Dados da operação que teve como alvo prefeitura de Major Vieira seguem em sigilo


Buscas na prefeitura de Major Vieira/Divulgação

Operação cumpriu 20 mandados ainda em Balneário Piçarras e União da Vitória; não houve prisões

 

Na manhã desta sexta-feira, 31, o Ministério Público e a Polícia Civil de Santa Catarina deram início à fase de campo da Operação Et pater filium, que investiga uma possível organização criminosa voltada para a prática de crimes de fraudes a licitações e corrupção no Planalto Norte Catarinense, especialmente no município de Major Vieira.

 

 

A investigação, coordenada pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, foi desenvolvida pelo Grupo Especial Anticorrupção do Ministério Público (GEAC) e pela Divisão de Investigação Criminal de Canoinhas (DIC) com o auxílio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e demonstra uma ligação próxima entre empresários e funcionários públicos para direcionar as contratações públicas, a maioria no ramo de construção civil, para empresas parceiras em troca do pagamento de vantagens ilícitas aos agentes públicos, causando danos milionários aos entes públicos.

 

 

 

 

Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão deferidos pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) em três municípios: Major Vieira e Balneário Piçarras, em Santa Catarina, e União da Vitória, no Paraná. No cumprimento das diligências, foram empregados 55 policiais, civis e militares, integrantes do Gaeco e da Delegacia de Polícia Civil de Canoinhas. Um dos mandados foi cumprido na prefeitura, outro na casa do prefeito de Major Vieira, Orildo Severgnini (MDB) e outro no prédio onde fica o Banco do Brasil, onde mora um dos filhos de Severgnini.

 

 

 

Em uma empresa em União da Vitória ninguém foi preso, mas as equipes tiveram acessos a documentos incorporados a investigação.

 

 

 

 

O JMais conseguiu apurar que não houve prisões também em Major Vieira e Balneáiro Piçarras e o processo está em sigilo por enquanto, mas o Ministério Público já pediu a liberação do sigilo pra dar resposta à sociedade.

 

 

 

 

A expressão em latim – Et pater filium – remete ao fato de estarem associados para o cometimento dos atos de corrupção duas duplas de pai e filho, empresários de um lado e funcionários públicos, de outro.





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