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Operação da polícia paulista contra quadrilha ouve suspeito em diligência em Canoinhas

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Organização criminosa é acusada de furtar grandes quantidades de roupas para vender

Uma operação desencadeada por policiais civis de São Paulo teve uma ação realizada em Canoinhas nesta quinta-feira, 21. Segundo o delegado de comarca Rui Orestes Kuchnir, há cerca de três meses três homens foram flagrados dentro de uma loja de roupas furtando durante a madrugada no centro de Canoinhas. Os três foram autuados em flagrante.

Posteriormente descobriu-se que os três fazem parte de uma quadrilha interestadual especializada em furtar roupas em lojas de grife para vender a preço bem mais em conta.

Dos três detidos em Canoinhas, apenas um segue na Unidade Prisional Avançada da cidade (UPA). Os outros dois foram recambiados para outros presídios. Kuchnir conta que os policiais paulistas tomaram depoimento do detido na Delegacia da comarca. A UPA liberou o detento para prestar o depoimento.

A operação desencadeada pela Polícia Civil nesta quinta foi deflagrada nos Estados do Paraná e Santa Catarina, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo.

A Operação denominada Trapos de Luxo mostrou que esse mesmo grupo criminoso cujos integrantes foram presos em Canoinhas é responsável por furtos ocorridos nos últimos meses na região de Presidente Prudente (SP), causando prejuízo inicial superior a R$ 1 milhão. As vítimas são proprietários de lojas de roupas de várias marcas e grifes da cidade paulista. O nome da operação decorre da denominação de uma pessoa jurídica criada pelo grupo, para distribuir roupas de grife em vários Estados, obtidas por meio dos crimes.  

Além do depoimento prestado em Canoinhas, as ações desta quinta foram realizadas por 40 policiais civis da região de Presidente Prudente nas cidades de Curitiba (PR), Fazenda Rio Grande (PR), Rebouças (PR), Rio Azul (PR) e Itapema (SC). As diligências foram coordenadas a partir do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) 8 de Presidente Prudente.

Cinco pessoas foram presas, sendo três por força de mandados de prisão temporária, decretadas pelo Poder Judiciário de Junqueirópolis (SP), e duas mulheres em flagrante delito. Outras duas pessoas permanecem foragidas.  

REINTRODUÇÃO

As investigações ainda revelaram que a maior parte do material furtado é reintroduzido na economia formal e que todas as roupas eram comercializadas e adquiridas por pessoas comuns, por meio de outros estabelecimentos. Parte das roupas eram distribuídas ainda para comércio nas denominadas feiras de praia, especialmente em Itapema (SC), região de meia praia e Balneário Camboriú (SC).

Em um condomínio de Curitiba, policiais civis localizaram roupas furtadas em uma das lojas da região de Presidente Prudente. No local foram presas as duas mulheres, o que causou surpresa em alguns moradores que não desconfiavam da rotina do grupo.

As investigações prosseguem.