Nem nas piores estiagens vimos a Flona arder em chamas como ontem


Imagens de 170 hectares de mata em chamas coloca Canoinhas numa estranha realidade nacional

 

FLONA EM CHAMAS

Nos meus 38 anos de vida, pelo menos desde que me entendo por gente, nunca tinha visto um incêndio florestal das proporções que se viu ontem na Floresta Nacional de Três Barras (Flona). Nem nas piores estiagens – e olha que já tivemos inúmeras – o fogo se alastrou de tal forma pela Floresta.

 


 

Três Barras, dessa forma, entra no estranho mapa dos incêndios florestais que assolam o país nos últimos meses. Será coincidência?

 

 

 

Ainda não se tem claro o que acontece no Brasil. Sabe-se, porém, que as queimadas têm aumentado numa escala assustadora. As queimadas no Brasil aumentaram 82% em relação ao ano de 2018, se compararmos o mesmo período de janeiro a agosto – foram 71.497 focos neste ano, contra 39.194 no ano passado. Esta é a maior alta e também o maior número de registros em sete anos no país. Os dados são do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), gerados com base em imagens de satélite. É nesse cenário que tenta-se explicar o incêndio na Flona a partir da seca. Importante lembrar que apesar de o rio Canoinhas voltar ao estado de alerta, com 1,37 metro de cheia, tivemos uma chuva torrencial há pouco mais de duas semanas. 

 

 

 

Importante dizer que apesar de um comentário aqui e outro ali, ninguém ainda entendeu a causa do incêndio na Flona. Especular neste momento seria temerário.

 

 

 

 

Inegável reconhecer, no entanto, que a mudança de governo no cenário federal inflamou o discurso ambiental. Gente desde sempre considerada criminosa, se sentiu à vontade para vir a público reivindicar o que nunca foi deles, encorajados pelo discurso distorcido do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O Dia do Fogo ainda é algo ainda a ser esclarecido, mas que ficou nas penumbras do noticiário. Somente o jornalista que denunciou o acerto entre fazendeiros pagou pelo caso, tendo de viver em medo constante, ameaçado por aqueles que denunciou.

 

 

 

 

O incêndio na Flona ocorre, também, quatro dias depois de se anunciar o mais amplo plano de manejo da Floresta, baseado na exploração sustentável da área. Será apenas uma coincidência?

 

 

 

Uma ampla e séria apuração se faz necessária para entendermos o que está acontecendo com a nossa Flona.

 

 

 

 

 

 

 

NOME DE ESCOLA

Quase não passa a alteração do nome da Escola Básica Municipal Evaldo Dranka para Barra Mansa. Precisou do desempate do presidente da Câmara, Célio Galeski (PL). A volta de Cel Mario Erzinger (PL) foi o ponto de inflexão da mudança de rumo do projeto na Câmara. Erzinger entrou no radar de desafetos de Galeski, que lutou pela alteração do nome da escola.

 

 

 

 

 

 

“Quem precisa de pressão é panela”

do vereador Chico Mineiro (PL) sobre a votação do projeto de lei que altera o nome da escola da Barra Mansa

 

 

 

 

 

 

 

R$ 10 bi

foi quanto a Caixa Econômica Federal já creditou do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para 24,3 milhões de clientes com poupança ou conta corrente no banco

 

 

 

 

 

 

 

 

SER OU NÃO SER

Vereador Wilmar Sudoski (PSD) chegou ao ápice da contradição ao afirmar que não existe coisa pior do que ficar em cima do muro, logo em seguida, se abstendo de votar o projeto de lei que alterou o nome da escola da Barra Mansa. Vá entender.



 

 

 

 

 

 

 

INCENTIVO

Vereadores discutiram ontem o projeto de lei que concede benefícios a empresa Yacuy. O projeto foi retirado de pauta na semana passada a pedido do Executivo. Os vereadores defenderam a retomada do projeto a partir de uma discussão com os proprietários da empresa como forma de ajudar a Yacuy a gerar empregos. Eles reclamaram, no entanto, dos ataques que sofreram nas redes sociais e prometeram responsabilizar os acusadores.

 

 

 

 

 

 

 

“Destruindo todo mundo perde”

do vereador Paulo Glinski, criticando quem usa as redes sociais para criticar tudo e todos

 

 

 

 

 

 

 

EMPRESAS PÚBLICAS

O futuro das empresas públicas estaduais e federais que atuam em Santa Catarina será debatido em uma audiência pública. A decisão foi tomada pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, na manhã desta terça-feira (1º), na Assembleia Legislativa.

 

 

 

 

 

Autor do requerimento que definiu a ação, o deputado Fabiano da Luz (PT) citou a necessidade de esclarecer quais empresas podem vir a ter seu controle passado do poder público para a iniciativa privada. “Estamos hoje em um grande debate sobre as privatizações e todas as empresas públicas estão na iminência de serem privatizadas, tanto as estaduais quanto as federais que atuam em Santa Catarina”, comentou o parlamentar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5G, BANHEIROS E EDUCAÇÃO

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia arquivou, na manhã desta terça-feira, dia 1º, o Projeto de Lei (PL) 241/2019, de autoria do deputado Marcius Machado (PL), que proibia testes e instalação da tecnologia 5G da telefonia móvel no estado.

 

 

 

Também foi arquivado o PL 239/2019 que proibia cobrança de caução em atendimento de emergência nos hospitais e clínicas veterinárias particulares. O autor é o deputado Rodrigo Minotto (PDT).

 

 

 

Dois PLs da deputada Luciane Carminatti (PT) na área da educação foram rejeitados pela CCJ. Tratam-se do PL 9/2017, sobre a gestão democrática da educação pública estadual, e o PL 339/2017, sobre os procedimentos prévios obrigatórios nos casos de fechamento de escolas públicas.

 

 

 

Também foi rejeitado o Projeto de Lei Complementar (PLC) 19/2017, de Mauricio Eskudlark, que reservava 20% das vagas de delegado de Polícia para policiais civis. 

 

 

 

 

 

O PL 292/2019, do deputado Felipe Estevão (PSL), que trata da proporcionalidade de banheiros femininos portáteis em eventos públicos e privados, também foi arquivado. O autor queria estabelecer a proporção de dois banheiros femininos para um masculino.

 





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