que poderia lhe trazer dores de cabeça por causa do período eleitoral.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

INVERTIDO

Acostumada a aguardar, a imprensa teve um atendimento diferenciado por parte da enxuta assessoria do governador Moisés. A situação nesta quinta, 27, se inverteu. A imprensa foi recebida em uma sala preparada para a entrevista enquanto políticos ficaram do lado de fora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PSL PODE DAR UM TRIPLO TWIST CARPADO

Célio Galeski, presidente do PSL de Canoinhas, também ficou de fora, enquanto Moisés era ciceroneado pelos deputados Paulinha (PDT), que é líder do governo na Assembleia e pelo federal Fábio Schiochet (PSL), arvorados como deputados que representam a região.

 

 

 

 

Embora não tenha tido a devida consideração do governador, Galeski pode passar a ser visto com outros olhos pelos demais partidos. Esvaziado com a saída de Jair Bolsonaro, o PSL s tornou patinho feio. Contudo, o  bilionário fundo partidário que Bolsonaro credita a si próprio (e tem total razão) pode fazê-lo voltar ao partido (reportagem da Veja desta semana mostra que ele deu sinal neste sentido ao presidente nacional Luciano Bivar). Os que pretendem usar a imagem de Bolsonaro na campanha a fim de capitalizar a votação histórica que o presidente obteve por aqui terá de se render a Galeski.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

POSSIBILIDADES

Galeski já disse que vai ser vice de alguém. Nesta semana, Ivan Krauss, pré-candidato a prefeito pelo PRTB, disse que a coligação ainda não foi fechada “porque temos entraves com relação a velha política e ao fundo partidário”, em uma clara referência a possibilidade de fechar com Galeski. O PSL terá a maior fatia do fundo.

 

 

 

Em outra ponta, o MDB de Paulinho Basilio também tem conversado com Galeski.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NO PÁREO

O vice-prefeito de Três Barras Gilson Nagano (PL), lançou, conforme a coluna havia adiantado, pré-candidatura a prefeito, oficializando o rompimento com Luis Shimoguiri (PSD). O que surpreendeu muita gente, no entanto, não foi  anúncio, mas a imagem usada pelo vice-prefeito para a divulgação. Na foto, Nagano aparece com o braço esquerdo amputado. Felizmente trata-se de uma falha gráfica. No mundo real, Nagano segue com os dois braços.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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OBRAS

O reajuste aplicado pelas cimenteiras na pandemia provocou reação na indústria da construção civil, mas também atingiu o varejo de material de construção, que recebeu o repasse em um momento de alta da demanda puxada por pequenos clientes em busca de produtos para reformas pontuais, o chamado consumo formiga.

 

 

 

 

 

O auxílio emergencial de R$ 600 ajudou a turbinar o consumo nas lojas de material de construção. Segundo a Anamaco, entidade que representa o setor, 54% dos varejistas relataram alta nas vendas no mês passado. Parte do auxílio vai bancar o aumento no preço, segundo aqueles que questionam os reajustes das cimenteiras.





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