Para Justiça, Passos não agiu incorretamente ao chamar Norma de mentirosa


Norma e Paulinho em campanha no final de semana/Divulgação

Fina de semana teve a vitória de Passos na Justiça Eleitoral, mas revés por causa de vídeo

 

 

 

SOBRE MENTIRAS E VÍDEOS

O fim de semana foi marcado por mais uma derrota judicial para a campanha de Norma Pereira (PSDB) – na semana passada ela teve de dar direito de resposta dentro de suas inserções de rádio a Beto Passos (PSD) – mas de saia justa para o prefeito que busca a reeleição.

 

 

 

A Justiça Eleitoral considerou não haver fundamento em Representação por Propaganda Eleitoral Irregular proposta pela coligação de Norma em relação a Passos. A representação afirma que Passou veiculou em propaganda para eleição majoritária mídia em desacordo com a Legislação Eleitoral, tendo chamando a candidata Norma de “mentirosa”.

 

 

 

 

A juíza eleitoral Marilene Granemann de Mello admitiu na sua decisão que “No ponto, vejo que de fato, na propaganda veiculada pelo representado, a candidata Sra. Norma Pereira é chamada de ‘mentirosa’, ‘candidata da mentira’. (…) Segue que não é possível afirmar que o referido texto veiculado, numa análise sumária, reflita a verdade, a considerar a documentação que aportou no Registro de Candidatura do candidato Gilberto dos Passos, e que por isso assumiu caráter público, conforme já analisei nos autos respectivos; e ainda porque, seguramente que à Justiça Eleitoral, em sede de representação, não compete a análise do efetivo valor do imóvel.” A juíza se refere ao fato de a campanha de Norma ter afirmado que a casa de Passos custou R$ 1 milhão, quando Passos provou documentalmente que o valor da casa é de R$ 700 mil. “A própria impetrante esclarece a questão fática discutida, ao narrar que: ‘o spot não questionou, nem mesmo disse que não poderia, e em específico se um vendedor de coxinha pode ou não adquirir uma casa própria. Mas sim quanto tempo é necessário para qualquer um deles (profissionais) para adquirir uma casa de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Lembrando que o valor declarado pelo Prefeito BETO PASSOS é de R$ 700.000,00 (setecentos mil reais), cuja a informação consta da declaração de bens unilateral ao fornecida à Justiça Eleitoral”, afirma o parecer do juiz relator Rodrigo Fernandes. “Neste cenário, entendo que a representação improcede”, sentenciou a juíza.

 

 

 

 

Enquanto Passos comemorava a decisão, um vídeo no qual aparece aglomerado, sem máscara e cantando com um grupo de homens pipocou nos grupos de WhatsApp. O vídeo vai contra o que prega o decreto assinado pelo próprio prefeito, que recomenda que não sejam realizadas festas particulares em residências. O mesmo decreto em vigor assinado por Passos diz que “as reuniões presenciais deverão respeitar as diretrizes sanitárias (uso de máscara e disponibilização de álcool em gel). Recomendam-se as reuniões on-line. ”

 

 

 

 

À coluna, Passos disse que estava usando máscara, que foi tirada somente para almoçar. Enquanto ele se alimentava, teria sido chamado para uma foto no exato momento em que o curto vídeo foi gravado.

 

 

 

 

 

Sobre a sentença desfavorável à Norma, sua assessoria afirmou que o departamento jurídico está avaliando as medidas judiciais cabíveis com o caso.

 

 

 

 

 

PELAS REDES

Beto Passos rebateu vídeo publicado por Norma Pereira no qual o empresário Giovani Klempous (MDB) critica “falcatruas para cima da Norma”. No vídeo publicado por Passos, o irmão de Giovani, o ex-vereador Juca Klempous elogia o prefeito. “O amigo Juca Klempous é filho do saudoso prefeito José João Klempous, que foi um homem simples, honesto e muito sério. Receber um depoimento e o apoio do amigo Juca me deixa muito feliz, porque, é um homem que possui muitos trabalhos prestados para a sociedade canoinhense, de maneira especial aos nossos agricultores”, postou Passos. Ele destacou, também, o passeio ciclístico realizado no sábado, 24.

 

 

 

 

 

 

 

 

Norma Pereira (PSDB) destacou a live que fez ao lado do ex-prefeito Leoberto Weinert )(MDB). “A Live de hoje ainda mais especial! Não poderia ter melhorar forma de encerrar o domingo, falando sobre assuntos importantíssimos para a nossa cidade e poder ouvir o mestre Leoberto Weinert. Quem não conseguiu acompanhar ao vivo, pode acessar no Facebook quando tiver um tempinho, vale muito a pena. Uma boa noite e uma semana iluminada a todos.”

