“Não há hipótese nenhuma de luta armada em Canoinhas”, diz prefeito Beto Passos


Cel Mario Erzinnger na sessão de terça-feira, 2, da Câmara/Reprodução

Câmara de Vereadores e Polícia Militar também se pronunciaram sobre fala do cel Mario Erzinger

 

 

 

REAÇÃO

Prefeito Beto Passos (PSD) vê como improvável a possibilidade de uma luta armada em Canoinhas para defender as ideias do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A possibilidade foi aventada pelo vereador Cel Mario Erzinger (PL) na sessão virtual de terça-feira, 2, da Câmara. Erzinger se disse assustado com a escalada de manifestos no Brasil, criticou os que saíram protestar no domingo contra o fascismo, segundo ele, “com atitudes fascistas”. Erzinger afirmou que se os protestos chegarem a Canoinhas, “talvez tenha de usar minha balaclava”, se referindo a um artefato para esconder o rosto comumente usado em ambientes hostis.

 

 

 

Passos lembrou dos vários protestos contra o governo Dilma ocorridos em 2013 no Brasil e das manifestações pró Bolsonaro em 2018, todas ocorridas pacificamente. “Nem uma lixeira foi quebrada. Nosso povo é do bem, ordeiro”, garantiu, interpretando a fala de Erzinger, que pode vir a ser candidato a vice na sua chapa, como um desabafo de uma pessoa assustada com a escalada da violência em protestos ocorridos recentemente.

 

 

 

Presidente da Câmara de Vereadores, Paulinho Basilio (MDB) emitiu nota ressaltando que “o vereador utilizou o instante das ‘Explicações Pessoais’, no qual é justamente o momento em que os vereadores falam de diversos assuntos e remetem suas opiniões. Somos 10 vereadores, cada um com suas visões e com seus posicionamentos, e eu respeito todas. Enquanto presidente da Casa tenho a missão de dar andamento e transparência aos atos do nosso Poder Legislativo.”

 

 

Basílio segue afirmando que “o Brasil passa por momentos delicados em relação à Pandemia, à área econômica, e em relação à área social. Creio e torço para que todos os políticos que ocupam cargos eletivos estejam trabalhando para o bem de nosso povo, e esse é nosso foco principal aqui na Câmara. Sobre as manifestações, penso que quando ocorrem de forma pacífica e responsável, são salutares, afinal, vivemos em um país democrático.”

 

 

 

 

O comandante da Polícia Militar de Canoinhas, tenente coronel Silvano Sasinski, disse que a PM já se prepara para um cenário de manifestações. “Estamos trabalhando na identificação de manifestações, mas não temos nada concreto. Se ocorrer uma manifestação dessa natureza, vamos garantir a segurança da manifestação e punir excessos. Nunca tivemos histórico de manifestações violentas, mas estamos atentos caso isso venha a ocorrer”.

 

 

 

 

 

55

O vereador Célio Galeski (PSL) enviou nota à coluna pedindo desculpas a quem eventualmente se ofendeu com a fala dele na sessão de segunda-feira, dia 1º, da Câmara de Canoinhas fazendo uma analogia entre o número de pacientes com covid-19 em Canoinhas e o número do PSD, partido prefeito Beto Passos (PSD). “Quero me desculpar pela fala infeliz e desnecessária sobre o número de casos de covid em Canoinhas”, escreveu.

 

 

 

 

 

 

“O governo (Moisés) não deu certo até agora. Essa que é a verdade”

Do presidente da Assembleia catarinense, Júlio Garcia (PSD), em entrevista ao Bom Dia Santa Catarina. Ele descartou de momento a condição de impeachment de Moisés porque não há clima para isso

 

 

 

 

 

 

ANESTÉSICO

A situação descrita aqui na coluna provocada pela falta de sedativos e relaxantes musculares usados na intubação de pacientes graves com covid-19 em hospitais de todo o País e que já vem afetando o Hospital Santa Cruz de Canoinhas foi tema de reportagem do jornal O Estado de S.Paulo desta quinta-feira, 4.

 

 

Segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), todas as secretarias estaduais relataram à entidade ter um ou mais medicamentos dessa classe em falta ou com estoque crítico. Já há investigações abertas em ao menos dois Estados (Rio e Amapá) para apurar óbitos de pacientes que não tiveram acesso a essas medicações.

 

 

 

 

 

 

“Quando a opinião se impõe aos princípios, todos perdem a razão. Em todos os sentidos”

Do vice-presidente Hamilton Mourão, em artigo publicado nesta quarta no Estadão

 

 

 

 

 

 

 

 

1.123%

Foi o aumento do lucro do aplicativo de videoconferências Zoom desde o início da pandemia

 

 

 

 

 

ADRs

ADR Canoinhas, desativada em fevereiro de 2018/Arquivo

O Plenário da Assembleia Legislativa de SC rejeitou, na sessão desta quarta-feira, 3, veto a quatro pontos do projeto de lei complementar (PLC 8/2019) que resultou na Reforma Administrativa do Poder Executivo, aprovado no ano passado. Eles tratam da lotação de servidores que atuavam nas antigas agências de desenvolvimento regional (ADRs), extintas na reforma proposta pelo governador.

 

 

 

Ao todo, o Executivo havia vetado oito pontos do PLC 8/2019, todos frutos de emendas apresentadas e aprovadas pelos deputados quando da tramitação da reforma na Alesc, no primeiro semestre do ano passado.

 

 

Na sessão desta quarta, os pontos vetados foram analisados em Plenário de forma separada, por solicitação dos deputados Mauro de Nadal (MDB) e Laércio Schuster (PSB). Quatro deles foram rejeitados: os parágrafos segundo, terceiro, quarto e quinto do artigo 48.

 

 

 

 

 

 

 

 

MANTIDOS

O veto a outros quatro pontos do PLC da reforma administrativa foram mantidos. Entre eles, está o veto ao artigo 173, que estabelecia a transformação de cargos de advogado de autarquias e de fundações em procuradores autárquicos e fundacionais, além da redistribuição dos advogados do Deinfra, que foi extinto com a reforma, para o Iprev. O artigo foi considerado pelo Executivo como estranha à matéria, além de tratar de transposição de cargos e aumento de despesas.

 

 

 

 

QUEDA NO VAREJO

Com o impacto da covid-19, as vendas no varejo tiveram queda de 31,8% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo levantamento da Serasa Experian. Essa é a maior retração desde o início da série histórica em 2001, baseada no número de consultas feitas à base de dados da consultoria.

 

 

 

 

 

SEM RECREIO

A Justiça negou um pedido do Ministério Público de SC para que as escolas particulares reduzam as mensalidades por conta de as aulas presenciais estarem suspensas. A 1ª Vara da Fazenda Pública de Florianópolis determinou que as negociações ocorram individualmente.

 

 

 

 

 

CPI

A CPI da Alesc que investiga a aquisição de 200 respiradores por parte do governo do Estado ao custo de R$ 33 milhões dá sequência aos trabalhos nesta quinta, 4, com o depoimento do atual secretário da Saúde de SC, André Motta. Na época da compra, ele era secretário-adjunto da pasta.





Deixe seu comentário: