segunda-feira, 27

de

setembro

de

2021

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Para consciência coletiva do momento dramático da pandemia, precisamos de ações individuais

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Se você precisar ser intubado no Hospital Santa Cruz não será o prefeito a sofrer

 

 

 

MOMENTO CRÍTICO

Prefeitos, governadores e o presidente podem ser acusados de não terem agido adequadamente no combate à pandemia iniciada em março do ano passado, ignorando uma cartilha escrita no século passado detalhando tudo que aconteceu entre 1918 e 1919 –  incluindo uma segunda onda mais agressiva – no caso da gripe espanhola. O que não se pode é ignorar medidas comprovadamente eficazes contra a covid achando que quem vai se danar é o prefeito, o governador ou o presidente. Quando você estiver com um tubo rasgando sua garganta – se tiver a sorte de achar um – em alguma hoje inexistente vaga de leito de UTI, não é o prefeito, o governador ou o presidente quem vai estar sofrendo. A dor é intransferível. Nem sua mãe, que se pudesse passaria essa dor por você, poderá fazê-lo.

 

 

 

 

O agravamento da pandemia – vivemos a maior crise sanitária da história do Brasil, com o sistema público de saúde colapsado – exige medidas, sobretudo, individuais. Ir para a rede social detonar os vizinhos ou os donos de bares por promoverem aglomerações tem lá sua função social, mas só a consciência individual de que preciso me cuidar vai me salvar 1) para não morrer; 2) para não morrer à míngua, sem leito de UTI; 3) para não pressionar ainda mais o sistema de saúde. A vida é uma só e cada um sabe mais do que qualquer outra pessoa do valor da sua.

 

 

 

 

 

Ontem o governador Carlos Moisés (PSL) cometeu sincericídio ao reconhecer ao repórter Raphael Faraco, da NSC TV, que não tem mais o que fazer além de tentar abrir mais leitos de UTI que, reconhece, serão sempre insuficientes diante de tamanha tragédia – a fila hoje está em 400 pessoas em centros de triagem e pronto atendimentos do Estado aguardando vaga de UTI. É isso mesmo. Aos prefeitos e governadores resta lamentar por aqueles que não se cuidaram. Atitudes egoístas e obtusas levaram milhares de catarinenses a acharem que se ficassem doentes “azar do Estado” que tem o dever de garantir a ele um leito de UTI. Não tem mais leitos, a doença não tem tratamento, é contar com a sorte e com o seu sistema imunológico. O que se faz hoje nas UTIs é tentar manter o paciente vivo para seu organismo lutar contra o vírus. Alguns obtêm sucesso, muitos não. Alguns nem chegam a ser internados porque procuram médicos que estão enriquecendo vendendo receitas com o chamado “Kit Covid” formado por remédios sem eficácia comprovada contra a covid. A pessoa melhora e passa a pregar a favor desses remédios, louvando médicos inescrupulosos que levam à risca o mantra de não perder uma boa oportunidade de faturar. O que será que pensam os cloroquiners sobre os verdadeiros heróis da Saúde que lutam contra o vírus nas UTIs? Só podem achar que são idiotas já que basta comprar um remédio que custa(va) R$ 20 na farmácia que estaria tudo resolvido.

 

 

 

 

O pior: essas pessoas incentivam os incautos que concluem obtusamente: se tem remédio por que vou usar máscara? Por que vou deixar de comemorar meu aniversário? Compro o “Kit Covid” e está tudo resolvido, oras.

 

 

 

 

 

 

 

Tomar qualquer remédio receitado por qualquer médico diante de uma doença que não tem cura é uma atitude legítima de tentativa de defesa da própria vida, mas defender isso como a solução é de uma desonestidade cruel porque brinca irresponsavelmente com os sentimentos das famílias de 284.775 brasileiros mortos pela covid-19. Se você ler esse texto depois das 9 horas desta quinta-feira, 18, pode acrescentar pelo menos mais um morto por minuto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Há um percentual de pacientes em que a doença agrava e ele vem a óbito. Isso é natural da doença, a perda da vida”

do governador Carlos Moisés (PSL), demonstrando conformismo com as mortes por covid-19 em entrevista à NSC TV