 

 

 

 

 

 

 

Já Ivan Krauss (PRTB) não havia postado até às 10h desta segunda, atos de sua campanha no final de semana.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

INDEFERIDO

Por falta de apresentação de documentação, a Justiça Eleitoral indeferiu o pedido de registro de candidatura de Alessandra de Fátima Pereira Coutinho pelo Cidadania de Três Barras. Ela tentava preencher uma vaga remanescente do partido.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FLAGRA

O deputado estadual Kennedy Nunes (PSD), relator do processo do impeachment de Carlos Moisés (PSL) no tribunal de julgamento, que decidiu afastar o governador por 180 dias em votação nesta sexta-feira, 23, foi flagrado durante a sessão fazendo críticas aos desembargadores do tribunal.

 

 

 

 

 

 

As imagens foram feitas pelo cinegrafista Fabiano Souza, da NSC TV. Durante a votação, Kennedy foi flagrado conversando no WhatsApp com uma pessoa que xinga os desembargadores. Na resposta, o deputado fala em “máfia da toga”, e na sequência a pessoa que conversa com Kennedy chama Moisés de “traíra”.

 

 

Em um outro momento, em um grupo chamado “Kennedy Nunes”, o deputado diz aos participantes: “O direito é BEM mais sujo que a política”.

 

 

 

Mais tarde, quando a votação estava em 4 a 4, um outro contato do deputado diz: “Se escapar dessa, na outra deve cair”, em uma referência ao segundo pedido de impeachment, sobre o caso dos respiradores. Kennedy Nunes responde: “Não creio em mais nada”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REAÇÃO

A Alesc emitiu nota repudiando o belo exemplo de bom jornalismo: “A Assembleia Legislativa repudia com veemência a quebra de sigilo pessoal e familiar cometida hoje pelo grupo NSC, no jornal do Almoço e também no portal, a pretexto de “matéria”, ao tornar público conversa do deputado Kennedy Nunes no seu grupo familiar de WhasApp. Nenhuma justificativa há para esse tipo de invasão em conversa estritamente privada. E nenhum objetivo cumpre a propagação dessa “informação”, senão o de buscar desmoralizar o homem público e espalhar a cizânia entre os Poderes constituídos. O Poder Legislativo de Santa Catarina age e sempre agiu com transparência, respeito a todas as posições políticas e ideológicas e apreço à democracia e à liberdade de expressão. No entanto é preciso respeitar primeiramente os limites éticos da convivência em sociedade. A “matéria” patrocinada pela NSC nada mais é do que afronta deliberada ao Legislativo e a todos os seus representes.”

 

 

 

Faltou dizer que nenhum ato cometido dentro de um espaço público como a Alesc merece ser ocultado, especialmente uma conversa concernente ao tema em pauta no plenário. Se o deputado tem um discurso público e outro privado, é dever da imprensa expor, e ele que se explique.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REAÇÃO 2

O Tribunal de justiça também se pronunciou por meio de nota, botando panos quentes no episódio: “Embora seja questionável ética e juridicamente a divulgação de mensagem em grupo privado, sem autorização, em mídia aberta, e ainda que se entenda tratar de opinião de caráter pessoal, é de todo reprovável a qualificação pejorativa de membros do Poder Judiciário em razão de suas manifestações e votos, sobretudo quando consideradas as circunstâncias. A despeito do incidente, a presidência do Poder Judiciário de Santa Catarina, por seu corpo diretivo, compreende que se trata de opinião estritamente pessoal, sem que represente manifestação institucional do Parlamento catarinense, e aproveita o ensejo para destacar a histórica harmonia e autonomia entre os poderes constituídos no Estado de Santa Catarina, bem como reafirma a atuação de forma independente dos Srs. desembargadores e dos Srs. Deputados que compõem o Tribunal Especial de Julgamento.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VITÓRIA BOLSONARISTA

A vice-governadora Daniela Reinehr

A manutenção do mandato de Daniela Reinehr é vitória para Jair Bolsonaro, que cedeu sua advogada pessoal para defender a vice-governadora – a partir de terça-feira, 27, governadora interina. Ao contrário de Moisés, Daniela só se aproximou cada vez mais de Bolsonaro e dos extremistas que o apoiam incondicionalmente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CASA DO POVO

Chama a atenção o número de candidatos a vereador de Canoinhas prometendo que se eleitos forem vão abrir um “escritório do povo”. Ignoram que isso já existe. Chama-se Câmara de Vereadores.

 





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