Número de filiações partidárias está abaixo da média em todo o País

Número nos primeiros meses deste ano não chega a metade do que foi alcançado em 2011

 

 

DESILUSÃO

A desilusão e o desprezo com que boa parte dos brasileiros tratam a política levou a uma queda no número de filiações partidárias.


 

 

 

O número de filiações registradas de janeiro a abril deste ano – apenas 44,2 mil – aponta, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o interesse pelas legendas caiu. Em anos pós-eleitorais, a procura costuma ser alta. Em 2011, por exemplo, houve 108,8 mil novos filiados a siglas no mesmo período, os primeiros quatro meses do ano. Em 2015, foram 93,2 mil, mais de duas vezes o número de filiações no início de 2019.

 

 

 

Em números totais, o montante de filiações é o mais baixo desde 1997, quando somente 29,1 mil se filiaram a partidos. Neste ano, a legenda com o maior número de filiados foi o Republicanos (antigo PRB), ligado à Igreja Universal do Reino de Deus. Com uma campanha em massa de filiações no estado do Amazonas, a legenda conseguiu conquistar 16,3 mil novos membros.

 

 

 

O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, registrou apenas 1,8 mil filiações. No ano passado, a legenda foi a que mais cresceu: filiou 42,2 mil pessoas, 21% do total de ingressos do ano. O maior interesse pelo PSL ocorreu em outubro. 

 

 

 

 

 

 

“O fim da coligação vai reduzir na próxima legislatura para oito ou nove partidos”

do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, durante passagem por SC na semana passada sobre o fim das coligações para a disputa proporcional, válida para a próxima eleição para Câmaras de Vereadores

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BANDEIRA

O dono da Havan, Luciano Hang, foi acionado pelo Ministério Público por usar a bandeira do Brasil nos cartões de crédito que são distribuídos a seus clientes. “Expliquei que a distribuição é gratuita e que fazemos isso como forma de patriotismo. Vou esperar para ser preso, mas não vou deixar de usar a bandeira”, disse o empresário à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. 

 

 

 

 

 

 

6.044

casos de embriaguez ao volante foram registrados somente neste ano em SC, aumento de 63% em relação ao ano passado



 

 

 

 

 

 

 

 

BOLSA-EMPRESÁRIO

Reportagem do Estadão deste domingo, 1, mostra que tem até empresário recebendo Bolsa-Família. 

 

 

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou indícios de irregularidade em benefícios pagos pelo governo que somaram R$ 2,25 bilhões em 2018. A maior parte das suspeitas foi encontrada em benefícios previdenciários acima do teto do INSS, acumulados indevidamente ou concedidos mediante uso irregular de documentos, num total de R$ 957,1 milhões. Outros R$ 649,5 milhões em repasses duvidosos são do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

 

 

 

 

No caso do Bolsa Família, havia 207,7 mil beneficiários com renda formal acima do limite permitido no programa. O benefício é pago a famílias com renda per capita de até R$ 178,00 (valores de 2018). Mas havia beneficiários com renda per capita até acima de 10 salários mínimos. Há ainda sócios de empresas com “alto capital social” e com “alta folha de funcionários” que receberam o Bolsa Família, provavelmente de forma irregular. Pessoas já falecidas também receberam pagamentos do programa.

 

 

 

 

Os dados serão encaminhados ao Poder Executivo e devem servir de base para o governo direcionar os trabalhos da força-tarefa que faz a revisão dos benefícios com indícios de irregularidade. O pente-fino foi instituído pela Medida Provisória (MP) 871, transformada em lei pelo Congresso Nacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

CARAS DE PAU

Em 2016 estourou um escândalo de corrupção em Foz do Iguaçu (PR) que levou mais de metade dos vereadores para a cadeia. Todos estão livres respondendo ao processo em liberdade. Ao retomar as funções legislativas, agora eles querem R$ 300 mil em salários retroativos, devidos, segundo eles, no período em que estavam presos.

 

 

 

 

 

 

75%

dos brasileiros acham ser legítimo o interesse estrangeiro pela Amazônia, indica pesquisa Datafolha




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