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NÃO ACREDITE

Quem prega o tratamento precoce, que não tem atestado científico, acusando todo o sistema público de saúde do país de fazer parte de um complô internacional para lotar UTIs (não faz sentido nenhum, mas tem quem acredite), fica o registro: Canoinhas tem protocolo para tratamento de covid-19 desde junho de 2020. O tratamento para os primeiros dias de sintoma, sem fator de risco, inclui hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina, vitamina C, zinco, vitamina D, N acetil cisteína. Todos os médicos podem receitar os medicamentos que, inclusive, estão disponíveis na farmácia do SUS, que funciona na Policlínica. Prefeito Beto Passos (PSD) destacou em live no domingo, 14, que trata-se de uma decisão que cabe aos médicos em comum acordo com seus respectivos pacientes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Até agora não vi um dos reclamers de Canoinhas ir para as redes sociais indignado afirmar que teve negado o “kit covid” no sistema público. Se isso acontecesse, tão certo quanto dois mais dois são quatro lá estariam detonando o sistema público de saúde.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FECHOU O TEMPO

As várias estocadas do vereador Marcos Rogério de Paula (PL) no prefeito Luiz Shimoguiri (PSD) com indiretas à sua esposa, a também vereadora Carla Shimoguiri (PTB), teve um capítulo tenso na sessão desta quarta, 17.

 

 

 

Raramente (ou nunca) Carla responde a provocações. Nesta quarta, no entanto, além de se defender fez uma defesa do marido. “Até o ano passado era o melhor prefeito do mundo”, disse se referindo a Marcos.

 

 

 

 

O vereador pediu uma parte, mas como Carla não cedeu, o presidente Edenilson Engel (PSD) não autorizou a fala, sob protestos de Marcos, que insistia que teria parte por ter sido citado pela vereadora. “Não tem nada de perseguição. Luto pelo Município. Luiz Shimoguiri nunca foi melhor prefeito do mundo pra mim”.

 

 

 

 

 

 

 

 

TAXA DE EXPEDIENTE

Contribuintes estão reclamando de uma taxa cobrada ao gerar o boleto do IPTU pelo site da prefeitura de Canoinhas. A taxa de expediente tem validade quando o boleto é retirado na prefeitura, mas, pensam os contribuintes, se se imprimo o boleto em casa não se está usando esse serviço público. A taxa, explica o Município, está prevista no Código Tributário. Uma eventual retirada do valor nos casos de quem imprime o boleto pela internet está sendo estudada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SERVIÇOS

A legislação diz que “A taxa de serviços administrativos tem como fato gerador a prestação, pela Prefeitura, dos serviços de expediente relativos à protocolização de petições e documentos renovação de contratos administrativos, fornecimento de certidões, atestados, segundas vias de alvarás de licença, documentos de arrecadação e outros, averbações diversas, fornecimento de fotocópias de documentos, plantas e outros serviços semelhantes.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PM

A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa vai convidar o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Dionei Tonet, para prestar esclarecimentos sobre os critérios usados pela corporação para distribuir novos policiais entre os municípios e regiões catarinenses.

 

 

 

A dúvida sobre o processo motivou a realização de uma Sessão Especial na tarde desta quarta-feira, 17, na Assembleia Legislativa. O presidente do Colegiado Superior de Segurança Pública, coronel Charles Alexandre Vieira, participou por meio de videoconferência da reunião proposta por requerimento dos deputados Sargento Lima (PSL) e Kennedy Nunes (PSD).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DESASTRES

A Comissão de Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa aprovou, nesta quarta-feira, 17, a admissibilidade de duas Medidas Provisórias para auxiliar os municípios catarinenses que sofreram prejuízos por causa de desastres naturais. Uma delas trata da transferência de recursos para cidades atingidas por estiagem e a outra promove apoio para a recuperação de empreendimentos afetados por catástrofes climáticas. Por se tratarem de MPs, as medidas já estão em vigor. Elas dependem agora da confirmação do legislativo.