Olhos que Condenam, da Netflix, revolta e emociona

Olhos que condenam/Divulgação

Minissérie conta história real de cinco jovens condenados injustamente

 

 

 


RACISMO E INJUSTIÇA

Quem assistiu filmes recentes como Histórias Cruzadas e Estrelas Além do Tempo deve ter ficado chocado com a forma como as negras eram tratadas ali nos anos 1950 e 1960, um sopro temporal se pensarmos na história da humanidade neste planeta. A impressão que se tem, ao fim dos filmes, é de que, ufa, enfim os estadunidenses se tornaram seres racionais e entenderam que a origem de brancos e negros é a mesma.

 

 

Ledo engano. Aí está essa minissérie ‘soco no estômago’ da Netflix, que já se tornou a mais vista do serviço de streaming, que comprova que nada aprenderam. Olhos que Condenam conta a história real de cinco jovens negros do Harlem que em 1999 foram injustamente acusados de estuprarem uma mulher no Central Park. Eles só foram inocentados em 2014, depois que evidências de DNA comprovaram que o grupo não estava conectado ao brutal crime contra Trisha Meili. O real estuprador teve de abrir a boca por livre e espontânea vontade porque parecia conviver bem com os tantos crimes que cometeu, mas não suportou carregar a culpa de arrastar cinco inocentes para o inferno das prisões.



 

 

A diretora e ativista Ava Duvernay e um elenco brilhante conseguem dar humanidade tocante a história dos ‘cinco do Central Park’ como ficaram conhecidos. O foco no sofrimento deles contrastando com o serviço criminoso dos policiais, investigadores e a promotora pública é de causar náuseas de indignação no espectador. A forma como o preconceito permeia toda a história, inclusive com contribuição substancial da imprensa, revolta.

 

 

O caso aconteceu há 20 anos. À época, um empresário topetudo se meteu no que não foi chamado e torrou uma fortuna em anúncios na mídia pedindo a morte dos cinco inocentes. Hoje, Donald Trump, todos sabem, é presidente do País que condenou injustamente os cinco. Será que alguma coisa mudou?

 

 

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