“Não estamos trabalhando com a corda no pescoço, estamos com a corda acima do pescoço”, diz presidente do Hospital Santa Cruz

Reinaldo na tribuna da Câmara/Adriana Hess/Divulgação

Hospital acumulou déficit de R$ 1,9 milhão no ano passado

 

 

CORDA  NO PESCOÇO

Presidente do Hospital Santa Cruz de Canoinhas (HSCC), Reinaldo de Lima Jr esteve ontem na sessão da Câmara de Canoinhas para prestar contas do exercício 2018. Conforme o JMais adiantou, o déficit foi de R$ 1,923 milhão.


 

 

Prometendo manter canal direto com os vereadores para inteirá-los da situação do HSCC, Lima apresentou ações que estão sendo tomadas para contornar os problemas. Segundo ele, o HSCC passa por um processo de reestruturação. Leia-se, corte de funcionários. “Mas chega um momento em que não tem mais onde cortar, aí tem de se trabalhar em outra ponta, que é aumentar as receitas. É justamente isso que se busca com a classe médica. O Hospital não faz nenhum internamento, é o médico, por isso, precisamos dessa colaboração”, explicou. Lima foi convidado a se reunir com a classe médica. “Eles podem e devem contribuir com a instituição”, pontuou.

 

 

Dos 222 funcionários que o HSCC tinha no final do ano passado, demitiu seis. Novos cortes estão previstos. Lima estima uma economia de R$ 100 mil nos próximos meses. Lembrou da dívida do Governo do Estado, algo em torno de R$ 1 milhão, e da necessidade urgente de melhorar a arrecadação. “Não estamos trabalhando com a corda no pescoço, estamos com a corda acima do pescoço”, afirmou.

 

 

Lima frisou a questão da transparência, tão cobrada pelos vereadores nos últimos meses. “Eu não aceitaria o cargo se não fosse para trabalhar com transparência”. Lembrou que hoje o HSCC tem 83 sócios, que doam mensalmente R$ 15. “Para um universo de 54 mil habitantes é muito pouco, nossa meta é chegar a mil sócios”, afirmou.

 

 

 

CONTA DE LUZ

Com uma população de 54 mil habitantes, poucos doam ao HSCC por meio da conta de luz. Foram arrecadados, por este meio, em 2018, R$ 67.134. Dá R$ 1,24 por habitante.

 

O problema, no entanto, parece ser muito mais de pouca divulgação da modalidade de doação do que vontade dos canoinhenses de ajudar.

 

Quem quiser ajudar tem de assinar um termo permitindo o acréscimo de valor x na conta de energia elétrica. É preciso fornecer o número da fatura.

 

 

FALTA DE PEDIATRA

Requerimento aprovado ontem na Câmara cobra explicações da Secretaria de Saúde sobre a falta de médico pediatra no Hospital Santa Cruz, o que vem obrigando as gestantes de Canoinhas a terem seus filhos em Mafra, referência regional.

 

 

Segundo o requerimento, houve relato de que um bebê morreu supostamente pela demora no atendimento. O médico teria dito aos pais que “passou o tempo de nascer”.

 

 

Segundo a secretária de Saúde, Zenici Dreher, a paciente foi atendida por convênio, não pelo SUS. Ela salienta que a Maternidade não fechou, pois o Plantão Presencial em Ginecologia/Obstetrícia não paralisou e “a Maternidade continua de portas abertas mantendo os atendimentos no município de Canoinhas, porém, devido questões legais a maioria dos nascimentos dos bebês estão acontecendo em Mafra devido falta de pediatra. Obviamente que as tratativas estão acontecendo e o Edital para Plantão Presencial em Pediatria já foi publicado. Conversei com médicos obstetras e as informações relatadas na sessão da Câmara estão equivocadas porque a gestante em questão chegou na Maternidade com indicativos de óbito fetal antes mesmo do internamento, portanto, mesmo com todo acolhimento realizado pela equipe e mesmo que tivesse pediatra não haveria o que fazer para salvar o feto”, explicou.

 

 

“A resposta não é nem pra mim, porque não posso engravidar”

do vereador Paulinho Basilio (MDB), apelando ao óbvio para afirmar que o requerimento não é manobra da oposição

 



 

 

JETON

O jeton aos conselheiros do ICPrev Canoinhas foi aprovado ontem em segunda votação pelos vereadores de Canoinhas.

 

 

 

DIA D

A Procuradoria Geral do Estado de Santa Catarina (PGE) participa, na manhã desta quarta-feira, 24, do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) da Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo Executivo catarinense, em 2018, em face da emenda constitucional 72/16, que modificou os percentuais de repasse para a saúde, prevendo aumento de 12% para 15% entre os anos de 2017 e 2019.

 

 

No entendimento do Estado, a emenda é inconstitucional, viola o Pacto Federativo, a separação de Poderes, além dos princípios da razoabilidade e da responsabilidade fiscal. “É indiscutível a intenção da Administração Pública estadual de investir o máximo possível na área da saúde, mas não se pode admitir uma previsão claramente inconstitucional. A emenda questionada invadiu competência da União e retirou a liberdade do Poder Executivo catarinense de propor suas diretrizes orçamentárias”, destaca a procuradora-geral do Estado, Célia Iraci da Cunha.

 

Do ponto de vista de hospitais como o  Santa Cruz de Canoinhas, se a medida for mantida, crescem as esperanças de se receber os valores represados pelo Estado. Se o Governo vencer, as esperanças vão por água abaixo.

 

 

 

CASAN

A Casan, que depois de fazer 20% da rede de esgoto em Canoinhas parece ter se esquecido dos outros 80%, fechou 2018 com faturamento de R$ 1,08 bilhão, valor 6,34% superior ao ano anterior.

 

 

 

 

R$ 615

é quanto os catarinenses gastam por ano para cobrir o déficit da Previdência. O déficit é calculado em R$ 3,8 bilhões

 

 

 

 

FAKE NEWS

Entre 16 e 17 de maio acontece um seminário internacional em Brasília para discutir o combate às fake news na eleição municipal do ano que vem. Especialistas do FBI, Polícia Federal, dirigentes do Facebook, Twitter e WhatsApp vão discutir o tema. Quem promove é o Tribunal Superior Eleitoral.

 

 

 

PRÉ-CRISE

A indústria de transformação brasileira começou o ano em um nível de ociosidade alarmante. No primeiro trimestre, a maioria dos segmentos industriais trabalhou ocupando uma parcela do potencial produtivo das fábricas abaixo da média histórica. Apenas dois de 15 segmentos avaliados, o farmacêutico e o de papel e celulose (principal atividade industrial de Canoinhas e Três Barras), usaram a capacidade de produção de suas fábricas em níveis considerados elevados, isto é, acima da média histórica, enquanto a indústria do vestuário registrou ocupação em níveis considerados normais.

 

 

 

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